Ao longo de sua histria, o Brasil tem enfrentado o problema da excluso social que gerou
grande impacto nos sistemas educacionais. Hoje, milhes de brasileiros ainda no se beneficiam
do ingresso e da permanncia na escola, ou seja, no tm acesso a um sistema de educao
que os acolha.
Educao de qualidade  um direito de todos os cidados e dever do Estado; garantir o exerccio
desse direito  um desafio que impe decises inovadoras.
Para enfrentar esse desafio, o Ministrio da Educao criou a Secretaria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade  Secad, cuja tarefa  criar as estruturas necessrias para formular,
implementar, fomentar e avaliar as polticas pblicas voltadas para os grupos tradicionalmente
excludos de seus direitos, como as pessoas com 15 anos ou mais que no completaram o Ensino
Fundamental.
Efetivar o direito  educao dos jovens e dos adultos ultrapassa a ampliao da oferta de vagas
nos sistemas pblicos de ensino.  necessrio que o ensino seja adequado aos que ingressam na
escola ou retornam a ela fora do tempo regular: que ele prime pela qualidade, valorizando e respeitando
as experincias e os conhecimentos dos alunos.
Com esse intuito, a Secad apresenta os Cadernos de EJA: materiais pedaggicos para o 1. e o
2. segmentos do ensino fundamental de jovens e adultos. Trabalho ser o tema da abordagem
dos cadernos, pela importncia que tem no cotidiano dos alunos.
A coleo  composta de 27 cadernos: 13 para o aluno, 13 para o professor e um com a concepo
metodolgica e pedaggica do material. O caderno do aluno  uma coletnea de textos
de diferentes gneros e diversas fontes; o do professor  um catlogo de atividades, com sugestes
para o trabalho com esses textos.
A Secad no espera que este material seja o nico utilizado nas salas de aula. Ao contrrio,
com ele busca ampliar o rol do que pode ser selecionado pelo educador, incentivando a articulao
e a integrao das diversas reas do conhecimento.
Bom trabalho!
Secretaria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade  Secad/MEC
Apresentao
CP_iniciais.qxd 21.01.07 14:33 Page 1
Caro professor
Este caderno foi desenvolvido para voc, pensando no seu trabalho cotidiano de educar jovens
e adultos. Esperamos que ele seja uma ferramenta til para aprimorar esse trabalho. O caderno
que voc tem em mos faz parte da coleo Cadernos de EJA, e  um dos frutos de uma
parceria entre as universidades brasileiras ligadas  Rede Unitrabalho e o Ministrio da Educao.
As atividades deste caderno contemplam assuntos e contedos destinados a todas as sries
do ensino fundamental e seguem a seguinte lgica:
 Cada texto do caderno do aluno serve de base para uma ou mais atividades de diferentes reas
do conhecimento; cada atividade est formulada como um plano de aula, com objetivos, descrio,
resultados esperados, etc.
 As atividades admitem grande flexibilidade: podem ser aplicadas na ordem que voc considerar
mais adequada aos seus alunos. Cabe a voc escolher quais atividades ir usar e de que forma.
Os segmentos para os quais as atividades se destinam esto indicados pelas cores das tarjas
laterais: as atividades do nvel I (1- a 4- sries) possuem a lateral amarela; as do nvel II (5- a 8 -
sries) tm a lateral vermelha. Se a atividade puder ser aplicada em ambos os nveis, a lateral
ser laranja. Essa classificao  apenas indicativa. Cabe a voc avaliar quais atividades so as
mais adequadas para a turma com a qual est trabalhando.
 Graas  proposta de um trabalho multidisciplinar, uma atividade indicada para a rea de
Matemtica, por exemplo, poder ser usada em uma aula de Geografia, e assim por diante.
As atividades de Educao e Trabalho e Economia Solidria tambm podero ser aplicadas aos
mais diversos componentes curriculares.
Ao produzir este material pedaggico a equipe teve a inteno de estimular a liberdade
e a criatividade. Se a partir das sugestes aqui apresentadas, voc decidir escolher outros textos
e elaborar suas prprias atividades aproveitando algumas das idias que estamos partilhando,
estaremos plenamente satisfeitos. Acreditamos profundamente na sua capacidade de discernir
o que  melhor para as pessoas com as quais est dividindo a desafiadora tarefa de se apropriar
da cultura letrada e se formar cidado.
Bom trabalho!
Equipe da Unitrabalho
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Como utilizar a pgina de atividade
Numerao: indica o
texto correspondente
ao caderno do aluno.
rea: indica a rea
do conhecimento.
Nvel: sugere o segmento
do ensino fundamental
para aplicao da atividade.
Materiais e tempo:
materiais indicados para
a realizao da atividade,
especialmente aqueles que no
esto disponveis em sala
de aula (opcional), e o tempo
sugerido para o desenvolvimento
da atividade.
Contexto:
insere o tema
no cotidiano do aluno.
Dicas:
bibliografia de suporte,
sites, msicas, filmes, etc.
que ajudam o professor
a ampliar o tema
(opcional).
Cor lateral:
indica o nvel sugerido.
Descrio:
passos que o professor
deve seguir para discutir
com os alunos os
conceitos e questes
apresentados na
atividade proposta.
Introduo:
pontos principais do
texto transformados
em problematizaes
e questes para o
professor.
Objetivos:
aes que tanto aluno
como professor
realizaro.
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1 A grande floresta Cincias I e II 8
Vendo de longe ou de perto Cincias I e II 9
A inteno e os movimentos Ed. Fsica I 10
2 Crenas e ritos Artes I e II 11
Os vermes Cincias I e II 12
Cultura, culturas Geografia II 13
Cultura e natureza Histria I e II 14
Cultura e formas geomtricas Matemtica I 15
Cultura, fala e provrbios Portugus I e II 16
3 A descrio  a realidade objetiva e subjetiva Portugus II 17
Casa de farinha Ed. e Trabalho II 18
4 Opes de desenho Artes I e II 19
Do que  feita a lgrima? Cincias I e II 20
Festa junina Ed. e Trabalho I e II 21
Arte com geometria Matemtica I e II 22
Jogo dos campos lexicais Portugus I e II 23
5 Jantar virtual Artes I e II 24
Pirmides Cincias I e II 25
O vinagre Cincias I e II 26
Culinria Ed. e Trabalho I 27
O texto instrucional Portugus I e II 28
6 O que  serigrafia? Cincias I e II 29
Economia solidria e cultura Econ. Solidria I e II 30
Los jvenes y las posibilidades
de acceso al trabajo Espanhol II 31
4  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
Sumrio das atividades
Texto Atividade rea Nvel Pgina
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Caderno do professor / Cultura e Trabalho  5
Texto Atividade rea Nvel Pgina
6 A participao dos jovens em
grupos e movimentos culturais Histria I e II 32
Cadeia produtiva Matemtica I e II 33
Iniciativas empreendedoras Matemtica I e II 34
Jogos de alfabetizao: As letras nas palavras Portugus I 35
7 Reflexes mltiplas em espelhos planos Cincias I e II 36
Conscincia corporal Ed. Fsica I e II 37
8 Quando algum diz que "veio dar
uma fora" devemos ficar felizes? Cincias I e II 38
Companies Ingls II 39
Anglicismos Portugus II 40
9 Em nome de quem? Histria II 41
Jogos de alfabetizao: Criao de palavras Portugus I 42
10 Oktoberfest  Herana alegre da cultura alem Ed. e Trabalho II 43
Pontos cardeais e colonizao alem Geografia I e II 44
Passeando em Santa Catarina Matemtica I 45
Festas populares e trabalho Matemtica I e II 46
11 Cordel Artes I e II 47
Cultura popular ou erudita: ambas como
expresso do trabalho humano Ed. e Trabalho I e II 48
Ler e criar literatura de cordel Portugus I e II 49
12 Teatro invisvel Artes I e II 50
Ns podemos mudar! Ed. e Trabalho II 51
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6  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
13 Rodeios e controvrsias Cincias I e II 52
Festa e porcentagem Matemtica I 53
Festas populares e gerao de empregos Matemtica I e II 54
Jogos de alfabetizao:
Reconhecimento das vogais Portugus I 55
14 leos e azeites Cincias I e II 56
A fome  natureza. Comida  cultura e trabalho Ed. e Trabalho I e II 57
As regies do Brasil Geografia I e II 58
Identidade alimentar Geografia I e II 59
Typical food Ingls II 60
Cultura e alimentao Matemtica I 61
Receita na medida certa Matemtica I 62
Receita potica Portugus I e II 63
15 Cena pica Artes I e II 64
Trabalho e produo cultural Ed. e Trabalho I e II 65
A riqueza produzida por todos Geografia I e II 66
Quem so os sujeitos da Histria? Histria I 67
16 Chat Ingls II 68
17 Dana-Teatro Artes I e II 69
O aude Cincias I e II 70
Cabra marcado para viver Geografia I e II 71
Teatro em sala de aula Portugus II 72
18 Cultura de massa: cultura popular? Artes I e II 73
Cultura popular e de massas Ed. e Trabalho II 74
Cultura do povo ou cultura para o povo? Ed. e Trabalho II 75
19 Por que os bales sobem? Cincias I e II 76
Cultura, turismo, economia e festas juninas Econ. Solidria I e II 77
Festas juninas: uma fogueira de alegrias Histria I e II 78
Texto Atividade rea Nvel Pgina
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Caderno do professor / Cultura e Trabalho  7
20 En Brasil, el ftbol genera muchos
puestos de trabajo Espanhol II 79
Futebol: matria-prima de exportao Geografia I e II 80
Futebol: uma paixo nacional Histria I e II 81
Procurando o futebol na cidade Matemtica I 82
Problematizando os nmeros do futebol Matemtica I e II 83
21 Encontro cultural Artes I e II 84
Maracatu Artes I e II 85
Pluralidade cultural no Brasil:
imagens de maracatus Histria I e II 86
American holidays Ingls II 87
22 El oficio de zapatero Espanhol II 88
23 El carnaval brasileo ofrece buenas
oportunidades de trabajo Espanhol II 89
Carnaval: samba, alegria e trabalho Geografia I e II 90
Estudo de texto de informao. Produo
de anncio Portugus I e II 91
24 A iluso visual de imagens em movimento Cincias I e II 92
Voc sabe respirar? Ed. Fsica I e II 93
Texto Atividade rea Nvel Pgina
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8  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Cincias Nvel I e II
1. Pea aos alunos para representarem a floresta
amaznica em um grande cartaz.
2. Os alunos devem fazer essa representao utilizando
fotos e recortes trazidos de plantas e
animais.
3. Deve ser buscada uma representao que traduza
a exuberncia da floresta, mostrando a
diversidade das plantas ali existentes com suas
adaptaes para o clima.
4. Tambm deve ser buscada uma representao
dos animais em seus diferentes hbitats  na
poro mais prxima ao solo, na poro intermediria
da floresta e na poro superior.
5. Discuta com os alunos a importncia dessa
floresta para os brasileiros e para o restante
da populao mundial.
Descrio da atividade
Atividade P A grande floresta
1
Te x t o
Objetivos
 Conhecer aspectos fundamentais da floresta
amaznica.
 Reconhecer que o solo da floresta  pobre em
nutrientes.
 Reconhecer a diversidade de animais presentes
na floresta.
Introduo
O texto aborda Parintins e o seu festival folclrico,
que ocorre na maior floresta do planeta, a floresta
amaznica. Essa floresta  tipicamente tropical,
possuindo uma imensa diversidade de
animais e plantas. Cerca de 60% dessa floresta
encontra-se no Brasil. H floresta amaznica
tambm na Colmbia, nas Guianas, no Equador,
no Peru e na Bolvia. Por incrvel que parea, os
solos da Amaznia so pobres em nutrientes. As
plantas ali existentes sobrevivem devido ao ciclo
fechado de nutrientes. Isto significa que quando
uma planta morre e sofre decomposio, libera
nutrientes para o solo, que so assim totalmente
reciclados e absorvidos pelas razes das plantas
vivas, sustentando a floresta. A vegetao da
regio possui adaptaes para viver em condies
de excesso de gua: ramos e folhas com os pices
voltados para baixo, folhas em goteira e revestidas
com cera. A fauna local  exuberante e variada.
Na parte mais prxima ao solo, identificamos
jabutis, cotias, pacas, etc. Esses animais se alimentam
dos frutos que caem das rvores, servindo
posteriormente de alimentos para felinos e cobras.
H tambm animais rastejadores, como
esquilos e anfbios, que utilizam o solo e o nvel
intermedirio da floresta. Nos locais mais altos,
observamos aves diversas, que buscam frutos,
brotos e castanhas. Pela grande diversidade a floresta
amaznica proporciona matria prima para
vrias indstrias.
Resultados esperados:
a) Conhecimento da floresta amaznica e sua
importncia social/econmica.
b) Reconhecimento de que o solo da floresta 
pobre em nutrientes.
c) Reconhecimento da diversidade de animais
presentes na floresta.
Dicas do Professor: Se no houvesse a cobertura do solo
pela floresta amaznica e a gua das chuvas casse diretamente
sobre o solo, ele seria exaurido, pois a gua carregaria
os sais minerais. Esta perda de nutrientes  reduzida pela
presena da floresta, j que a rica e densa folhagem
amortece a queda da gua. Quando ocorre desmatamento,
no entanto, h o aparecimento do solo nu, o que certamente
leva ao seu empobrecimento.
Materiais indicados:
P recortes de revistas e
jornais, contendo fotos
de plantas da floresta
amaznica e de animais
daquela regio, cartolina
e lpis de cor.
Tempo sugerido: 2 horas
01CP09 TX01P3.qxd 18.01.07 19:16 Page 8
rea: Cincias Nvel I e II
1. Verifique com seus alunos de quanto em quanto
tempo costumam consultar um oftalmologista.
Diga que seria recomendvel consult-lo anualmente.
2. Consiga lentes velhas com os alunos ou em alguma
ptica. Com elas,  possvel verificar quais
so teis para mopes ou hipermtropes. Pea a
seus alunos para ler um texto aproximando e
distanciando uma lente de cada vez. Se as letras
parecerem menores atravs da lente, ela  divergente
e serve para alguns mopes (dependendo
do grau). Se as letras parecerem maiores
atravs da lente, ela  convergente e serve para
alguns hipermtropes. Algumas pessoas podem
padecer das duas coisas ao mesmo tempo: de
Descrio da atividade miopia (globo ocular ligeiramente mais alongado)
e hipermetropia (pela rigidez do cristalino)
e, neste caso, devem usar lentes duplas, tambm
chamadas de bifocais.
3. Pea a seus alunos para pesquisar outros defeitos
da viso (astigmatismo, catarata e daltonismo)
e se  possvel corrigi-los com lentes.
Materiais indicados:
P lentes usadas de
culos para mopes e
hipermtropes.
Tempo sugerido:
pesquisa: 1 semana;
aula 2 horas
Atividade P Vendo de longe ou de perto
Resultados esperados: Compreender defeitos
da viso e formas de corrigi-los com o uso de lentes.
1
Te x t o
Objetivos
 Reconhecer alguns dos defeitos da viso (a
miopia e a hipermetropia) e associ-los a lentes
corretivas.
Introduo
Voc pode introduzir com esse texto a questo dos
problemas da viso. Quando em local amplo, como
um estdio, algumas pessoas no conseguem focalizar
imagens, apresentando dificuldade em enxergar
com nitidez smbolos e detalhes de vestimentas.
Outras pessoas sentem dificuldade para
ver objetos prximos ou letras a menos de 30 centmetros
de seus olhos. Esses problemas da viso
ocorrem devido a diferenas na estrutura do olho
de cada pessoa. A pessoa que tem dificuldade de
focalizar objetos distantes possui em geral um olho
ligeiramente mais alongado que o normal, e talvez
tenha miopia. As pessoas que apresentam problemas
para ler coisas prximas podem padecer de
dois outros defeitos da viso: a) ter o globo ocular
ligeiramente mais achatado que o normal ou
b) apresentar, aps uma certa idade (dos 40 aos 50
anos), enrijecimento do cristalino (uma lente natural
dos olhos) o que dificulta a sua deformao e
alterao de sua distncia focal para a viso prxima.
Seja por uma causa (a) seja por outra (b), esse
defeito de viso chama-se hipermetropia. Miopia
ou hipermetropia podem ser amenizados pelo uso
de lentes corretivas (culos ou lentes de contato).
Em qualquer uma das situaes,  importante a
pessoa consultar um mdico de olhos (oftalmologista)
que, alm de verificar se ela precisa de
lentes corretivas, tambm pode fazer outras avaliaes
da sade dos olhos (medindo a presso
sangunea, verificando irregularidades na retina e
outras doenas).
Contexto no mundo do trabalho: A evoluo tecnolgica
no cuidado com os olhos traz importantes conquistas
para a qualidade de vida das pessoas e no aprimoramento
da proteo do trabalhador no exerccio de algumas
profisses que envolvem riscos para os olhos.
Dicas do Professor: Convide um oftalmologista para fazer
palestra sobre cirurgias oculares.
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  9
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10  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Educao Fsica Nvel I
1. Promova uma discusso com as seguintes
questes:
a) Quando voc realiza algum exerccio fsico, o
faz com qual finalidade?
b)Voc segue uma orientao para realiz-los?
Pense qual a melhor maneira de pratic-lo.
c) Voc j procurou a orientao de um profissional
para se exercitar? Por qu?
2. Coordenao olho-mo e destreza das mos e
dedos:
a) Amasse uma folha de jornal de forma que ela
fique com o formato de uma pequena bola.
b) Jogue-a para cima seguindo com os olhos a
trajetria da bola e pegue-a com uma das
mos.
c) Repita o exerccio com a outra mo, no esquecendo
de acompanhar a trajetria da bola
com os olhos.
d)Jogue-a novamente para o alto, ainda acompanhando-
a, com os olhos, bata uma palma
antes de peg-la com uma das mos.
3. Repita o exerccio anterior, criando novas formas
de execut-lo, sozinho, em duplas ou em
grupo cm os colegas.
Descrio da atividade
4. Produza um texto com o ttulo: A importncia
da Educao Fsica na vida de todos: a intencionalidade
dos movimentos.
Atividade P A inteno e os movimentos
1
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre os movimentos no dia-a-dia de
forma intencional e no mecnica.
 Reconhecer a importncia da Educao Fsica
para a vida.
Introduo
O texto aborda uma atividade regional, cultural
e turstica que emprega vrios trabalhadores e
proporciona lazer a todos que dela participam.
As atividades profissionais efetuadas no evento,
assim como em qualquer outra profisso, so realizadas
em um dia-a-dia repleto de movimentos
fsicos que formam corpos fortes, saudveis, com
muita tonicidade muscular e grande domnio da
coordenao motora.
Resultados esperados: Reconhecer a importncia
da Educao Fsica no dia-a-dia. Refletir sobre
a intencionalidade do movimento. Produo
de texto.
Dicas do Professor: A Educao Fsica desenvolve a aptido
fsica, e outras habilidades: a) Coordenao olhomo;
b) Ateno; c) Concentrao; d) Controle muscular
(reflexos); e) Percepo auditiva, visual; f) Destreza das
mos e dedos.
Tempo sugerido: 3 horas
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Caderno do professor / Cultura e Trabalho  11
rea: Artes Nvel I e II
1. Aps a leitura do texto, destacar a questo dos
ritos e crenas como componentes importantes
na formao cultural de um povo.
2. Relacionar no quadro todos os credos presentes
na sala e seus principais ritos.
3. Individualmente, os alunos devero descrever
a forma como so realizados, em seus credos,
os ritos de nascimento, ingresso e confirmao
no credo, casamento e morte.
4. Formar grupos mistos, ou seja, misturando
alunos de diferentes credos para que troquem
informaes sobre a celebrao desses ritos
em suas religies. Quanto maior o detalhamento,
mais rica ser a discusso final.
5. Aps essa etapa, cada aluno do grupo dever
escolher um dos credos discutidos no grupo e
assumi-lo como se fosse o seu.
6. Abrir a apresentao dos ritos, que ser feita
para a classe pelos alunos que iro abordar o
credo do colega.
Descrio da atividade 7. Discusso final tendo por foco semelhanas e
diferenas entre os credos e seus ritos.
Obs. 1: Se a classe for formada por alunos de um
mesmo credo, o exerccio levar em conta a cultura
familiar.
Obs. 2: O professor poder enriquecer ainda
mais o exerccio atravs de uma pesquisa sobre
as religies.
Atividade P Crenas e ritos
2
Te x t o
Objetivo
 Discutir semelhanas e diferenas presentes
nos ritos e crenas.
Introduo
O antroplogo e educador Darcy Ribeiro apresenta
neste texto a concepo geral do que  cultura.
Dentre as inmeras construes culturais,
ou seja, daquelas criadas pela ao do homem,
parte significativa relaciona-se diretamente aos
ritos e crenas, que representam a compreenso
que um povo tem do mundo. Ao longo da
histria, as diferenas entre diversos credos e ritos
tm fomentado guerras, impedido relacionamentos
e gerado discrdia entre irmos. Porm,
por conta dessas mesmas diferenas, temos uma
grande diversidade de costumes, de conhecimentos,
de modos de produo e de manifestaes
artsticas. Parte considervel da responsabilidade
de transmisso e manuteno das crenas e ritos
encontra-se no ambiente familiar, que os traduzem
de acordo com suas vises particulares,
ampliando e enriquecendo-os.
Resultados esperados:
a) Ampliar os conhecimentos e a viso de mundo
dos alunos.
b) Perceber a importncia de se colocar no lugar
do outro e de respeitar as diferenas de credo.
Dicas do professor: Site  www.fundar.org.br/
Tempo sugerido: 2 horas
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12  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Cincias Nvel I e II
1. Usando uma cartolina, pea aos alunos para
construrem um diagrama esquemtico do ciclo
do Ascaridis lumbricoides, abrangendo a
infestao por via oral, o caminho percorrido
no corpo do indivduo contaminado, at chegar
ao intestino delgado e a liberao dos ovos
pelas fezes, contaminando guas e alimentos,
que so ingeridos.
2. O diagrama deve ser construdo na forma de
um ciclo.
3. Os alunos devem sugerir ainda algumas medidas
de preveno, que devero ser discutidas
com a turma.
Descrio da atividade
Atividade P Os vermes
Resultados esperados:
a) Conhecimento da ascaridase e seu ciclo.
b) Reconhecimento das formas de preveno.
2
Te x t o
Objetivos
 Conhecer a ascaridase e seu ciclo.
 Reconhecer maneiras de prevenir a contaminao
por vermes.
Introduo
No texto, o autor faz meno a lombrigas. A lombriga
 o nome comum do verme Ascaris lumbricoides,
um animal invertebrado da famlia dos nematelmintos.
Ele infesta o intestino delgado do
ser humano, provocando a ascaridase. Os principais
sintomas dessa doena so o ranger de
dentes durante o sono, a coceira no nariz, as
diarrias crnicas e as febres irregulares. O corpo
da lombriga  alongado, medindo, a fmea, cerca
de 25 cm de comprimento e o macho, 15 cm.
Esses animais se reproduzem sexuadamente no
intestino delgado. Se a pessoa contaminada vive
em condies precrias de higiene e defeca ao ar
livre, elimina ovos de lombriga junto com as
fezes. Esses ovos contaminam o solo e a gua de
poos. Essa gua pode contaminar verduras e
outros alimentos e, conseqentemente, as pessoas.
Os ovos chegam ao intestino humano e
acabam se desenvolvendo at a formao de larvas.
As larvas atravessam a parede do intestino e
entram na circulao sangunea, percorrendo fgado,
corao e pulmes. Da cavidade pulmonar,
as larvas sobem pelos brnquios, traquia e
laringe, provocando tosse. Quando o indivduo
tosse, as larvas passam para a faringe, so engolidas
e chegam ao intestino, onde crescem e se
tornam lombrigas. Para prevenir a doena, devese
beber gua filtrada, lavar bem verduras e outros
alimentos, defecar em vasos sanitrios ou fossas
e lavar bem as mos antes das refeies.
Materiais indicados:
P cartolina e lpis de cor.
Tempo sugerido: 1 hora
Dicas do professor: O amarelo (ancilostomose)  uma
doena provocada pelos vermes Ancylostoma duodenale
e Necator americanus. Provoca ulceraes intestinais,
diarria, anemia, enfraquecimento e o hbito de comer
terra. Pode ser prevenida pelo uso de sanitrios e de
calados, j que a transmisso ocorre pela penetrao de
larvas na pele. O bicho geogrfico, transmitido pelo
Ancylostoma braziliensis,  um parasita normal dos cachorros,
que acidentalmente parasita a pele humana, causando
infeco e pruridos. Pode ser prevenido evitando-se o
contato da pele com areias freqentadas por ces.
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rea: Geografia Nvel II
1. Levantar os conhecimentos prvios da turma sobre
cultura. O que cada um entende por cultura?
Discutir e registrar as palavras-chave no quadro.
2. Ler e interpretar o texto com a turma, solicitando
que destaquem:
a) o conceito de cultura do autor;
b) o que faz parte da cultura material e da
imaterial;
c) separar os exemplos de cultura material:
uma cadeira, um banquinho, uma casa, um
prato de sopa, um picol ou um dirio; cultura
imaterial: a fala, as crenas, as artes, as
criaes culturais e artsticas, os ritos e prticas
 o batizado, o casamento, a missa, os
conceitos e as idias religiosas ou artsticas;
d)como os alunos interpretam o exemplo dado
sobre a filha da professora e da criana xavante;
e) a importncia da fala para a cultura.
3. Na opinio da turma, a separao de coisas
csmicas, coisas vivas, coisas culturais, ajudanos
de alguma forma?
4. Confrontar as idias do autor e as definies
iniciais do grupo. Debat-las.
Descrio da atividade 5. Em seguida, dividir a turma em grupos. Cada
grupo dever preparar e apresentar  turma
como compreenderam o conceito de cultura.
A apresentao poder ocorrer por meio de
desenhos, da fala, da escrita, do teatro, da
msica, enfim, como escolherem.
Materiais indicados:
P papel, cola, revistas,
jornais que possam ser
recortados, sucatas, etc.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Cultura, culturas
Resultados esperados:
a) Reflexo sobre o conceito de cultura como
produo humana transmitida de uma gerao
a outra nos diversos espaos e tempos da
histria.
b) Reflexo e ampliao de seu prprio conceito
de cultura e sua expresso.
2
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre o conceito de cultura como produo
humana transmitida de uma gerao a
outra nos diversos espaos e tempos da histria.
Introduo
O conceito de cultura pode ser abordado a partir
de vrios referenciais, de forma mais terica ou
mais prtica, e sempre possibilita diversas interpretaes
e significados. O belo texto de Darcy
Ribeiro nos ajuda a pensar, a refletir sobre esse
conceito como tudo aquilo que  feito pelos
homens, ou resulta do trabalho deles e de seus
pensamentos. Ele distingue a chamada cultura
material da imaterial, chamando nossa ateno
para a importncia da fala, da linguagem, alm
disso, discute as crenas, criaes artsticas e religiosas,
a produo e a transmisso das idias de
uma gerao a outra. E os nossos alunos, o que
pensam sobre cultura? Sugerimos partir das concepes
prvias da turma e construir uma situao
de ensino e aprendizagem dialogada: autor,
professor e alunos podero trocar suas idias.
Dicas do professor: livros  Cultura Brasileira e Identidade
Nacional (Brasiliense), A Moderna Tradio Brasileira
(Brasiliense), Cultura e Modernidade (Brasiliense), Mundializao
e Cultura (Brasiliense), Mundializao: Saberes e
Crenas, de Renato Ortiz.
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  13
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14  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Histria Nvel I e II
1. Ler o texto coletivamente, parando para debater
e solicitar concordncias e discordncias
dos alunos.
2. A partir do texto:
a) conceituar cultura;
b) fazer duas listas  uma do que  cultural e
outra do que  natural;
c) identificar diferentes dimenses da cultura
(material e imaterial);
d)fazer uma lista de exemplos para essas duas
dimenses.
3. Conversar sobre o autor e salientar em que
trabalhava (antropologia).
4. Pedir para os alunos pesquisarem a histria do
autor e a respeito da antropologia.
5. Propor para os alunos uma pesquisa daquilo
que, no senso comum, se pensa que  da natureza,
mas, considerando a perspectiva do
autor, pertence  esfera da cultura.
Descrio da atividade
6. Propor a produo de um texto em duplas, sobre
as diferenciaes entre natureza e cultura.
Atividade P Cultura e natureza
2
Te x t o
Objetivo
 Refletir a respeito do entrelaamento da cultura
e da natureza.
Introduo
O texto contribui para o debate sobre dimenso
da cultura e da natureza, fundamentando a dificuldade
de separar uma da outra nas vivncias
humanas. Quando observamos uma foto com
uma paisagem de floresta, onde est a dimenso
humana? Est na foto? Em quem fez a foto? Em
quem a observa e aprecia a paisagem? Na tcnica
de fazer a foto? Na boa aceitao desse tipo de
imagem? Ser que h propriamente na floresta
uma dimenso humana? No senso comum, por
exemplo, a floresta amaznica tem sido considerada
uma rea natural. Mas ser que no tem
uma dimenso humana? Pesquisas antropolgicas
indicam que as populaes indgenas tm
feito, durante milhares de anos, transplantes de
mudas de uma rea para a outra e tm montado
suas hortas onde se instalam. A concluso a que
se chega  que a floresta amaznica tem sido o
quintal dessas populaes e que a viso dos europeus,
quando chegaram ao Brasil, de exaltao
da natureza intacta estava equivocada.
Resultado esperado: Refletir a respeito do
entrelaamento da cultura e da natureza historicamente.
Dicas do professor: Livro  A temtica indgena na escola,
de Aracy Lopes e Silva e Lus Donisete Benzi (org.).
(MEC/MARI/UNESCO).
Tempo sugerido: 4 horas
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rea: Matemtica Nvel I
1. Uma artista plstica brasileira pintou uma tela
retratando vrias formas de figuras geomtricas.
Pensando nessa obra, solicite aos
alunos que:
a) desenhem um quadrado de 10 cm x 10 cm e
verifiquem qual  a sua rea e o seu permetro;
b) marquem, usando duas cores diferentes, as
diagonais dessa figura;
c) calculem a medida das diagonais de um
retngulo cujas medidas so 10 cm x 8 cm e
encontrem a rea e o permetro do desenho
que realizaram;
d)criem um desenho de uma circunferncia
e um hexgono regular nela circunscrito,
e, ao mesmo tempo, desenhem um quadrado
inscrito na circunferncia. Exemplo
do resultado.
Descrio da atividade
2. Orientar os alunos a desenvolverem trabalhos
artsticos ou decorativos usando motivos geomtricos.
Atividade P Cultura e formas geomtricas
2
Te x t o
Objetivos
 Compreender o sentido e o significado do conceito
de cultura.
 Desenvolver conceitos geomtricos e associlos
 cultura.
Introduo
Darcy Ribeiro afirma no texto que cultura  tudo
aquilo que  produzido pelo ser humano, ou
aquilo que resulta do trabalho de homens e mulheres
e de seus pensamentos. Uma casa, uma
cadeira, um vaso, um prato, um sorvete e a
prpria fala so exemplos de cultura. Alm disso,
tambm so considerados elementos da cultura
as crenas, as artes e os ritos. Sugestes para
discutir com os alunos: que resposta dariam ao
autor quanto  pergunta que ele faz no final do
texto? O teatro e o cinema so formas de lazer,
so culturais tambm? Qual tipo de cultura mais
caracteriza sua cidade ou regio? Qual  a diferena
entre cultura e folclore? O artista plstico
faz cultura?
Contexto no mundo do trabalho: A cultura popular d
identidade a um pas. Pode possibilitar emprego e trabalho
s pessoas.
Resultados esperados:
a) Desenhar figuras geomtricas tais como: circunferncia,
retngulo, quadrado, hexgono,
polgonos inscritos e circunscritos.
b) Calcular reas e permetros de polgonos.
c) Medir diagonais das figuras desenhadas.
d) Reconhecer que esto realizando, de certa forma,
cultura (embora induzida), ou seja, seus
desenhos so criaes realizadas por eles.
Dicas do professor: filme  Poeta de sete faces, de Paulo
Thiago.
Materiais indicados:
P rgua de 20 a 30 cm,
lpis colorido e compasso.
Tempo sugerido: 4 horas
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  15
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16  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler o texto com os alunos. Observar a forma
bem-humorada de construo da concepo
de cultura. Dar respostas para as perguntas da
Introduo (observar a pluralidade cultural e
sua influncia na fala e no pensamento das
pessoas. Observar que determinadas prticas
culturais podem ser nocivas ao prprio homem,
alm de proibidas por lei, como soltar
bales.)
2. Dentre os elementos culturais, esto a lngua
e a fala. Lngua  o meio de comunicao verbal
de um grupo de pessoas. Fala  o uso individual
da lngua.
3. Perguntar se os provrbios so culturais (so
fundamentais na sabedoria popular).
4. Uma famosa cano de Chico Buarque (Bom
Conselho) subverte os provrbios:
a) Espere sentado ou voc se cansa.
b) Quem espera nunca alcana.
c) Faa como eu digo, faa como eu fao.
d)Aja duas vezes antes de pensar.
e) Eu semeio o vento (...) e bebo a tempestade.
Solicitar aos alunos que reconstituam
a forma cultural, tradicional, original dos
provrbios subvertidos na fala de Chico
Buarque.
5. Rememorar o trecho do texto: Sem a fala, os
homens seriam uns macacos, porque no
poderiam se entender uns com os outros, para
Descrio da atividade acumular conhecimentos e mudar o mundo
como temos mudado. Com o objetivo de desenvolver
a fluncia, o humor e despertar a
fantasia, sugerir aos alunos: Imagine que
voc tem poder absoluto em seu pas e sete
dias apenas para realizar todas as suas obras.
Para piorar, seu pas no possui uma lngua
nica: h pelo menos dois grupos com lnguas
bem diferentes. O que voc faria para conseguir
realizar suas boas aes?
6. Pedir que escrevam o que ocorreu na atividade
5 em uma carta aos colegas de sala. Rememorar
a estrutura da carta pessoal.
Atividade P Cultura, fala e provrbios
Resultado esperado: Ampliao da capacidade
de escrever cartas.
2
Te x t o
Objetivo
 Compreender a concepo de cultura,
lngua e fala.
Introduo
Pergunte  turma: Por que alguns querem ser cowboys
e no caipiras? Podemos chamar a prtica de
soltar bales de cultura. mesmo sendo proibida
por lei?
Tempo sugerido: 3 horas
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Caderno do professor / Cultura e Trabalho  17
rea: Portugus Nvel II
1. Ler o texto com os alunos e acentuar as caractersticas
descritivas. Comentar o poder da industrializao
versus as atividades manuais.
2. Pedir aos alunos que encontrem no texto o
momento em que o autor descreve o processo
de produo da farinha de mandioca. Pedir
que, oralmente, um deles reproduza para a
classe o trecho solicitado e diga os detalhes
dessa tarefa.
3. Informar que  pela faculdade da observao
que distinguimos as caractersticas particulares
do que observamos. Traduzir essas imagens
em palavras  descrever.
4. No , pois, importante  na descrio  enumerar
todos os detalhes, mas, sim, fixar as
caractersticas distintivas do ser ou da realidade
descrita.
5. No trecho destacado, o autor diz: O momento
mais alegre da farinhada  a roda das raspadeiras
da mandioca.. Ao proceder assim,
faz uma descrio SUBJETIVA, pois deixa entrever
suas impresses, sensaes despertadas
pela realidade que descreve.
6. Pedir que descrevam o processo usado no
preparo do tucupi.
Descrio da atividade
7. Pedir que retirem do texto a descrio do
preparo da goma para roupas.
8. Para que a descrio no se torne cpia
cansativa da realidade, o autor pode destacar
os cheiros, as cores, as sensaes, os barulhos,
as formas por meio da escolha de um vocabulrio
expressivo, capaz de levar o leitor a
formar uma imagem da realidade descrita. 
preciso que o autor escolha cuidadosamente
as palavras, de modo a provocar no leitor impresses
sensoriais que o faam, de fato, sentir
a realidade descrita.
9. Pedir que os alunos escrevam um texto incluindo
suas impresses sensoriais.
10. Pedir aos alunos que descrevam uma cena de
carnaval de rua. Solicitar que destaquem o
que ouvem, o que vem, o que sentem, se h
instrumentos musicais, o que se destaca em
cores e formas, os movimentos, os silncios e
os barulhos...
Atividade P A descrio  a realidade objetiva e subjetiva
3
Te x t o
Objetivo
 Identificar, em textos, vrios elementos estruturais
da descrio.
Introduo
Pergunte aos alunos: Vocs j visitaram uma estao
de trem? Lembram-se do cheiro? Da iluminao?
Havia um relgio no final do corredor? E
o piso? Rangia a seus ps ou era ladrilhado? Um
bom observador descreve bem o que viu e o que
v. Vocs se consideram bons observadores?
Resultado esperado: Ampliao da capacidade
de descrever objetiva e subjetivamente.
Tempo sugerido: 4 horas
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18  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Traga dicionrios para sala de aula.
2. Pea aos alunos, em grupos, que leiam todo o
texto assinalando as palavras desconhecidas.
3. Em seguida, cada grupo ficar com um ou
dois pargrafos para trabalh-los detalhadamente,
consultando as palavras desconhecidas
e registrando o seu significado.
4. Coletivamente, a turma far novamente a leitura
do texto de modo a compreend-lo.
5. Pergunte se algum conhece um processo
tradicional ou moderno de fabricao de farinha
e pea para relat-lo. Faa comparaes
com o do texto.
6. Escreva no quadro os elementos que compem
o processo de trabalho e apresente-os
para os alunos.
7. Pea-lhes para identific-los no texto e registre
o resultado no quadro. Ajude-os nesta identificao.
Descrio da atividade 8. Para finalizar, pea a um aluno para identificar
esses elementos no seu prprio processo
de trabalho. Novamente, faa comparaes
com o do texto.
Atividade P Casa de farinha
3
Te x t o
Objetivo
 Conhecer os elementos que compem o processo
de trabalho.
Introduo
Os elementos que compem o processo de trabalho
so trs: 1) a atividade adequada a um
fim, isto , o prprio trabalho; 2) a matria a
que se aplica o trabalho, o objeto de trabalho; 3)
os meios de trabalho, o instrumental de trabalho.
Segundo esta definio, podemos identificar
os elementos que compem o processo de
trabalho tradicional de fabricao da farinha.
Assim temos: 1) o trabalho de todos aqueles que
esto envolvidos com a fabricao da farinha; 2)
a mandioca, que  trabalhada para produzir a
farinha; e 3) os meios de trabalho, ou seja, o
complexo de instrumentos que o trabalhador insere
entre si mesmo e a mandioca para produzir
a farinha. O texto apresenta um processo de trabalho
que vigorou durante um certo perodo da
nossa histria. Voc concorda que por meio do
estudo desse processo podemos inferir que o
modo de produzir de um povo constitui a sua
cultura?
Resultado esperado: Identificao dos elementos
que compem o processo de trabalho no
texto e em alguns casos de alunos da turma.
Materiais indicados:
P dicionrios.
Tempo sugerido: 4 horas
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rea: Artes Nvel I e II
1. Cada aluno dever eleger um objeto da sala
para ser reproduzido. Exemplo:
2. Cada aluno dever desenhar o objeto em papel
branco com lpis preto, observando-o ao
mesmo tempo que desenha.
3. Numa outra folha de papel, o aluno dever
desenhar o mesmo objeto. Desta vez, por
meio da tcnica do desenho cego: observa-se
apenas o objeto sem olhar o que est sendo
desenhado no papel.
4. Troca-se novamente o papel, observa-se o objeto,
porm o desenho dever ser feito com a
outra mo.
5. Depois dos trs desenhos, cada aluno dever
dar um pequeno depoimento sobre qual de-
Descrio da atividade senho mais lhe agradou e quais as dificuldades
encontradas em cada execuo.
Atividade P Opes de desenho
4
Te x t o
Objetivos
 Experimentar trs formas diferentes de criao
plstica.
 Observar a transformao da obra por meio da
libertao do aspecto simplesmente motor.
Introduo
Elifas Andreato  um artista plstico e grfico que
por muitos anos dedicou-se  criao de cartazes
para teatro, capas de disco e revistas. Como artista
sensvel, pde reconhecer, j em seus traos iniciais,
uma sincronicidade com as idias e os sentimentos
criativos do artista plstico Volpi. Apesar
da diferena de geraes e de seguirem caminhos
diferentes, a relao com a arte permaneceu: ambos
persistiram com seus sonhos e foram reconhecidos
por eles. O artista, ao dese-nhar, ao pintar,
conta com a imaginao, com o olhar aguado sobre
o mundo e com sentimentos inconscientes tambm.
Muitas vezes sem freios. Quando nos propomos
a desenhar, somos interrompidos ou amarrados
pela racionalizao, pelos medos conceituais.
 preciso comear a experimentar formas diferentes
de criar uma obra.  isso que vamos nos propor
a fazer.
Resultados esperados:
a) Experimentar a criao de um desenho com
trs tcnicas diferentes.
b) Observar que quando deslocamos o foco de
concentrao, muitas vezes, o desenho ganha
traos mais livres e relaxados.
c) Observar sua postura diante de uma tarefa
criativa e aproveitar momentos de liberdade
motora.
d) Compreender que a maneira pela qual realiza
um trabalho acaba influenciando na prpria
realizao e resultado.
Dicas do professor: site  www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S0101-73301997000100011
Materiais indicados:
P papel sulfite e lpis preto.
Tempo sugerido: 1h e 30
min
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  19
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rea: Cincias Nvel I e II
1. Pea aos alunos que tragam amostras de substncias
que podem produzir fluxo de lgrimas.
Alguns exemplos so: a cebola, o alho, a
pimenta, produtos de limpeza, produtos utilizados
em suas atividades, profissionais etc.
2. Solicite que identifiquem se a produo de lgrimas
 causada apenas pela proximidade
com o produto ou se  necessrio manipul-lo
de alguma forma. Por exemplo, a cebola s 
irritante quando cortada. (Lembre-se de tomarem
cuidado ao manipular os produtos.)
3. Os alunos devem construir uma escala de irritabilidade,
conferindo o valor 10 ao produto
que for mais irritante e 1 ao produto menos irritante.
4. Os alunos devem apresentar sugestes de como
devem se proteger para evitar a irritao
ocular causada por esses produtos. Uma sugesto
 avaliar se h indicao de equipa-
Descrio da atividade mentos de proteo individual que possam ser
utilizados para tal fim.
Materiais indicados:
P substncias domsticas
que causam irritao nos
olhos, como cebola, alho,
pimenta, etc.
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Do que  feita a lgrima?
Resultados esperados: A reflexo sobre a
importncia da sade dos olhos compreendendo
a formao da lgrima e sua composio bem como
sua funo.
4
Te x t o
Objetivos
 Identificar as substncias que compem a lgrima.
 Identificar a funo da lgrima para a nossa
viso.
Introduo
O autor exprime no texto momentos de emoo
que o levaram s lgrimas. A funo da lgrima 
manter a umidade dos olhos. Assim, ela contribui
para a sade deles. Quando piscamos, nossas
plpebras espalham o fluido secretado pelas glndulas
lacrimais por toda a superfcie dos olhos. Isto
ocorre em intervalos regulares. Podemos identificar
trs camadas em nossas lgrimas: uma mais
interna de muco, uma intermediria de secreo
lacrimal e um filme oleoso. O objetivo desse filme 
minimizar a evaporao da camada intermediria.
Em sua composio qumica, as lgrimas so parecidas
com a de outros fluidos do corpo, como o
plasma sanguneo, possuindo contedo de sal
similar. A lgrima contm tambm a lisozima, que
 uma enzima que pode romper a parede celular
de bactrias. Essa propriedade previne infeces
nos olhos. Alguns materiais provocam lacrimejamento
intenso, como  o caso da pimenta, cidos
fumegantes, etc. As lgrimas tambm podem ser
desencadeadas por razes emocionais e, neste caso,
so controladas por hormnios.
Contexto no mundo do trabalho: A sade dos olhos 
fundamental para todas as atividades humanas.
Dicas do professor: O ser humano desenvolveu armas
qumicas que tm como objetivo fragilizar o inimigo por
meio da irritao profunda dos olhos, com produo de
um fluxo extremo de lgrimas. Um exemplo  o gs lacrimogneo,
alfa-cloroacetofenona, que  especialmente
projetado para irritar os olhos. A natureza tambm
fornece produtos que causam aumento no fluxo das lgrimas.
Um exemplo  a cebola, que quando cortada exala
substncias contendo enxofre que so altamente irritantes.
20  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
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rea: Educao e Trabalho Nvel I e II
1. Leia o texto coletivamente com os seus alunos.
2. Em seguida, proponha um trabalho de pesquisa:
cada um dever entrevistar um familiar,
um vizinho, um amigo, um colega, um
conhecido, professores e funcionrios da escola,
todos mais velhos, e pedir que contem, detalhadamente,
como eram as festas juninas da
sua juventude  as danas, as msicas, as vestimentas
e adereos, os santos homenageados,
os locais dos festejos, as datas, os doces e
salgados, as brincadeiras, os enfeites e as
crendices, os namoros, etc.
3. Numa outra aula, de posse do material coletado,
organize com seus alunos um grande mural
separando os tipos de festa junina que
apareceram nas entrevistas, por regio.
4. Encerre o trabalho enfatizando o carter de
trabalho coletivo e solidrio que sempre esteve
e ainda est presente nessa festa popular
brasileira. O mural pode decorar a festa junina
da escola.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P se possvel, providenciar
e pedir aos alunos que
tragam gravuras e fotos
de festas juninas,
papel colorido para
confeccionar bandeirolas,
barbante, cola, material
para confeccionar o mural,
quitutes de festas
juninas, etc.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Festa junina
Resultados esperados: Conhecer uma tradio
por meio de entrevistas com pessoas mais
velhas sobre festas juninas da infncia. Organizar
o material coletado em um grande mural separando
os tipos diferentes de festas por regio.
4
Te x t o
Objetivo
 Reconhecer as diversas expresses da festa
junina como manifestao da riqueza cultural
brasileira.
Introduo
A festa junina  uma das nossas festas populares
em que podemos encontrar uma grande
diversidade de elementos que constituram e
constituem a cultura brasileira. De origens variadas,
ela carrega manifestaes tradicionais de
outros povos que, misturadas aos elementos
culturais encontrados em diferentes regies do
Brasil, produziram uma festa popular com caractersticas
mltiplas. As danas, as msicas, as
vestimentas e adereos, os santos, homenageados,
os locais dos festejos, as datas, os doces e
salgados servidos, as brincadeiras, os enfeites e
as crendices, o conjunto desses elementos se articula
de um modo particular em cada regio do
pas. Em todos os casos, a alegria e a solidariedade
esto sempre presentes. Uma festa
junina  sempre organizada contando com o
trabalho coletivo de uma comunidade. Qual a
relao dessa festa com o trabalho no campo?
Dicas do professor: Realizar a atividade articulada  organizao
de uma festa junina na escola, num trabalho
coletivo e solidrio com outras turmas. Aproveitar as
idias trazidas e trabalhadas pelos alunos para organizar
a festa: dana, vestimentas, enfeites, quitutes, brincadeiras,
entre outros.
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rea: Matemtica Nvel I e II
1. Leia o texto com os alunos e convide-os a imitar
Elifas.
2. Organize-os em grupos e pea que meam e
recortem um painel de papel pardo no tamanho
de um colcho de solteiro, tal qual aquele
que Elifas usou para fazer o trabalho para sua
vizinha (1,80 x 0,80).
3. Oriente que tracem linhas verticais e horizontais,
distribuindo-as por toda a rea do
painel.
4. Distribua revistas e papis coloridos para que os
alunos desenhem e recortem uma bandeirinha,
como as de So Joo. Chame a ateno para a
figura geomtrica que a bandeirinha representa.
5. Mantendo a proporo da primeira, eles devem
recortar muitas outras bandeirinhas. Assim,
cada painel se constituir de um mesmo
padro.
6. Seguindo as linhas traadas na atividade 3,
eles devem colar as bandeirinhas no painel,
fazendo uma composio: agrupando-as, superpondo-
as, criando, enfim, um movimento.
Descrio da atividade 7. Ao final, cada grupo deve expor seu painel na
parede da sala.
Materiais indicados:
P papel pardo, revistas,
papis coloridos, tesoura,
cola, rgua.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Arte com geometria
Resultado esperado: Painel composto com
base em uma figura geomtrica.
4
Te x t o
Objetivo
 Compor uma imagem usando figuras geomtricas.
Introduo
Elifas Andreato  um importante artista grfico
do Brasil. Com uma infncia de pobreza e privao,
alfabetizou-se quando j era adolescente,
foi operrio e militante poltico perseguido pela
ditadura(1964-1985). Sem instruo formal, tornou-
se referncia no meio intelectual e artstico
do pas. Mesmo sem ter passado pela escola, chegou
a ser professor de Artes na USP. Comeou a
fazer arte enquanto ainda era operrio, decorando
o salo de festas da fbrica onde trabalhava.
Quantos Elifas Andreato existem por a, sonhando
com uma coisa e fazendo outra? Quantos
artistas operrios? O artista, geralmente, passa
por dificuldades para sobreviver de seu trabalho.
Voc conhece algum artista? Sabe como ele vive?
Sua arte lhe permite pagar as despesas bsicas?
Dicas do professor: Obtenha uma imagem da obra de
Alfredo Volpi como a citada no texto e mostre-a aos estudantes
para que avaliem seu trabalho.
22  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
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rea: Portugus Nvel I e II
1. Atividades de Pr-Leitura:
a)Solicitar respostas s perguntas da Introduo:
Lxico  o conjunto de palavras de uma lngua.
Dentro desse conjunto podem-se observar
campos lexicais, subconjuntos formados por
palavras pertencentes a uma mesma rea de
conhecimento ou interesse. Por exemplo, no
campo lexical do Direito, poderamos incluir
as seguintes palavras: advogado, juiz, mandado,
arrolamento, custas, emolumentos, agravo,
alada, ementa, etc.  Futebol: gol, pnalti,
escanteio, zagueiro, trave, bola, etc.
b)Ouvir as palavras relacionadas pelos alunos
para os termos carnaval e obra de arte.
2. Atividades de Leitura:
a)Pedir inferncias sobre o ttulo. Perguntar se
vem dubiedade no primeiro perodo do texto
(observar que, da forma como est construdo,
a impresso que se tem  de que os painis
decoravam as paredes APENAS nas noites de
sbado. O que o autor quis dizer, sem dvida, 
que AOS SBADOS pintava os painis que decoravam
as paredes).
b)Conversar sobre vocao, profisso e sobre
o sentido da frase a sorte bateu em minha
porta (mostrar que, mais do que sorte, Elifas
mostrou competncia para realizar a tarefa e,
por ter trabalhado aos sbados, varrido o salo
e estudado, conseguiu realizar a obra atribuda
 sorte).
3. Atividades de Produo de texto:
a)Iniciar a atividade explicando que uma frase
Descrio da atividade ambgua  aquela que tem mais de um significado.
A posio do adjunto adverbial pode
causar duplo sentido: Cachorros que comem
osso freqentemente ficam doentes. Pedir aos
alunos para deslocarem o adjunto adverbial
com o objetivo de desfazer a ambigidade.
(Cachorros que freqentemente comem osso ficam
doentes.  Cachorros que comem osso
ficam doentes freqentemente.)
b)Pedir que eliminem a ambigidade das seguintes
frases: b.1) Ele enterrou as jias que encontrou
no quartinho. b.2) Assinei um contrato
para auxili-lo no dia 14. b.3) Roubaram a
cadeira da sala em que eu costumava trabalhar.
b.4) Maria perdeu a chave do cofre de
jias que tinha deixado em cima do armrio.
b.5) Puseram todos os presentes embaixo do
pinheirinho que tnhamos embrulhado na
noite anterior. b.6) Ele colocou a peruca na cabea
que estava manchada de azul.
c) Dividir a sala em grupos. Cada equipe escrever
palavras que compem o campo lexical de estdio
de pintura. Devem escrever tudo o que souberem
sobre um estdio de pintura e acharem
que possui. Professor, monte tambm, com apenas
10 palavras, a sua lista com esse campo lexical.
Inicie o jogo: as equipes dizem o que escreveram
e cada alternativa que coincidir com a
sua listagem vale um ponto.
Atividade P Jogo dos campos lexicais
4
Te x t o
Objetivos
 Reconhecer dubiedade em frases em portugus
e ampliar o vocabulrio.
Introduo
Seus alunos sabem o que  lxico? Pergunte que
palavras lhes vm  mente quando ouvem o
vocbulo carnaval? E quando ouvem obra de
arte? O que sabem sobre Volpi e Elifas Andreatto?
Resultados esperados: Explorar e solucionar
dubiedades em frases, ampliar o vocabulrio.
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  23
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rea: Artes Nvel I e II
1. Cada aluno dever trazer uma receita famosa
em sua famlia.
2. Listar todas as sugestes no quadro.
3. A partir da lista, os alunos escolhero os pratos
mais interessantes para a criao de um
jantar virtual.
4. Ser criado um livrinho de receitas dos pratos
escolhidos para o jantar virtual, contendo as
explicaes necessrias para o seu preparo, e
se possvel a origem. No esquecer que bebidas
tambm fazem parte de uma refeio.
5. Pea que ilustrem as receitas com desenhos.
Descrio da atividade
Atividade P Jantar virtual
5
Te x t o
Objetivos
 Criao de um jantar virtual, com receitas
variadas, temperos e bebidas.
 Compartilhar diferentes maneiras de criao
de um prato, procurando as influncias e regionalizao
de cada alimento utilizado.
Introduo
A culinria de um pas representa uma de suas
facetas culturais. Definitivamente,  uma das
mais populares aquela que  levada para o resto
do mundo com seus imigrantes. O Brasil, sendo
um pas jovem e de formao altamente miscigenada,
possui influncias dos quatro cantos do
mundo. De norte a sul do pas conhecemos uma
variedade muito grande de receitas, utilizao de
determinados condimentos que vo se modificando
tambm  medida que sofrem influncia de
produtos locais ou de pessoas com culturas diferentes
e novas propostas. Um exemplo disso  a
maneira como ns brasileiros comemos o abacate:
em geral, o comemos com acar ou leite,
tornando-o uma sobremesa bastante rica e saborosa.
Europeus e os demais latino-americanos
comem o abacate com sal em saladas e outros
pratos. Algumas famlias guardam receitas secretamente
por muitos anos. Historicamente, a alimentao
 um ritual tanto de agradecimento como
de recuperao das energias. Culinria 
tambm celebrao.
Resultado esperado: Perceber as influncias
culturais presentes nos alimentos.
Dicas do Professor: site
http://www.brasilfolclore.hpg.ig.com.br/culinaria.htm
http://www.brasilcultura.com.br/destaque.php?menu=10
6&id=25
Tempo sugerido: 2 horas
24  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
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rea: Cincias Nvel I e II
O propsito desta atividade  estudar como a
perda de gua proporcionada pela evaporao
ajuda a conservar melhor frutas e legumes e,
analogamente, corpos.
1. Pea aos alunos que tragam frutas e legumes e
uma faca.
2. Eles devem cortar as frutas e os legumes em
pores com diferentes espessuras. Quanto
menos espessa (mais fina) for uma fatia, mais
fcil  a perda de gua e melhor a conservao.
3. Algumas das fatias devem ser deixadas expostas
ao sol e outras em um ambiente mido
dentro da sala de aula.
Descrio da atividade 4. Aps dois dias, os alunos devem comparar o
estado de conservao das frutas e legumes,
buscando identificar fatores que os afetaram
(presena de fonte de calor  sol  ou de umidade,
espessura da fatia, nmero de horas de
exposio ao sol, etc.)
Atividade P Pirmides
Resultados esperados: Identificar como os
corpos so preservados na areia do deserto egpcio.
Compreender porque os egpcios comearam
a construir pirmides. Comparar com a indstria e
o emprego de tcnicas de conservao.
5
Te x t o
Objetivos
 Identificar como os corpos so preservados na
areia do deserto egpcio.
 Compreender o porque os egpcios comearam
a construir pirmides.
Introduo
As pirmides foram construdas em pedra, h
mais de 2500 anos. Possuem base na forma de
um retngulo e suas faces podem ter o formato
de um tringulo ou de um trapzio. Foram construdas
com o objetivo de receber os corpos de
nobres e sacerdotes, isto , eram tmulos. Acredita-
se que podiam funcionar tambm como
templos religiosos. Antes do incio da construo
das pirmides, os corpos eram geralmente
enterrados diretamente na areia.Era costume
enterrar com o corpo alguns de seus
pertences em vida (jias, instrumentos de caa e
vasos contendo bebida e alimento), o indivduo,
aps sua morte, era ali enterrado. O contato com
a areia possibilitava a perda de gua do corpo,
que era absorvida pela areia seca e quente, num
processo de conservao natural. Sem umidade
no havia crescimento e proliferao de bactrias
que provocam a decomposio do cadver.
Este tipo de sepultamento, bastante simples,
mantinha o corpo em condies similares ou
melhores que algumas complicadas tcnicas de
mumificao. No entanto, ao longo do tempo a
areia poderia se espalhar, expondo o corpo e seus
pertences. Por isso, acabam surgindo as
pirmides. O objetivo das pirmides era evitar a
violanao dos tmulos. Quais as contribuies,
para a sociedade e o trabalho, da construo das
pirmides?
Contexto no mundo do trabalho: Tcnica de conservao
de objetos e alimentos.
Materiais indicados:
P frutas e legumes, facas.
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  25
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rea: Cincias Nvel I e II
1. Pea aos alunos que tragam amostras de vinagres
de diferentes origens: vinagre de lcool,
de vinho tinto, de vinho branco, de ma e
outros.
2. Solicite que faam uma tabela listando, para
cada amostra trazida, a sua composio e o
percentual de cido actico informados pelo
fabricante no rtulo.
3. Discuta com os alunos se h alguma diferena
nos teores de cido actico informado, j que
eles so regulamentos por legislao.
4. Pea a alunos voluntrios que, usando uma
pequena colher, experimentem uma poro
pequena de cada um dos vinagres. Entre cada
uma das amostras, eles devem tomar um
pouco de gua. Os alunos devem tambm sentir
o aroma de cada amostra de vinagre.
Descrio da atividade 5. Que observaes esses alunos podem compartilhar
com a turma? Eles identificaram alguma
diferena no odor das amostras? Eles identificaram
diferenas na cor? E no sabor? Eles
devem procurar traduzir essas diferenas para
os colegas, a fim de identificarem se h resultados
diferentes entre os degustadores.
Materiais indicados:
P amostras de vinagre de
diferentes origens,
juntamente com seus
rtulos e colheres
pequenas.
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P O vinagre
Resultados esperados: Conhecimento do princpio
ativo do vinagre. Conhecimento de vrios
tipos de vinagre existentes no mercado.
5
Te x t o
Objetivos
 Conhecer o princpio ativo do vinagre.
 Conhecer os vrios tipos de vinagre existentes
no mercado.
Introduo
Um dos igredientes sempre presente na culinria
em geral  o vinagre. O vinagre  um condimento
constitudo de uma soluo de cido actico a 4%
(4 g de cido actico para 100 mL de vinagre). Este
valor, de 4%,  a concentrao mnima exigida na
legislao. Alm disso, os fabricantes adicionam ao
produto uma substncia qumica chamada estabilizante,
para aumentar a durabilidade do produto.
No entanto, o vinagre original deve ser fabricado a
partir de vinho ou outras bebidas alcolicas (usque
ou cerveja), de cereais (milho ou arroz) ou de outras
matrias-primas, como ma, pssego, laranja,
etc. Vinagres assim preparados so obtidos por fermentao
e contm algumas outras substncias,
alm do cido actico, que lhe conferem sabor e
aroma. Grande parte dos nossos vinagres s contm
o cido actico e a gua, o que reduz a sua
qualidade como ingrediente para nossa alimentao.
Assim, temperar a salada com limo em vez
de vinagre  muito mais nutritivo. A indstria alimentcia
 abrangente na sociedade. Na sua regio,
h trabalhos (profisses) vinculados com a indstria
alimentcia? Quais?
Dicas do Professor: O vinagre tem sido utilizado como
condimento h milhares de anos. Na Bblia, encontramos
referncia ao fato de os soldados romanos terem dado
uma esponja embebida em vinagre a Cristo, para, em vez
de matar sua sede, aumentar seu suplcio.
26  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
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rea: Educao e Trabalho Nvel I
1. Traga e pea aos alunos algumas receitas, textos,
ilustraes, livros, fotos sobre a culinria
brasileira.
2. Junto com os alunos, monte um painel com
esse material e d um ttulo para ele.
3. Converse sobre o material trazido: a histria
da receita, quem a faz, se  tradio ou no da
famlia, se  utilizada como fonte de renda.
4. Pergunte aos alunos o que eles gostariam de
saber a respeito da culinria como manifestao
cultural.
5. Anote as questes no quadro.
6. Selecione, com os alunos, aquelas que so
mais relevantes.
7. Divida a turma em pequenos grupos.
8. Cada grupo escolhe uma ou duas perguntas,
d um ttulo para o trabalho, procura respostas
para as questes e prepara uma apresentao
para a turma.
Descrio da atividade
Atividade P Culinria
5
Te x t o
Objetivos
 Compreender a culinria como manifestao
cultural e como atividade que gera emprego e
renda.
Introduo
Quem quiser vatap/Que procure fazer/Primeiro
o fub/Depois o dend. Essa  uma msica de
Dorival Caimmy que traz em sua letra uma receita
de vatap. Como esta, h inmeras letras de
msicas, filmes, poesias, crnicas, que trazem como
tema a culinria.  comum ouvir algum dizer
que uma receita no fica igual  de outra pessoa
porque ela tem um segredinho que no conta
para ningum. A culinria como manifestao
cultural transformada em produto cultural gera
emprego e renda e so inmeras as famlias que
se sustentam por meio desse ramo de atividade.
Voc conhece algum que sobrevive da culinria?
Resultados esperados: Apresentar o trabalho
em forma de entrevista, painel, ou livro de
receita. Refletir sobre a culinria como atividade
que gera empregos.
Tempo sugerido: 3 horas
Dicas do Professor: livros  Culinria nordestina: Encontro
de Mar e Serto (SENAC) Sabores e Cores das Minas
Gerais (SENAC).
sites  Brasilfolclore  Culinaria Brasileira  www.brasilfolclore.
hpg.ig.com.br/culinaria.htm.
Msicas  Caviar, de Zeca Pagodinho  caviar.zecapagodinho.
letrasdemusicas.com.br/  Conversa de botequim, de
Noel Rosa e Vadico. noel-rosa-musicas.letras.terra.
com.br/letras/125756/  Vatap, de Dorival Caymmi 
www.sobresites.com/candomble/personalidades/caymmi.htm
Filmes  O amor est na mesa; Big night; O casamento do
meu melhor amigo; Comer, beber, viver; A comilana; Como
gua para chocolate; O cozinheiro; O ladro; Sua mulher
e o amante; A festa de Babette; A marvada carne;
Tampopo  Os brutos tambm comem Spaghetti; Tomates
verdes fritos.
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  27
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28  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Portugus Nvel I e II
1. Atividade de Leitura:
Discutir o texto com os alunos. Mostrar, por
meio dele, a importncia social da escrita. A
escrita fixa uma idia ou informao no tempo.
Perguntar aos alunos se tm uma receita
de famlia que, pela escrita, poderia ser
transmitida s prximas geraes.
2. Atividade de Produo de Textos:
a)Pedir a um aluno que se levante e siga os
comandos que sero dados por um colega
para que se dirija at a porta, abrindo-a. Informe
que s poder mover-se a partir das
ordens do colega. Aquele que comanda,
portanto, no poder pular etapas (Ex.: D
cinco passos para frente, vire  direita, d
dois passos em direo  porta, pare, levante
a mo direita at a altura da cintura,
abra a porta, etc.).
b)Depois da experincia, mostrar que o aluno
que comandou a atividade criou, oralmente,
um texto instrucional: aquele que contm
informaes sobre procedimentos ou
normas adequadas a um determinado contexto
(receita de comida, uso de aparelho
eletrnico, jogo etc.). Ressaltar que a linguagem
deve ser clara e objetiva, todos os
passos precisam ser identificados, assim como
devem ser dadas as informaes relevantes
e os cuidados a serem tomados.
Descrio da atividade c) Iniciar o jogo das instrues: Inicie com um
jogo simples, j conhecido dos alunos (passa
anel, jogo das cadeiras, por exemplo).
Depois da atividade, diga aos alunos que
voc precisa instruir outro professor, que
no conhece o jogo, a utiliz-lo em sala de
aula. Voc precisa fazer isso por escrito. Solicite
que escrevam as regras que utilizaram
para jogar. Lembre-os de que precisam exercitar
a clareza nas regras, determinar precisamente
a seqncia das aes e o estabelecimento
de critrios de ganhos e perdas.
Depois de pronta a tarefa, comparar os
diversos textos a fim de verificar se a seqncia
est correta em cada um dos trabalhos.
d)Para aprofundar o estudo sobre a estrutura
do texto instrucional, podem-se analisar receitas
de culinria, bulas de remdio, regras
de comportamento, outros jogos, manual
de instrues de aparelhos eletrnicos ou
de manuteno de carros.
Atividade P O texto Instrucional
Resultado esperado: Ampliao da capacidade
de escrever textos instrucionais.
Te x t o
Objetivos
 Desenvolver a habilidade de uso da lngua em
situaes comunicativas diversificadas.
Introduo
Ser que seus alunos conseguem ordenar direitinho
uma receita de bolo? E ensinar as regras
para um jogo de cartas?
Tempo sugerido: 4 horas
5
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Caderno do professor / Cultura e Trabalho  29
rea: Cincias Nvel I e II
1. Pea aos alunos para trazerem amostras de
material impresso com serigrafia: papel, couro,
madeira, plsticos, vidros, chapas metlicas,
tecidos, borrachas, TNT, etc.
2. Solicite que avaliem se  possvel identificar se
a impresso serigrfica fornece imagens de
melhor qualidade em algum tipo de material
das amostras trazidas.
3. Pea que construam uma escala de aplicabilidade
da serigrafia nos diferentes materiais,
procurando dar grau mximo  amostra que
apresentou melhores resultados.
4. A fim de ilustrar ainda mais a aplicao dessa
tcnica, indique que identifiquem a presena
de impresses serigrficas nas roupas, camisetas
e bons que esto vestindo.
5. Avaliem, em conjunto, a importncia da serigrafia
em nosso cotidiano, discutindo se  possvel
imaginar nossa vida sem sua utilizao.
Descrio da atividade 6. Verifique se os alunos podem identificar outros
usos cotidianos da tcnica em atividades
profissionais ou domsticas, que no foram
representados nas amostras trazidas.
Atividade P O que  serigrafia?
6
Te x t o
Objetivos
 Identificar o uso da tcnica de serigrafia em
nosso cotidiano.
 Compreender o funcionamento da tcnica de
serigrafia.
Introduo
O texto trata de um projeto que vem sendo desenvolvido
em Curitiba, para a qualificao de
jovens de baixa renda desempregados. Entre as
atividades do projeto est a serigrafia. A serigrafia
(ou silkscreen)  um processo que trabalha
com impresso direta. Utiliza uma matriz, que 
uma tela permevel de malhas finas, esticada em
um quadro. A tinta penetra atravs da matriz,
por meio da presso de um rodo ou puxador, passando
para o material no qual haver a impresso.
Dessa forma, a impresso  produzida
no papel, tecido ou outro material. A serigrafia
produz excelentes resultados em diversos materiais:
papel, couro, madeira, plsticos, vidros,
chapas metlicas, tecidos, borrachas, etc. Podemos
identificar a presena de serigrafia em nosso
cotidiano em diversos produtos: adesivos nos carros,
estampas nos tecidos, circuito impresso de
um painel eletrnico, a marca do refrigerante
impressa na prpria garrafa. Um uso bastante
inovador da serigrafia  a impresso no TNT, que
 um material sinttico muito resistente, utilizados
em embalagens e sacos para presentes.
Resultados esperados: Identificao do uso
da tcnica de serigrafia em nosso cotidiano.
Compreenso do funcionamento da tcnica de
serigrafia.
Dicas do Professor: Antigamente a tela matriz empregada
em serigrafia era feita de seda, da o nome em ingls
da tcnica: silk = seda e screen = gravar. Hoje, a matriz 
feita com tecidos de polister ou com uma rede muito fina
de arame.
Materiais indicados:
P amostras de materiais
impressos com serigrafia.
Tempo sugerido: 1 hora
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30  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. Divida a turma em trs grandes grupos, que
tero as seguintes tarefas:
a)grupo 1: Pesquisar sobre a cultura do hiphop
(Internet, revistas, jornais, contatos
pessoais e/ou com instituies, etc);
b)grupo 2: Identificar outras experincias que
utilizam a cultura do hip-hop para gerar trabalho
e renda;
c)grupo 3: Pesquisar se existe em sua comunidade
ou nas cidades vizinhas grupos que
utilizam a cultura do hip-hop na gerao de
trabalho e renda, alm de outros grupos de
jovens que trabalham de forma coletiva, solidria
e autogestionria, montando os seus
empreendimentos (cooperativas, associaes
de produtores, grupos de produo).
2. Concluda a pesquisa, dever ser organizado
um crculo de debates com os resultados obtidos.
Para esse debate poder ser convidado algum
grupo de jovens empreendedores que relate
a sua experincia.
3. Registre os resultados do debate no quadro e
solicite que anotem no caderno.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P caneta, papel, papel
madeira, revistas, jornais,
livros, pincis tipo piloto,
fita crepe, etc.
Tempo sugerido: 16 horas
Atividade P Economia solidria e cultura
Resultados esperados:
a) Conhecer melhor outras culturas e as possibilidades
de gerar trabalho e renda por meio
delas.
b) Produzir textos relacionando o hip-hop com a
economia solidria.
6
Te x t o
Objetivos
 Propiciar uma discusso sobre a importncia
de gerar trabalho e renda, tendo como base as
potencialidades culturais.
Introduo
Encontrar o primeiro emprego  sempre um
grande desafio para os jovens brasileiros. Os
jovens de 16 a 24 anos representam grande parte
dos desempregados do pas. Alguns programas
governamentais vm tentando contribuir com a
gerao de oportunidades de trabalho para a juventude
brasileira, tanto no mbito da insero
no mercado formal de trabalho, utilizando, por
exemplo, incentivos s empresas que participam
do Programa Primeiro Emprego, como tambm
estimulando a organizao de grupos produtivos
de carter associativo e autogestionrio. Essas
experincias tm se multiplicado em todo pas e,
em alguns casos, servido para estimular manifestaes
culturais, ao tempo que geram trabalho e
renda. O texto mostra bem essa situao ao relatar
a experincia de jovens que, por meio da
cultura do hip-hop, esto sendo estimulados a criar
os seus empreendimentos. A atividade aqui
proposta consiste em desenvolver uma pesquisa
que dar origem, posteriormente, a um crculo
de debates.
4. Indique que produzam um texto a partir dos resultados
do debate, tendo como tema: O hip hop
e a solidariedade entre os jovens.
5. Selecione um dos textos para ser lido pelo autor
para a turma.
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rea: Lngua estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Aps leitura e discusso do texto, proponha as
seguintes questes em verso ao espanhol:
a) Qu tipo de expresin cultural est vinculado
al Proyecto del Ministerio de Trabajo y
Empleo?
b) Qu quiere decir hip-hop?
c) Cules son los temas de que tratarn las
clases del Proyecto?
d) Segn el texto Es esa una buena oportunidad
para los jvenes de baja renta?
2. Organize a turma em grupos para que discutam
as questes e elaborem respostas para elas.
3. Anote no quadro as respostas de cada grupo.
4. Solicite que cada grupo elabore uma frase em
espanhol tendo como tema o hip-hop e a gerao
de trabalho para os jovens.
5. Corrija as frases, individual ou coletivamente.
Descrio da atividade
Atividade P Los jvenes y las posibilidades de acceso al trabajo
6
Te x t o
Objetivos
 Estimular os alunos a conhecer as ofertas de
cursos e projetos que relacionam cultura e trabalho.
Introduo
Os jovens de 16 a 24 anos que ainda no conseguiram
oportunidade de se inserir no mercado
de trabalho tm atualmente algumas alternativas
para se capacitar, produzir, empreender e administrar.
Dentro do que prev as novas formas de
acesso ao mundo do trabalho, o Projeto Mercado
Alternativo do MH20, em Curitiba, faz parte do
programa do Ministrio do Trabalho e Emprego e
desenvolve produtos com o perfil da cultura hiphop,
que tem quatro elementos estruturantes: o
break, representa o corpo atravs da dana; o
MC, a conscincia, o crebro; o DJ, a alma, a essncia
e raiz e o grafite, a expresso da arte, o
meio de comunicao. Tudo isso leva  manifestao
cultural articulada com a oportunidade de
se vincular  cadeia produtiva. Mas haveria possibilidade
de que jovens por sua livre iniciativa
pudessem empreender e administrar pequenos
negcios vinculados ao universo cultu-ral
brasileiro? Lembrando que no prprio grupo
pode haver representantes desse movimento cultural,
cabe ento trabalhar a partir dos conhecimentos
prvios dos alunos.
Resultados esperados: Compreender o significado
do texto e verificar a possibilidade de expressar
parte do seu contedo em outro idioma.
Dicas do Professor: sitios 
www.mte.org.br
www.hiphoprevolucion.org
www.claridadpuerto rico.com
Tempo sugerido: 2 horas
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  31
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32  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Histria Nvel I e II
1. Em crculo e em grupos, promova uma discusso.
Eleja um coordenador para cada
grupo e um ou mais de um redator. Sugestes
de questes a serem feitas e respondidas: Voc
se considera um cidado? Voc participa de
algum movimento ou grupo na sua comunidade?
Por qu? Voc j participou de algum
grupo, ao, movimento ou projeto cultural
de defesa dos direitos de cidadania? Voc conhece
o movimento hip-hop? Algum outro movimento
jovem?
2. Agora, faa uma lista das respostas dos grupos,
registrando em um cartaz ou no quadro. A lista
deve identificar as formas de participao, os
grupos, movimentos, aes nos quais os alunos
estejam envolvidos ou conhe-am.
3. Junto com a turma, leia o texto, discuta, relacionando,
comparando as necessidades e interesses
dos alunos aos interesses e necessidades
do citado movimento hip-hop.
4. Questione: Como esses movimentos podem contribuir
na conquista dos ideais dos jovens? Quais
Descrio da atividade as possibilidades dessas participaes?
5. Incentivar os alunos a escreverem uma carta
ou um e-mail para o Ministrio do Trabalho e
Emprego, MTE, com as concluses do grupo.
Atividade P A participao dos jovens em grupos e movimentos culturais
6
Te x t o
Objetivos
 Identificar e debater as diversas necessidades e
possibilidades de participao dos jovens em
grupos e movimentos culturais como forma de
lutar pelos direitos de cidadania, em especial,
o direito ao trabalho.
Introduo
Como sabemos, a cultura hip-hop, constitui um
fenmeno que representa uma resposta poltica e
cultural da juventude excluda, das periferias e
aglutina, hoje, milhares de jovens, especialmente
nas grandes cidades. Trata-se de um movimento
cultural que, como o texto indica, no tem importncia
apenas como manifestao artstica, lazer,
diverso, mas como forma de luta poltica e insero
em projetos educativos e de trabalho. Como
j afirmamos, no Brasil h diversas juventudes.
So vrios e diferentes grupos, aes, ideais, interesses
e formas de participao na vida pblica. Alguns
se identificam com determinadas idias e rejeitam
outras. Porm, no interior da diversidade h
um elemento comum no mundo juvenil: o jovem 
um sujeito histrico, tem direitos, logo  um cidado
brasileiro. O movimento hip-hop representa
vozes juvenis que gritam por oportunidades, desejos,
ideais. Querem dizer ao mundo que tambm
so cidados!
Resultados esperados:
a) Refletir sobre a participao dos jovens em
grupos e movimentos culturais como formas
de luta pelos seus direitos de cidadania, em
especial, o direito ao trabalho.
b) Escrever carta ou e-mail ao MTE.
Dicas do Professor: livro  Hip-hop: a periferia grita de
Mirella Domenich, Patrcia Casseano, Janana Rocha.
(Fundao Perseu Abramo).
Para enriquecer a atividade poderia ser feito um estudo
comparativo com os dados sobre os grupos juvenis na
cidade de So Paulo: Mapa da Juventude. Perfil e comportamento
do jovem de So Paulo, 2003.
site  www.prefeitura.sp.gov.br/juventude.A pesquisa identificou
1609 grupos de jovens com 303.952 participantes.
Tempo sugerido: 2 horas
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rea: Matemtica Nvel I e II
1. Organize os alunos em grupos e pea que
leiam o texto. Em uma segunda leitura, eles
devem sublinhar as diferentes atividades geradas
pelo projeto.
2. Pergunte se eles sabem o que  uma cadeia
produtiva. Ajude-os a definir dando exemplos
de uma delas: cadeia metalrgica: extrao
do mineral  beneficiamento do mineral 
transformao do mineral em objetos  distribuio
e vendas.
3. Oriente para desenharem a cadeia produtiva a
que se refere o texto: para isto eles devem descobrir
qual atividade precisa ser desenvolvida em
primeiro lugar para que a segunda possa existir.
Esta vai fornecer insumos para alimentar a terceira
e assim por diante. A cadeia deve ser desenhada
sobre um papel pardo. Podem-se usar
revistas para recorte de imagens ou desenhos
que representem as idias dos alunos.
4. Pea ento que estimem o nmero de empregos
que a cadeia pode criar e o montante em
dinheiro que ela pode gerar. Para isso, sugira
que levantem informaes sobre os preos dos
produtos ou servios que seriam oferecidos e
o potencial de consumidores para esses produtos/
servios.
Descrio da atividade
5. Para finalizar, os grupos devem apresentar seus
trabalhos para a turma toda. Os grupos podem
ainda levantar alguma sugesto de uma cadeia
produtiva que eles poderiam desenvolver com
apoio do mesmo programa de governo.
Materiais indicados:
P papel pardo, revista, cola,
tesoura.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Cadeia produtiva
Resultados esperados: Conhecer a cadeia produtiva
do projeto MH20, desenh-la para avaliar
esta poltica do Ministrio do Trabalho e Emprego.
6
Te x t o
Objetivos
 Desenhar uma cadeia produtiva.
 Avaliar uma poltica pblica de governo.
Introduo
O texto traz uma noticia sobre uma poltica
pblica para criao de empregos para jovens de
baixa renda, aproveitando elementos da cultura
popular. Os alunos e alunas da EJA conhecem
esse programa do governo? Como avaliam essa
iniciativa? Que alteraes na sua vida esse tipo
de programa pode produzir? Que atitudes eles
poderiam adotar para implementar programa
semelhante?
Dicas do Professor: Organize uma busca para encontrar
projetos semelhantes na sua cidade ou regio e repita a
atividade com os dados coletados.
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  33
06CP09 TX06P3.qxd 20.01.07 17:37 Page 33
34  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I e II
1. O grupo de jovens desempregados tinha uma
meta, identifique-a no texto junto com seus
alunos.
2. Converse com os alunos sobre as caractersticas
necessrias aos empreendedores, como a
persistncia, o comprometimento e a autodeterminao,
por exemplo.
3. Encontre a frao de jovens que, aps o curso
de aperfeioamento, sero selecionados para
constituir emprendimentos (50 dos 140 jovens).
Solicite aos alunos que representem essa
frao tambm sob a forma de decimais
(0,357) e porcentagem (35,7% ou, aproximadamente,
36%).
4. Oriente os alunos a montarem um grfico de
setores relacionando o percentual de jovens
empreendedores em relao ao total. Para
tanto, podero desenhar um crculo, dividi-lo
em 100 partes e marcar o setor correspondente
a 36 partes.
5. Pedir que calculem a quantidade mdia de
jovens por empreendimento a ser formado
(50/6 = 8 ou 9 jovens por empreendimento).
6. Solicite o clculo da porcentagem de jovens
Descrio da atividade que iro para outras atividades e no formaro
empreendimentos (100%  36% = 64%).
7. Reflita com os alunos sobre os grficos, analisando
os resultados que eles expressam. Por
que a porcentagem de empreendedores  menor
que a metade do total? Ser que a maioria
pode ou quer ser empreendedor?
8. Indique que registrem no caderno as suas concluses.
Atividade P Iniciativas empreendedoras
6
Te x t o
Objetivos
 Incentivar a iniciativa empreendedora.
 Representar por meio de nmeros e grficos
valores percentuais.
Introduo
Conforme o texto lido, o MH2O, oriundo do
movimento cultural hip-hop,  uma demonstrao
de que  possvel criar oportunidades alternativas
de trabalho, quando h planejamento e organizao
do empreendimento. Quais de seus alunos
desejariam ser empreendedores? A atividade, a
seguir, contribui para reforar as idias contidas
no texto, que acenam com a possibilidade da insero
dos jovens no mercado de trabalho atravs
de empreendimentos ligados  sua cultura e estilo
de vida.
Materiais indicados:
P compasso e calculadora.
Tempo sugerido: 3 horas
Resultados esperados:
a) Conhecer e desenvolver a atitude empreendedora.
b) Utilizar grficos de setores para mostrar valores
numricos, quantidades e percentuais.
Dicas do Professor: livro: Empreendedorismo: transformando
idias em negcios, de Jos Carlos de Assis Dornelas.
(Campus).
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rea: Portugus Nvel I
1. Ler o texto e discutir com os alunos se j existem
movimentos ou quais poderiam ser criados,
em sua regio para possibilitar ampliao dos
empregos para jovens de baixa renda.
2. Jogo da ortografia:
a) Pedir aos alunos que procurem no texto,
palavras escritas com  (atuao, gravao,
adereos, preos).
b)Pedir a um aluno que escreva no quadro as
palavras que encontrou.
c) Escrever, ento, uma outra palavra retirada
do texto (para os propsitos desta atividade,
poderia ser jovens).
d)Estipular um tempo para que encontrem no
texto as palavras que possuam J (cujo, projeto,
loja, juvenil).
e) Pedir aos alunos que escrevam trs frases
que contenham, em cada uma, essas trs
palavras.
f) Fazer a correo. A seguir, dividir a classe
em grupos. Estipular um tempo e pedir que
relacionem palavras iniciadas pela letra J.
Pode ser estabelecido um nmero mnimo.
g) Ao final do tempo, fazer a apurao dos resultados.
Declarar vencedores os grupos
que atingiram o nmero estabelecido. O
grande vencedor ser o grupo que conseguir
o maior nmero de palavras.
h)Se nenhum grupo atingir o mnimo exigido,
Descrio da atividade substituir a letra e reiniciar o jogo.
Atividade P Jogos de alfabetizao: as letras nas palavras
Resultado esperado: Ampliao da capacidade
de grafar corretamente os vocbulos em
portugus.
6
Te x t o
Objetivo
 Ampliar a capacidade de grafar corretamente
vocbulos com  e J.
Introduo
Como est a memria de seus alunos? Quantas
palavras conseguem relacionar que sejam escritas
com a letra J? E com ? Convide-os a entrar
no jogo e mostrarem suas capacidades!
Tempo sugerido: 2 horas
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  35
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36  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Cincias Nvel I e II
1. Demonstre a lei das reflexes mltiplas a seus
alunos com um experimento simples. Para isso,
dois espelhos planos com a mesma dimenso
(por exemplo, 15 cm x 20 cm) presos como se
fossem duas pginas de um livro, por uma de
suas laterais, com as partes espelhadas voltadas
uma para a outra.  importante que se possa
mudar o ngulo de abertura. Para prender os
espelhos pode ser usada fita crepe ou outra fita
adesiva.
2. Com o auxlio de um transferidor marque em
um papel as posies 30, 45, 60, 90, 120.
Coloque os espelhos na posio 120 e entre
eles, um objeto. Mire nos espelhos e veja se
formam apenas duas imagens. Faa o mesmo
para os outros ngulos e voc mostrar cada
vez mais imagens, conforme o ngulo diminuir.
 possvel mostrar que o nmero de imagens
 a funo dos ngulos entre os espelhos,
segundo a frmula n = (360/k)  1, onde n  o
nmero de imagens e k o nmero de graus do
ngulo de abertura entre os espelhos.
Descrio da atividade
Atividade P Reflexes mltiplas em espelhos planos
7
Te x t o
Objetivos
 Identificar os efeitos das reflexes mltiplas.
 Explorar o nmero de imagens em reflexes
mltiplas, utilizando espelhos planos.
Introduo
A partir do texto de W. Whitman  possvel perceber
vrias propostas de simetria entre o autor e
as pessoas e seus atos. Nesse sentido, o texto suscita
uma analogia com o fenmeno da formao
de mltiplas imagens decorrente da interao de
dois espelhos planos com a luz. Se colocarmos
dois espelhos frente a frente, com um objeto entre
eles, uma vela, uma canet, veremos muitas
imagens simtricas do mesmo objeto, devido a
reflexes mltiplas entre os espelhos, pois o reflexo
de um espelho passa a ser objeto para o
outro e assim sucessivamente.
Contexto no mundo do trabalho: Esse fenmeno fsico
possibilita uma fruio esttica (pela beleza da simetria
que se reproduz) e uma demonstrao de princpios de reflexo
como a propagao retilnea da luz no ar e a simetria
entre o objeto e a imagem em relao ao plano do espelho.
Esse princpio  usado, por exemplo, na fabricao
de caleidoscpios. O efeito de profundidade gerado pela
reflexo tambm  explorado em locais muito estreitos
gerando a sensao de amplitude espacial.
Resultados esperados: Identificar o fenmeno
de reflexo mltipla. Calcular o nmero de
imagens obtidas em funo do ngulo entre os
espelhos.
Dicas do Professor: Caleidoscpios usam esse mesmo
princpio para fazer composies estticas interessantes e
podem ser usados como complementos da atividade.Tambm
pode ser construdo um caleidoscpio simples usando
3 espelhos presos pela lateral, formando um tnel
com as faces refletoras voltadas para o lado interno e
pedaos de papel colorido.
3. Pea a seus alunos para calcularem o nmero de
imagens obtidas, se colocarmos os espelhos com
um ngulo de 36 e de 72. Pea ainda que calculem
qual o ngulo de abertura em que deveriam
ser colocados os espelhos para obter 20
imagens e, depois, 6 imagens.
Materiais indicados:
P dois espelhos planos sem
moldura (podem ser
retalhos obtidos em
vidraarias), fita crepe,
transferidor.
Tempo sugerido: 2 horas
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rea: Educao Fsica Nvel I e II
1. Rena o grupo de alunos em um grande crculo
dentro da sala de aula ou lugar maior (se
possvel sentados).
2. Pea que se virem na direo das costas do
aluno ao seu lado.
3. Deslizamento: indique que deslizem a mo
apoiada sobre as costas do colega de maneira
lenta e ritmada, fazendo presso suave.
4. Percusso: pea que dem golpes secos, ritmados.
Os golpes podero ser dados com a palma
da mo aberta como se fossem pequenos
tapas; com os punhos cerrados, aplicando-se
pequenos socos com a parte macia da mo; e
com os lados externos das mos abertas alternando
ritmicamente as duas mos, porm,
sem machucar.
5. Presso: com a mo fechada, com o polegar,
com o lado externo da mo ou com a palma,
diga que comprimam a regio a ser massageada,
com movimentos rtmicos e lentos.
6. Frico: indique que pressionem as costas ou
os ombros com movimentos circulares (redon-
Descrio da atividade dos), ou de ida e volta, de modo a fazer com
que a pele deslize sobre os msculos e os outros
tecidos que esto logo abaixo.
7. Indique que troquem de lado. Repita os exerccios.
8. Pea aos alunos que produzam um pequeno
texto sobre essa experincia.
Materiais indicados:
P um aparelho de som,
CD ou fita de msica
ambiente relaxante.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Conscincia corporal
Resultados esperados: Entrosamento do grupo
e relaxamento como forma de combate ao estresse.
7
Te x t o
Objetivos
 Experienciar as diferentes maneiras de combate
ao estresse que estimulam um conhecimento
mais profundo de seu corpo, e um entrosamento
maior com a comunidade.
Introduo
O texto traz, em forma de poema, reflexes sobre
as contradies da vida, as ocupaes de cada sujeito,
de um lado, patres com o poder, e do outro,
empregados sujeitos ao patro, os eruditos
e outros menos sbios, os ricaos e os pobres,
os doutores e os analfabetos, ou seja, de um lado
poucos com fartura e do outro lado muitos
com nada. A unio, as atividades comunitrias, o
lazer, o cuidar do outro, o tocar o prximo, o
brincar com o outro so recursos que a Educao
Fsica oferece e que possibilitam amenizar o distanciamento
entre as pessoas.
Contexto no mundo do trabalho: A atividade proporciona
a reflexo sobre a melhoria da qualidade de vida
por meio da intencionalidade dos movimentos, que combate
o estresse.
Dicas do Professor: Toda massagem  sempre feita na
direo centrpeta, ou seja, os movimentos devem ser
feitos sempre da periferia para o corao, das extremidades
para o interior do corpo.
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  37
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38  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Cincias Nvel I e II
1. Proponha a seus alunos a pesquisa de conceitos
em dicionrios e a consulta a colegas e professores
para aprofundar os significados de algumas
expresses:
a)Quando uma pessoa est com febre,  correto
dizer que vamos usar o termmetro para tirar
sua temperatura?
b)Quando algum precisa verificar uma fratura, 
correto dizer que a pessoa vai tirar uma chapa?
c) Em alguns sucos comerciais l-se na embalagem
no contm substncias qumicas. Isso
 possvel?
d)Em embalagens de leos vegetais l-se esse
produto no contm colesterol. Algum leo
vegetal poderia ter colesterol?
e) Em alguns sabes em p, encontra-se a expresso
lava mais branco. Por que a expresso
no afirma lava mais limpo?
Descrio da atividade
Atividade P Quando algum diz que veio dar uma fora devemos ficar felizes?
8
Te x t o
Objetivos
 Destacar o uso de conceitos e da linguagem
cientfica deslocada de seu sentido (do jargo).
Introduo
Nesta atividade, pode-se partir do texto irnico
de Verissimo, para destacar a distoro no uso de
alguns conceitos cientficos. Por exemplo: a)
Quando nos referimos a fora, em Fsica, consideramos
uma grandeza capaz de modificar a
situao de movimento de um corpo, seja o valor
de sua velocidade (mdulo) seja sua direo de
movimento. Assim, se algum disser que vai dar
uma fora, no sentido fsico poder ser um empurro
ou um safano (embora no senso comum,
essa expresso seja dar um apoio). b) Em Fsica,
energia  a capacidade de realizar trabalho, mudando
a situao de energia de outro corpo ou
sistema. Quando algum diz que uma determinada
pedra consegue passar energia para a pessoa,
interpretando do ponto de vista fsico, essa
pedra poder ser radioativa, portanto, muito
perigosa por emanar energia...; c) Quando as
pessoas se referem a um produto (po) como
natural no atentam para o fato de que no h
rvores desse produto, sendo, ento, inevitavelmente
industrializado. Como  possvel verificar
nesses trs casos, a conversa no  to simples e
muita confuso pode ser criada se no prestarmos
ateno ao significado de determinados conceitos
para algumas reas de conhecimento.
Contexto no mundo do trabalho: O jargo representa
uma manifestao de linguagem das especializaes de
conhecimento.  uma construo coletiva e histrica, que
vai alm do pitoresco e da gria (embora essa possa ser a
origem de alguns de seus conceitos).  tambm um reflexo
da especializao do mundo do trabalho.
Resultados esperados: Compreender que os
significados de conceitos podem variar se compararmos
o senso comum com algumas reas de
especializao como a Cincia.
Dicas do Professor: Outras expresses podem ser includas
a critrio do professor e mesmo pesquisadas pelos
alunos. Quanto ao ttulo: nem sempre devemos aceitar
foras oferecidas...
Materiais indicados:
P recomenda-se o uso de
dicionrios de boa
qualidade, para que se
possa verificar que uma
mesma palavra pode ter
vrios significados, sendo
o significado cientfico
um deles.
Tempo sugerido: pequisa:
1 semana; aula 1 hora
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rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
1. Escreva as seguintes palavras no quadro:
CEO  PR  CFO  Memo  Meeting  Conference
Call  Manager  Director  Staff 
Employee  Board of Directors  Annual
Report  To fire  To hire  To dismiss
2. Pea aos alunos para ligar as definies com a
palavra correspondente (aqui as definies esto
na ordem certa, escreva-as em ordem
diferente): Chief Executive Officer  equivale a
presidente de uma empresa Public Relations 
Relaes Pblicas. Chief Finance Officer  lder
do departamento financeiro de uma empresa.
Abreviatura de Memorando  comunicao
oficial interna na empresa. Reunio, forma de
reunir numa sala pessoas que esto em diferentes
lugares (s vezes diferentes pases). Um
aparelho com viva-voz ou conexo via Internet
 ligado, de modo que vrias pessoas possam
conversar e discutir pautas. Gerente 
cargo acima da equipe de trabalho. Diretor 
Cargo acima da gerncia. Equipe de trabalho,
time. Empregado, funcionrio. Quadro de diretores
 grupo de diretores responsveis pela
administrao geral da empresa. Relatrio anual
 documento lanado todos os anos pelas
empresas, relatando a situao geral da empresa
(se vendeu mais ou menos, se aumentou
Descrio da atividade ou diminuiu o nmero de clientes, etc.). Mandar
embora (informal). Contratar. Dispensar,
despedir (formal).
3. Depois que os alunos tiverem ligado as palavras
a seus significados, pea que formem cinco
frases com o vocabulrio apresentado.
Atividade P Companies
Resultado esperado: Memorizar parte do vocabulrio
tpico de empresas.
Te x t o
Objetivos
 Ensinar parte do jargo empresarial, com alguns
verbos e nomes de cargos em ingls.
Introduo
O texto trata de forma bem-humorada do uso de
jargo tcnico em diversas reas.  importante,
ento, apresentar parte do vocabulrio tpico de
empresas, em alguns casos mesmo no Brasil, que
adotam muitos termos do ingls
8
Tempo sugerido: 1 hora
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  39
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40  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Portugus Nvel II
1. Ler o texto com os alunos. Perguntar o que se
entende por jargo. (Linguagem corrompida.
2. Comentar o humor de Verssimo. O autor valese
de estrangeirismos para provocar o riso. Informar
que, em todas as pocas, o contato de
povos de culturas e lnguas diferentes resulta
numa circulao de hbitos, tecnologias e
artefatos que so recebidos com seu respectivo
vocabulrio. Damos o nome de anglicismos s
palavras e s construes que o portugus assimilou
do ingls.
3. Pedir que os alunos relacionem anglicismos
referentes ao futebol (anti-doping, pnalti,
crner, off side, beque, drible),  msica (jazz,
swing, reggae, rock, twist, rap, funk, country),
 informtica (site, mouse, byte, home page,
shift, chip, e-mail, on line, software, game, afora
os neologismos como deletar, formatar,
navegar e clicar).
4. Pedir aos alunos que tentem substituir os anglicismos
por palavras portuguesas: Fui ao freezer,
abri uma coca diet; e sa cantarolando um jingle,
enquanto ligava meu disc player para ouvir uma
msica new age. Precisava de um relax. Meu
check up indicava stress. Dei um time e fui ler um
bestseller no living do meu flat. Desci ao playground;
depois fui fazer o meu cooper. Na rua, vi
novos outdoors e revi os velhos amigos do footing.
Um deles comunicou-me a aquisio de
uma nova maison, com quatro suites e at con-
Descrio da atividade vidou-me para o open house. Marcamos, inclusive,
um happy hour. Tomaramos um drink, um
scotch, de preferncia on the rocks. O barman,
muito chic, parecia um lord ingls. Perguntoume
se eu conhecia o novo point society da
cidade: o TimeSquare, ali no Gilberto Salomo,
que fica perto do Gaf, o La Basque e o Baby
Beef, com servio a la carte e self service. Preferi
ir ao Mc Donalds, para um lunch: um hamburger
com milk shake. Dali, fui ao shopping center,
onde vi lojas bem brasileiras, a comear pelas
Lojas Americanas, seguidas por Cat Shoes,
Company, Le Postiche, Lady, Lord, Le Mask, M.
Officer, Trucs, Dimpus, Bobs, Ellus, Arbys,
Levis, Masson, Mainline, Buckman, Smuggler,
Brummel, La Lente, Body for Sure, Mister Cat,
Hugo Boss, Zoomp, Sport Center, Free Corner e
Brooksfield. Sem muito money, comprei pouco:
uma sweater para mim e um berloque para a
minha esposa. Voltei para casa ou, alis, para o
flat, pensando no day after, o que fazer? Dei boa
noite ao meu chofer, que, com muito fair play,
respondeu-me: Good night.
(RONALDO CUNHA LIMA, http://www.novomilenio.
inf.br/idioma/19981112.htm)
Atividade P Anglicismos
Resultados esperados: Reconhecimento
de que a lngua aceita incorporao de termos
estrangeiros.
8
Te x t o
Objetivos
 Examinar alguns anglicismos que foram incorporados
pelo portugus do Brasil.
Introduo
Pergunte seus alunos: Vocs vo ao clube?
Jogam futebol? Tomam lanche  tarde? J
uaram biquni? No consegue abandonar a
cala jeans? O portugus se forma tambm pelo
acrscimo de palavras estrangeiras.
Tempo sugerido: 2 horas
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Caderno do professor / Cultura e Trabalho  41
rea: Histria Nvel II
1. Coletivamente, ler a letra da msica e, se puder,
tambm toc-la para ser acompanhada pelos
alunos.
2. Debater o assunto tratado na letra de Tom Z.
3. Perguntar: De quem a msica fala, quem  o
autor da msica, se o Tom Z mencionado na
letra  tambm o compositor, se j ouviram
falar dele, que tipo de msica faz, qual a sua
histria.
4. Question-los sobre o que  um cantor engajado,
o que faz um cantor defender a classe
operria, quem pertence  classe operria, se
conhecem compositores que pertencem  classe
operria (quem?).
5. Questionar: Por que o autor fala em defender
a classe operria, sem consult-la? Por que a
letra diz que os operrios devem se calar? Por
que fala que vo ser demitidos? Quem fica
com o sentimento de culpa aliviado e por qu?
6. Propor uma pesquisa sobre Tom Z e suas
msicas. Confrontar com os conhecimentos
anteriores.
7. Debater qual o propsito de uma msica como
essa. Se ela est fazendo crtica e a quem.
Descrio da atividade Quem ouve esse tipo de msica? A classe operria
ouve a msica de Tom Z?
8. Propor, no final, que os alunos escrevam uma
letra de msica em resposta a Tom Z, debatendo
a relao entre msica, intelectuais e
classe operria.
Atividade P Em nome de quem?
9
Te x t o
Objetivos
 Refletir a respeito da msica como crtica social.
Introduo
O autor da letra da msica, Tom Z, coloca sobre
si a representao de um grupo de compositores
engajados, que tendem a falar em nome da classe
operria, do povo brasileiro, da pobreza. Faz,
assim, uma crtica aos intelectuais brasileiros em
geral, de diferentes pocas, que assumem uma
postura socialista, sem, contudo, ter sensibilidade
para identificar seus prprios compromissos
de classe.
Resultado esperado: Refletir a respeito da
msica como um instrumento de crtica social.
Tempo sugerido: 3 horas
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42  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Portugus Nvel I
1. Discuta o texto com os alunos. Mostrar a ironia
de Tom Z e a crtica feita s formas de
governo que no respeitam a opinio popular
para tomar decises sobre problemas reais da
populao.
2. Jogo: A palavra na testa
a) Divida a turma em grupos de cinco alunos.
Escolha um membro para ser o alvo. Os
demais sero atiradores. Cada equipe joga
isoladamente.
b) Pea a um atirador de cada grupo que retire
do texto uma palavra com mais de quatro
letras, escreva-a, sigilosamente, num
retngulo de papel. (Como exemplo, usaremos:
calem)
c) Pea ao atirador que, com o auxlio de uma
fita adesiva, fixe o retngulo com a palavra
na testa do colega  direita (o alvo). Evidentemente,
o alvo no poder saber que
palavra foi colada em sua testa.
d) O alvo, a partir das pistas fornecidas pelos
colegas atiradores, dever descobrir o
termo que est em sua testa.
e) Para dar as pistas, sugere-se colocar papel
de embrulho e uma caneta hidrogrfica no
cho. Com esse material, o primeiro atirador
escrever uma palavra que possua
pelo menos trs letras usadas para escrever
Descrio da atividade aquela que est na testa do alvo. (exemplo
 ela). Deve pronunciar a palavra em voz
alta e precisa escrev-la corretamente.
f) O prximo atirador procede da mesma forma
e assim por diante at que um dos atiradores
no consiga formar uma nova palavra.
(calem: ela, mela, mala, meca, mel, cal, mala,
maca, cela, mal, lem, calma...)
g) Quando no houver mais palavras, o ltimo
atirador pergunta ao alvo: Que palavra
est escrita em sua testa?. O alvo
consultar o texto de Tom Z e dar sua
resposta. Se errar, sai do jogo. Se acertar,
passa a ser o novo atirador e seu colega,
que no conseguiu formar nova palavra,
passa a ser o alvo.
Atividade P Jogos de alfabetizao: criao de palavras
Resultados esperados: Ampliao da capacidade
de observao. Ampliao do lxico.
9
Te x t o
Objetivos
 Ampliar a capacidade de grafar corretamente
os vocbulos em portugus.
Introduo
Pergunte aos alunos: Vocs so bons observadores?
Vejam bem as letras que compem as
palavras formadas por seus colegas e adivinhem
qual  a palavra que foi escrita num pedao de
papel e colada em suas prprias testas!
Materiais indicados:
P retngulos de cartolina,
papel de embrulho,
adesivo de dupla face,
caneta hidrogrfica.
Tempo sugerido: 3 horas
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Caderno do professor / Cultura e Trabalho  43
rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Aps a leitura coletiva do texto, proponha aos
alunos que, em grupos, discutam a questo:
quais so os principais fatores (econmicos e
culturais) que influram para o sucesso da
Oktoberfest como manifestao cultural e como
investimento lucrativo?
2. Escolha um relator e registre a discusso.
3. Em crculo, o relator de cada grupo apresenta
as concluses para a turma. Juntos, eles redigiro
um texto com o ttulo A festa como investimento
e fonte de lucros.
Descrio da atividade
Atividade P Oktoberfest  Herana alegre da cultura alem
10
Te x t o
Objetivos
 Compreender a festa como manifestao cultural,
como investimento e fonte de lucro.
Introduo
O sucesso da Oktoberfest  to grande que Blumenau
no s se recuperou fsica e economicamente,
aps duas enchentes, como tambm o
evento se converteu num elemento associado 
identidade da cidade. A festa cresceu muito e se
tornou lucrativa. Por trs da segunda maior festa
da cerveja do mundo  depois da Oktoberfest de
Munique, Alemanha  movimentam-se batalhes
de pessoas para viabilizar a estrutura do evento.
Graas ao volume de visitantes que a cidade passou
a receber em funo da festa, a economia se
desenvolveu de forma equilibrada, harmnica e
crescente. O padro de vida dos moradores subiu
paralelamente. O dinheiro arrecadado  investido
em melhorias para a cidade, galerias de
guas, asfalto e assistncia social. O sucesso do
modelo festivo de Blumenau fez com que ele se
convertesse num exemplo que vem se disseminando
por todo o pas, como modo de incentivar
o turismo e, por meio dele, concentrar recursos
para financiar obras sociais, gerar empregos e fomentar
indstrias. Qual o turismo mais expressivo
em sua regio? Quantos postos de trabalho
foram criados?
Resultados esperados: Produo de um texto
coletivo A festa como investimento e fonte de
lucros.
Dicas do Professor: sites:
Oktoberfest Blumenau ww.oktoberfestblumenau.com.br
Portal AZ Turismo  www.portalaz.com.br/turismo;
pt.wikipedia.org/wiki/Blumenau;
www.guiadeblumenau.com.br/
Tempo sugerido: 3 horas
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44  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Geografia Nvel I e II
1. Promover a leitura do texto em sala de aula.
2. Identificar quais as duas cidades do estado de
Santa Catarina que so citadas no texto, alm
da cidade alem que deu origem  festa tradicional
realizada no Brasil.
3. Apontar em qual cidade a festa teve incio.
4. Destacar no texto qual a posio de Itapiranga
em relao  cidade de Blumenau.
5. Desenhar o mapa de Santa Catarina no quadro
e identificar a localizao de Blumenau e Itapiranga.
Mostrar que a cidade de Itapiranga est
a oeste de Blumenau e que Blumenau est a
leste de Itapiranga. Localizar o estado de Santa
Catarina no Mapa do Brasil.
6. Para completar, destacar a posio de Joinville
a norte de Blumenau e Brusque ao sul. Grafar a
posio dessas duas cidades tambm no mapa.
7. Mostrar aos alunos que os conhecimentos sobre
nossa localizao permitiram ampliar os
horizontes de nossa expanso sobre a superfcie
da Terra. A navegao martima foi especialmente
beneficiada pela criao.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P mapa de Santa Catarina
contendo as principais
cidades do estado e
mapa do Brasil.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Pontos cardeais e colonizao alem
Resultados esperados:
a) Conhecer os pontos cardeais e sua importncia
para a localizao.
b) Compreender as possibilidades de expanso
territorial a partir do melhor conhecimento de
nossa localizao sobre a superfcie da terra.
c) Refletir sobre a colonizao e a mistura cultural
que se realiza a partir do contato entre
povos diferentes.
10
Te x t o
Objetivos
 Levar o aluno a compreender o significado e a
importncia dos pontos cardeais para a localizao
do homem na superfcie da Terra. Compreender
ainda a presena alem no sul do
Brasil, especialmente no estado de Santa Catarina,
a partir da colonizao e os hbitos culturais
trazidos com os imigrantes.
Introduo
O texto trata da tradicional festa alem chamada
Oktoberfest, que ocorre anualmente no ms de
outubro, no estado de Santa Catarina, mais precisamente
na cidade de Blumenau. O autor faz referncia
 cidade que deu incio a esse tipo de festa
que  Itapiranga, localizada na poro oeste do
estado. A localizao geogrfica  feita pelos pontos
cardeais que sempre serviram como importante
referncia para a localizao humana. A sua
criao propiciou a expanso da comunicao entre
os territrios e ampliou os horizontes das possibilidades
de busca e conquista de novas regies.
Parcelas at ento desconhecidas da superfcie da
Terra foram interligadas e as possibilidades de
trabalho ampliadas.
Dicas do Professor: site do Oktoberfest 
www.oktoberfestblumenau.com.br  contm muitas informaes
sobre a festa e sua relao com a Alemanha.
8. Mostrar aos alunos que a colonizao alem no
sul do Brasil, alm do acrscimo populacional,
propiciou a assimilao de hbitos, costumes e
identidades, como  a festa do chopp.
9. Expandir essa idia mostrando que a colonizao
caracteriza-se pela troca cultural, ocorrendo
tambm com os portugueses, espanhis,
japoneses, italianos, etc.
10CP09 TX10P3.qxd 18.01.07 19:21 Page 44
rea: Matemtica Nvel I
1. Pea aos alunos para lerem o texto e pergunte
se algum conhece Santa Catarina e as
cidades onde so realizadas as festas de outubro.
2. Apresente o mapa do Brasil aos alunos e pea
para localizarem o estado de Santa Catarina.
Apresente ento as cidades onde acontecem
as festas citadas no texto do professor.
3. Pea para os alunos, em grupos, localizarem
no mapa cada uma das cidades e imaginarem
uma visita ao estado onde se realizam
festas. Para tal, eles devem traar um roteiro
que passe por todas as cidades das festas,
percorrendo a menor distncia possvel. Para
isso eles tanto podem somar as distncias entre
as cidades, caso esses dados estejam disponveis,
como estimar usando a escala do
mapa.
4. Na apresentao dos trabalhos, verifique qual
grupo conseguiu realizar a tarefa com melhor
resultado, comparando as estratgias que usaram
para fazer o menor caminho.
5. Para finalizar, discutam a seguinte questo:
Quais as vantagens e desvantagens das festas
tradicionais tornarem-se um mercado de trabalho
e renda. Solicite que escrevam um pequeno
texto com as concluses.
Descrio da atividade
Atividade P Passeando em Santa Catarina
10
Te x t o
Objetivos
 Esquematizar um percurso sobre um mapa escolhendo
o menor caminho.
Introduo
 possvel encontrar em todos os estados do
Brasil um conjunto de festas que una tradio
cultural com atividade econmica e gerao de
emprego e renda. Em que medida isso descaracteriza
a cultura?  possvel essa unio acontecer
sem que o povo seja afastado de suas
tradies? Quantos alunos e alunas da EJA podem
participar dessas festas? Quem conhece
Santa Catarina?
Resultados esperados: Roteiro de uma viagem
com a distncia total percorrida em quilmetros;
texto contendo de quem concluses a
respeito do tema discutido.
Dicas do Professor: Oktoberfest (Itapiranga) 23 Oktoberfest
(Blumenau) 21 Fenarreco (Brusque) 20 Marejada
(Itaja) 18 Schtzenfest (Jaragu do Sul) 17 Kegelfest
(Rio do Sul) 16 Festa do Imigrante (Timb) 16 Oberlandfest
(Rio Negrinho) 16 Tirolerfest (Treze Tlias) 9
Musikfest (So Bento do Sul) 8 Fenaostra (Florianpolis)
5 Bananenfest (Corup) 2 Festa das Tradies 
(Joinville)  Mais detalhes podem ser encontrados em:
www.sol.sc.gov.br/santur
Tempo sugerido: 2 horas
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  45
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46  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I e II
Pea aos alunos que faam os seguintes clculos:
a) Determinem o volume mdio de lcool consumido
por cada visitante que freqentou as
21 edies da Oktoberfest, considerando que
o chope  uma bebida que contm cerca de
4,2% de lcool.
b) Calculem quantos centilitros (cl) equivalem a
290 337 litros, que foi o consumo de chope no
ano de 2000.
c) Encontre quantos metros cbicos (m3) h em
266 811 litros, que foi o consumo de chope na
festa de 2005.
Descrio da atividade
Atividade P Festas populares e trabalho
Resultados esperados:
a) Perceber que festas populares podem divulgar
culturas.
b) Realizar operaes matemticas, tais como:
clculo de volume, mdias, regras de trs,
transformaes (volume/capacidades).
10
Te x t o
Objetivos
 Divulgar a cultura por meio de festas populares.
 Realizar operaes matemticas usando dados
da festa popular mencionada no texto.
Introduo
A Oktoberfest  uma festa que teve origem na
Alemanha h cerca de 200 anos. No Brasil, a
maior festa ocorre anualmente em Blumenau, no
estado de Santa Catarina e no ms de outubro.
So 18 dias de festa durante a qual a polka, a
cerveja e a gastronomia divertem pessoas do local,
da regio e muitos turistas brasileiros e estrangeiros.
Nesse evento, os blumenauenses tm
oportunidade de mostrar para todo o pas a sua
riqueza cultural, a msica, a dana e a gastronomia
tpicas. Dessa forma, essa festa popular  divertimento,
folclore e tradio. Alm disso,  a
segunda maior festa popular brasileira, depois
do carnaval. Nesse perodo, a economia catarinense
gera empregos e desenvolve o turismo.
Pergunte aos alunos: A Oktoberfest  vinculada a
qual nacionalidade? Quais outras festas tpicas
eles conhecem? Na sua regio, ocorre esse tipo
de evento? Essas festas favorecem quais tipos de
economia? Voc j trabalhou em alguma festa
popular? Que servios realizou?
Contexto no mundo do trabalho: Festas folclricas e
tnicas fazem parte do calendrio brasileiro e numerosos
empregos so criados em eventos dessa natureza.
Dicas do Professor: site  www.guiadeblumenau.com.br;
acesso em 19 de set. 2006. Lembre das relaes 1m3 =
1000 l e 1 cl = 0,001 l.
Tempo sugerido: 3 horas
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Caderno do professor / Cultura e Trabalho  47
rea: Artes Nvel I e II
1. Dividir a classe em grupos de 3 ou 4 pessoas.
2. Os grupos escolhero um tema para a criao
do cordel, que tenha relao com algum fato
recente. O cordel  escrito em versos.
3. Aps a criao, os grupos devero produzir alguns
exemplares do livrinho, em uma folha
A4, dobrada duas vezes.
4. Criar a capa do cordel e montar os livros. Sugerir
que ilustrem com desenhos que lembrem
uma xilogravura (semelhante ao desenho que
consta do texto).
Descrio da atividade
5. Depois de prontos, os livros sero dependurados
num varal estendido na classe (da a origem
do nome desse tipo de literatura).
6. Os cordis sero lidos e apreciados pela classe.
7. Discusso final tendo por foco a participao
no processo de criao de um cordel, a produo
de um livro e a experincia de ver sua
obra sendo apreciada.
Atividade P Cordel
11
Te x t o
Objetivo
 Criao de cordel.
Introduo
A origem da literatura de cordel remonta  antiguidade
e segundo consta teria chegado  Pennsula
Ibrica por volta do sculo XVI.  atravs dos portugueses
que a literatura de cordel chegar ao
Brasil no sculo XVIII. Caracterizada como poesia
narrativa, de forte apelo popular pelo seu vis humorstico,
essa literatura durante muito tempo
ocupou o lugar dos noticirios de hoje. Por seu
baixo custo, encontrava facilidade de produo e
comercializao, sendo ainda hoje o nico tipo de
literatura consumida em muitas regies do
Nordeste, onde  extremamente popular. O cordel
tem uma impresso simples e uma capa em xilogravura
alusiva ao contedo. A xilogravura
(palavra de origem grega  xilo = madeira)  uma
tcnica milenar de produo de gravuras em que
se esculpe numa chapa de madeira a matriz do que
se quer imprimir. Sobre ela, passa-se tinta com um
rolo, sobrepe-se o papel, e se exerce presso para
imprimir a imagem, como um carimbo s avessas.
Resultados esperados:
a) Realizar todas as etapas de construo de um
livro.
b) Experimentar a transformao de idias em
poesia.
c) Ampliar seu repertrio de possibilidades de pensar
a realidade criticamente.
Dicas do Professor: sites  www.ablc.com.br/
www.camarabrasileira.com/cordel01.htm
Materiais indicados:
P papel sulfite branco,
papel colorido, tesoura,
grampeador, caneta
hidrogrfica preta.
Tempo sugerido: 3 horas
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48  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Educao e Trabalho Nvel I e II
1. Faa uma pesquisa sobre a vida de Lampio e
conte aos alunos a sua histria como homem
marcado pelas condies sociais do seu tempo.
2. Leia o cordel apresentado no texto e reflita
com seus alunos sobre essa forma de manifestao
cultural.
3. Problematize sobre cultura erudita e popular
e sua relao com a condio de classe.
4. Pea aos alunos para, em grupo, escrever e
representar aos colegas como eles imaginam a
vida no serto.
5. Solicite aos grupos que pesquisem outros
cordis, msicas e artesanatos nordestinos e
promova um encontro sobre cultura popular
nordestina na sala. O tema pode ser: Cultura e
trabalho popular do Nordeste.
Descrio da atividade
Atividade P Cultura popular ou erudita: ambas como expresso do trabalho humano
11
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre as diferentes expresses culturais
produzidas pelo trabalho humano e marcadas
pela condio de classe.
Introduo
A literatura de cordel  uma das formas de expresso
cultural do Nordeste do nosso pas. Muitas
pessoas acham que cultura  apenas aquela
atrelada s formas de expresso clssicas. No
compreendem que pera e samba; bal e capoeira;
feijoada e cuisses de grenouilles etc. so diferentes
expresses culturais. Darcy Ribeiro dizia
que apesar de sempre perigoso, algumas vezes 
til falar de cultura popular e erudita. Gosto de
pensar que essas so as duas asas da cultura que,
sem vigor em ambas, no voam belamente.  preciso
reconhecer que uma no  melhor nem pior,
superior ou inferior  outra; so apenas diferentes.
No entanto, embora separadas por
questes de classe social, elas so produzidas pelo
trabalho humano, num exerccio de manifestar
e expressar desejos e opes, leituras e sentimentos,
conhecimento e beleza, possveis somente pelos
seres humanos que do significado e sentido
s aes. O cordel apresentado  cultura popular
e trata da excluso e explorao social em nossa
sociedade; canta sobre valores cristos arraigados
em nossa cultura sedimentada pela competitividade
e individualismo. Alm da literatura de
cordel, que outras manifestaes culturais so
conhecidas e produzem o sustento da pessoa ou
at da regio?
Resultados esperados: Reflexo sobre a relao
da cultura popular e erudita com a condio
de classe e ambas como expresses do trabalho
humano.
Tempo sugerido: 6 horas
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rea: Portugus Nvel I e II
1. Atividades de Pr-Leitura: Verificar o que os
alunos conhecem sobre cordel (poesia narrativa,
popular, impressa) e explorar o conhecimento
prvio.
2. Atividades de Leitura:
a) Atribuir a cada aluno uma personagem
(narrador, S. Pedro, Padre Ccero, So Jorge
e seus guerreiros, Lampio etc.) e pedir
que faam uma leitura oralizada de A chegada
de Lampio no cu.
b) Discutir a histria lida: Que valores so defendidos?
O que  criticado? Por qu?
c) Observar a forma do cordel: versos de sete
slabas poticas (comuns nas cantigas populares),
rimados. Informar que a literatura
de cordel se molda em torno de alguns
temas constantes: Conselhos, Profecias,
Gracejo, Acontecidos, Carestia, Exemplos,
Fenmenos, Pelejas, Bravuras e Valentia,
Safadeza, Poltica, Propaganda. Pedir aos
alunos que procurem determinar em quais
dessas classificaes estaria o cordel lido.
3. Atividades de Produo de Texto:
a) So abundantes os sites sobre cordel na Internet.
Sugerimos que o professor, se no
tiver possibilidades de trazer para a sala os
folhetos originais, valha-se desse recurso
para mostrar aos alunos vrios autores, temas
e capas dessa poesia popular.
b) Depois que os alunos estiverem familiarizados
com a forma e a temtica cordelina,
Descrio da atividade proponha que se dividam em grupos e criem
um folheto de cordel sobre um tema que
esteja provocando debate no momento.
c) Se houver quem saiba fazer xilogravura,
proponha que os folhetos sejam ilustrados
utilizando essa tcnica, como nos cordis
tradicionais.
d) Organize com o grupo uma festa para apresentao
e leitura dos folhetos, com participao
da comunidade.
4. Exponha, num varal, os folhetos criados pelos
alunos e vrios outros produzidos por cordelistas
famosos. Convide os visitantes a manusear
o material. Se houver na comunidade algum
repentista, seria interessante convid-lo
para conversar com o grupo e apresentar sua
obra. Os alunos tambm podem, na mesma
ocasio, fazer a leitura dramatizada de seus
textos.
Atividade P Ler e criar literatura de cordel
11
Te x t o
Objetivo
 Ler e ouvir textos dos repentistas; produzir folhetos
de cordel.
Introduo
Seus alunos esto familiarizados com a literatura
de cordel? Conhecem algum repentista?
Resultados esperados: Ampliao da capacidade
de escrever textos em versos.
Dicas do Professor:
www.cordelon.hpg.ig.com.br/historia_cordel.htm
Tempo sugerido: 8 horas
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  49
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50  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
1. A classe dever ser dividida em grupos.
2. Aps a releitura do texto, cada grupo dever
escolher temas que sero debatidos fora do
ambiente escolar: num nibus, por exemplo.
3. Aps escolha do tema (como: a cultura de
massa versus a cultura popular, ou a necessidade
de ampliao do sistema educacional
gratuito, ou o primeiro emprego).
4. Cada membro do grupo escolher um personagem,
uma posio a ser defendida ou atacada
sobre o tema (por exemplo, um operrio
mais preocupado com o aumento salarial e
com o emprego dos filhos do que com a educao
deles, uma me que queira escola em
tempo integral para poder trabalhar). O tema
e os personagens so escolhidos em sala de
aula.
5. Cada grupo dever tomar um nibus com um
trajeto de pelo menos 15 minutos. Um dos
atores iniciar a discusso do tema, outros
participaro como personagens e contaro
Descrio da atividade com passageiros que acabaro participando
da encenao, opinando, argumentando, etc.
Importante frisar que este exerccio no  uma
pegadinha.  um jogo teatral no qual atores
lanam um debate que poder ser discutido
por todos.
6. Depois da experincia, os grupos devero relat-
la aos demais grupos da classe.
Atividade P Teatro invisvel
12
Te x t o
Objetivos
 Criar um teatro invisvel.
 Possibilitar a discusso entre alunos e pessoas
de fora da escola sobre um tema escolhido.
Introduo
Augusto Boal, o criador do Teatro do Oprimido,
nasceu no Rio de Janeiro, em 1931. Dramaturgo
formado nos Estados Unidos e conhecido internacionalmente,
foi um dos representantes mais significativos
do Teatro de Arena, em So Paulo, a
partir dos anos 60, com a estria da pea Revoluo
na Amrica do Sul. Com Gianfrancesco Guarnieri
deu incio  linha nacionalista do Teatro de
Arena com a pea, de Guarnieri, Eles no Usam
Black Tie. Juntos criaram espetculos utilizando
heris histricos na luta pela liberdade, como
Arena conta Tiradentes e Arena conta Zumbi. Durante
o perodo militar, Boal viveu no exlio, escreveu
Murro em ponta de faca e lanou seu
mtodo de trabalho teatral do Teatro do Oprimido,
mencionado pelo texto selecionado. Para
ele, o teatro  uma forma de auxiliar as transformaes
sociais,  elemento de conscientizao
das massas. O Teatro do Oprimido traz uma
srie de exerccios simples para auxiliar no desenvolvimento
da tcnica teatral do ator. Entre
estas tcnicas est o Teatro Invisvel.
Resultados esperados:
a) Experimentar um dos exerccios criados por
Augusto Boal para teatro e desenvolvimento
do ator.
b) Ampliar a capacidade de argumentao e expresso
de opinio.
c) Discutir e reconhecer a responsabilidade tica,
educacional e de informao dos veculos de
comunicao de massa.
Tempo sugerido: 1 hora para escolha dos personages
e 1 hora para sair e voltar de nibus
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rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Aps a leitura individual do texto, sugira a diviso
da turma em trs grupos.
2. Cada grupo dever escolher um eixo de manifestao
artstica (palavra, imagem ou som)
para que, a partir das cenas vivenciadas no
seu cotidiano de trabalho, os alunos possam
produzir outras formas de expresso desse cotidiano.
(Veja os exemplos de cada eixo, apresentados
no texto).
3. Apresentao da criao de cada um dos
grupos.
4. O grupo que est assistindo, manifesta uma
cena, uma palavra, um som que acha que pode
ser apresentado de forma diferente e prope
a mudana, que deve ser incorporada em
uma nova criao. A idia  ir problematizando
como o coletivo pode realizar mudanas
nessas cenas do cotidiano de trabalho.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P figuras, fotografias,
material de sucata para
criao de cenrios.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Ns podemos mudar!
Resultados esperados: Entender que as cenas
do cotidiano dos trabalhadores podem ser
modificadas, recriadas por meio das vrias expresses
humanas.
12
Te x t o
Objetivos
 Perceber as diferentes linguagens e formas de
expresso das idias e da realidade dos trabalhadores,
destacando a capacidade dos homens
e mulheres de, coletivamente, mudar o curso
da histria.
Introduo
No princpio era o grito. Ns gritamos. Quando
escrevemos ou lemos,  fcil esquecer que no
princpio no  o verbo, mas o grito. Diante da
mutilao de vidas humanas provocada pelo
capitalismo, um grito de tristeza, um grito de
horror, um grito de raiva, um grito de rejeio:
NO. A proposta do Centro do Teatro do Oprimido
 CTO   fazer com que ns possamos descobrir
outras formas de manifestao do que somos,
do que sentimos, revelar nossas potencialidades
e, acima de tudo, conforme enfatiza o
texto, descobrir que por sermos capazes de
metaforizar o mundo, ou seja, de represent-lo,
somos capazes de recri-lo. O trabalho, segundo
Marx,  o processo pelo qual o homem interage
com a natureza a fim de apropriar-se de seus recursos,
para a garantia de seu bem-estar fsico e
espiritual. Nesse sentido, vamos criar outras linguagens
culturais para que possamos manifestar
a histria sob a tica dos jovens e adultos trabalhadores
que so nossos alunos?
Dicas do Professor: livros: Cultura e Democracia: o discurso
competente e outras falas, de Marilena Chau (Cortez);
Mudar o mundo sem tomar o poder: O significado da revoluo
hoje, de John.Holloway ( Viramundo). Para saber
mais sobre o Teatro do Oprimido, coordenado por Augusto
Boal, site http://www.ctorio.org.br/
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  51
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52  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Cincias Nvel I e II
1. Aps a leitura do texto, apresentar a polmica
e propor um debate. Para isso, a turma
poder ser dividida em dois grupos, um a favor
e outro contra a realizao dos rodeios,
apresentando justificativas.
2. A questo geradora poder ser: algumas pessoas
e associaes protetoras de animais defendem
a no realizao de rodeios em virtude
dos maltratos a que os animais so submetidos.
Esses maltratos existem? Qual sua opinio
a respeito?
3. Solicitar que, aps o debate, cada aluno redija
um texto expressando sua opinio sobre o
tema.
Descrio da atividade
Atividade P Rodeios e controvrsias
13
Te x t o
Objetivos
 Discutir o lado controverso dos rodeios oferecendo
condies de reflexo aos alunos a partir
de diferentes pontos de vista.
Introduo
A relao da espcie humana com animais de
outras espcies sempre existiu. Nos dias atuais,
algumas relaes tm gerado discusses do ponto
de vista tico e moral quanto ao tratamento
que alguns animais recebem. Exemplos disso so
a utilizao de animais em circos e rodeios.
Temas assim so oportunidades didticas enriquecedoras,
pois colocam os alunos ante situaes
que exigem seu posicionamento e reflexo.
Os rodeios vm ganhando espao como forma de
entretenimento e fonte de gerao de rendas e
empregos temporrios. Nos espetculos de rodeio
so utilizados animais. Contudo, se, por um
lado, essa atividade beneficia a economia local e
 fonte de diverso, por outro, desagrada pessoas
preocupadas com o bem-estar dos animais, revelando
assim seu lado polmico. As entidades protetoras
dos animais tm procurado sensibilizar a
populao alertando para os maltratos dos animai.
Um dos pontos polmicos consiste nos instrumentos
que so utilizados nos rodeios para
que o animal pule com o peo em seu dorso: a)
sedm, uma espcie de cinta de couro que 
fortemente amarrada no corpo do animal, passando
na regio genital; b) esporas; e c) sinos. O
objetivo  machucar e irritar o animal. Outra
modalidade polmica  a laada de bezerro, na
qual um animal de 40 dias  perseguido pelo cavaleiro
sendo laado e derrubado, o que pode
machuc-lo gravemente.
Contexto no mundo do trabalho: As festas de pees de
boiadeiros ou os rodeios agregam vrias pessoas para a sua
realizao constituindo um plo de atrao de trabalho.
Resultados esperados:
a) Desenvolver uma percepo crtica sobre a relao
da espcie humana com outros animais.
b) Entender o lado polmico (controverso) dessa
relao nos rodeios.
Dicas do Professor: msica  Odeio rodeio, de Rita Lee e
Chico Cesar.
Materiais indicados:
P outros textos, como
artigos de jornais,revistas
ou de sites que abordem
essa temtica
evidenciando seu lado
polmico.
Tempo sugerido: 4 horas
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rea: Matemtica Nvel I
1. Pea aos alunos para lerem o texto e, a partir
dele, responderem as seguintes perguntas:
a) Qual a populao aproximada de Barretos?
b) Quanto, em reais, os visitantes gastaram na
viagem e quanto gastaram na cidade?
c) Quantos so os empregos na cidade sem a
festa do peo?
d)Quais so os sentidos que a festa do Peo
tem para a cidade de Barretos?
2. Faa as correes no quadro das questes a, b
e c, e medeie a discusso do item d com
questes, tais como: uma festa tem sentido
diferente para pessoas diferentes, dependendo
da posio que o sujeito ocupa nela: quem
consegue emprego temporrio e quem no
consegue; quem ganha o prmio e quem no
ganha; quem s assiste e quem limpa a cidade;
quem gosta de sossego e quem gosta de barulho,
etc.
Descrio da atividade
Atividade P Festa e porcentagem
13
Te x t o
Objetivos:
 Resolver situaes-problema buscando seus
dados no texto.
 Identificar diferentes sentidos para uma festa.
Introduo
A festa do Peo de Boiadeiro, na cidade de Barretos,
no estado de So Paulo, movimenta a economia,
gerando empregos e renda. Quem se beneficia
disto?
Resultados esperados: Perceber que uma
festa como a de Barretos pode adquirir diferentes
sentidos. Responder adequadamente
s perguntas formuladas.
Dicas do Professor: Se na sua cidade tambm ocorre alguma
festa como a de Barretos, faa uma pesquisa para
descobrir a economia que ela movimenta na cidade.
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  53
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54  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I e II
Solicite aos alunos que:
1. Calculem qual foi a quantia arrecadada nos
cinco dias de festa considerando que 387 mil
pessoas pernoitaram na regio de Barretos e,
em mdia, cada pessoa gastou R$ 580,00.
2. Encontrem o nmero de pessoas que no pernoitou
na regio de Barretos, em 2003, e escrevam
a resposta em forma de porcentagem.
3. Retirem do texto todos os valores escritos em
forma de porcentagem, coloquem-nos em ordem
crescente e escrevam o significado de cada
um deles. ( melhor papel quadriculado
para representar os nmeros).
Descrio da atividade
Atividade P Festas populares e gerao de empregos
Resultados esperados:
a) Calcular arrecadaes que so conseguidas
com a realizao da festa popular.
b) Fazer comparaes com festas populares de
outras regies.
c) Verificar que h modalidades diferentes de expresso
cultural.
13
Te x t o
Objetivos
 Verificar o sentido e o significado de eventos
festivos para uma comunidade e regio, bem
como ressaltar a possibilidade de empregos
temporrios em festas populares.
Introduo
A festa do Peo de Barretos, em 2003, recebeu
682 346 participantes. Muitas pessoas que no
residem em Barretos pernoitaram na regio durante
5 dias. Isso fez com que a economia de Barretos
e regio fosse reforada. Nessa festa, onde
um nmero significativo de pessoas comparece
para se divertir, h tambm homens e mulheres
que trabalham, uns para colaborar com a continuidade
da tradio dos festejos, outros para
Contexto no mundo do trabalho: Festas populares,
alm de possibilitar interao social, trazem diverses, lazer
e emprego temporrio a muitas pessoas.
reforar sua renda. A festa gera 4600 empregos,
 uma oferta significativa para aquelas pessoas
que esto desempregadas. Seus alunos j participaram
ou ouviram falar nessa festa? Localize no
mapa do Brasil onde se situa Barretos. Qual a
razo do ttulo Nem tudo  brincadeira, nos dias
do evento? Em sua localidade, h festas populares?
Se h, elas geram empregos? Que tipos de
servios temporrios so oferecidos? Converse
com os alunos a respeito.
Materiais indicados:
P calculadora e papel
quadriculado.
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do Professor: filme  Quanto vale ou  por quilo?,
de Srgio Bianchi.
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rea: Portugus Nvel I
1. Ler o texto com os alunos e perguntar se conhecem
a festa descrita no texto. Questionar:
por que nem tudo  s festa? Que tipos de empregos
so gerados num evento como o de
Barretos? Se voc fosse o prefeito de Barretos,
que tipo de investimento faria na cidade para
melhor atender os visitantes da festa? E para a
populao local?
2. Jogo do TCHAN, TCHEN, TCHIN, TCHON,
TCHUN.
a) Pedir a seis alunos que escolham uma palavra
do texto e a escrevam no quadro.
b) A seguir, pedir a um aluno que leia uma das seis
palavras, de acordo com as instrues a seguir.
Instrues: A palavra ser soletrada, mas no
sero ditas as vogais. No lugar delas, o aluno
dever dizer TCHAN se a vogal for A; TCHEN se
a vogal for E e assim por diante. Exemplos:
palavra escolhida: ocupaes, tarefa oral do
aluno: TCHON, C, TCHUN, P, TCHAN, ,
TCHON, TCHEN, S. Palavra escolhida: chefe,
tarefa do aluno: C, H, TCHEN, F, TCHEN.
3. A seguir, perguntar a outro aluno qual foi a
palavra lida. Se errar, ser o prximo a soletrar
uma nova palavra. Se acertar, escolher
um aluno para soletrar e outro para adivinhar
a nova palavra. E assim por diante.
Descrio da atividade 4. Se quiser aumentar a dificuldade, pedir ao soletrador
que escreva a forma como dever dizer
a palavra e, assim, ampliar a velocidade
do falar.
5. O jogo pode ser modificado para reconhecimento
das consoantes. Basta escolher duas ou
trs letras (R, S, N, por exemplo) e mudar a
forma de soletrar: TRAN, TSAN, TNAN).
Exemplo: palavra escolhida do texto: participantes,
tarefa do aluno: P, A, TRAN, T, I, C, I,
P, A, TNAN, T, E, TSAN.
Atividade P Jogos de alfabetizao: reconhecimento das vogais
Resultados esperados: Estimular, pela atividade
ldica, a observao sobre a grafia dos
vocbulos.
13
Te x t o
Objetivos
 Reconhecer as vogais de uma palavra; desenvolver
a oralidade.
Introduo
 importante que os alunos reconheam as vogais
em uma palavra. O jogo, a seguir, trabalha a
competncia dos alunos no reconhecimento das
vogais, permitindo sua variao com as consoantes
tambm.
Tempo sugerido: 1 hora
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  55
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56  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Cincias Nvel I e II
1. Pea aos alunos para trazerem rtulos de
leos vegetais, margarinas, gordura vegetal e
azeite de oliva.
2. Os alunos devem construir uma tabela, contendo
as seguintes informaes: nome do leo,
origem (soja, algodo, etc.), contedo energtico
e composio.
3. Identifique com os alunos as principais semelhanas
entre os rtulos de diferentes produtos
e se h alguma diferena significativa entre
os leos analisados.
5. Pea aos alunos para informarem qual foi a
utilizao dos produtos associados a cada rtulo,
buscando identificar se eles diferem em
seu uso domstico ou comercial.
Descrio da atividade
Atividade P leos e azeites
14
Te x t o
Objetivos
 Identificar as diferentes fontes de leos utilizados
em nossa cozinha.
 Reconhecer a importncia e o valor nutricional
dos leos vegetais.
Introduo
O texto traz receitas de pratos tpicos de algumas
regies do pas, que envolvem o uso de ingredientes,
como o azeite de dend. D-se o nome
de leo vegetal  gordura que  lquida  temperatura
ambiente. Ele prov cidos graxos essenciais
pra a formao e manuteno das membranas
das clulas, para a produo de hormnios de
crescimento e sexuais, alm de absorver vitaminas
que se dissolvem apenas em gordura, como
A, D, E e K. Gorduras de origem vegetal possuem
uma estrutura que dificulta o seu empacotamento,
sendo por isso lquidas. J as gorduras de
origem animal so intrinsecamente propensas ao
empacotamento, o que as tornam slidas. Elementos
qumicas que dificultam o empacotamento
dos leos e os tornam lquidos so muito importantes
para a nossa sade, pois so
matria-prima para a produo de substncias
que do sensao de bem-estar e auxiliam na cicatrizao
e cura de processos inflamatrios,
alm de serem controlarem os nveis de colesterol,
entre outros. As plantas que fornecem leo
para a nossa alimentao so: coco; azeitona 
azeite-de-oliva; palma  azeite de dend; colza 
leo de canola; soja e girassol.
Contexto no mundo do trabalho: A indstria alimentcia
e a sade.
Resultados esperados: Identificar as diferentes
fontes de leos utilizados em nossa cozinha.
Reconhecer a importncia e o valor nutricional
dos leos vegetais.
Dicas do Professor: leos e gorduras podem sofrer decomposio
quando expostos  luz solar, ao ar e  ao
do calor. Recomenda-se que eles sejam armazenados ao
abrigo da luz e em local fresco, preferencialmente em embalagem
opaca, a fim de reduzir o aparecimento de acidez
e sabor ranoso. Quando leos so aquecidos a elevadas
temperaturas, como na fritura, transformaes qumicas
acontecem e do origem a substncias nocivas. Assim, recomenda-
se que eles no sejam aquecidos a temperaturas
acima de 180C e substitudos ou renovados com
freqncia, antes que apaream alteraes como cor escura
e cheiro desagradvel.
Materiais indicados:
P embalagens de leos
vegetais, margarinas,
gordura vegetal e azeite.
Tempo sugerido: 1 hora
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rea: Educao e Trabalho Nvel I e II
1. Pea a cada aluno para escrever uma receita.
queles que no souberem, pea que descrevam
como fritar um ovo.
2. Junto com eles, leia as receitas do texto e
questione-os sobre: a) o material utilizado; b)
o processo de trabalho; c) o conhecimento
necessrio; d) o produto e sua finalidade. (O
objetivo  que eles possam observar a ao
dos seres humanos transformando a natureza
por meio do trabalho, a fim de responder a
uma necessidade especfica: comer).
3. Pea que identifiquem em suas receitas elementos
da natureza e do processo de trabalho.
4. Apresente a eles receitas de outros pases cuja
culinria seja bastante diferente.
5. Problematize sobre as diferentes formas sociais
e culturais de responder  necessidade de
comer.
Descrio da atividade 6. Solicite a elaborao de um painel de fotografias
com o tema: Comida: fruto do trabalho
e expresso das relaes sociais e culturais.
Materiais indicados:
P revistas e jornais;
cartolinas e papis
coloridos.
Tempo sugerido: 6 horas
(dois encontros)
Atividade P A fome  natureza. Comida  cultura e trabalho
Resultados esperados: Reflexo sobre a forma
como os seres humanos, por meio do trabalho,
respondem s necessidades impostas pela
natureza, produzindo-se social e culturalmente.
14
Te x t o
Objetivos
 Perceber que os seres humanos respondem s
necessidades impostas pela natureza por meio
do trabalho, produzindo-se social e culturalmente.
Introduo
A partir das receitas apresentadas e de tantas
outras que seus alunos e alunas devem conhecer,
podemos iniciar uma discusso sobre nossa
condio humana. Como seres humanos, somos
marcados pela natureza: no escolhemos sentir
ou no necessidade de comer ou beber. No entanto,
a forma como respondemos a essas necessidades
 que define a nossa condio, no apenas
como seres da natureza, mas sujeitos sociais
que produzem historicamente formas diferenciadas
de responder s necessidades. Essas necessidades
so respondidas por meio do trabalho,
por meio do qual, ao mesmo tempo, os seres humanos
transformam a natureza e a si prprios.
Por isso, no  suficiente falar em natureza humana,
pois produzimos a prpria vida nas relaes
recheadas de histria e de cultura. Organizamos
e atribumos nomes, sentidos, gostos,
cheiros e tantas outras sensaes s nossas experincias.
Assim, a comida feita a partir das receitas
apresentadas contm natureza, trabalho e
cultura como ingredientes.
Dicas do Professor: livros  Convite  filosofia, de Marilena
Chau; Filosofando: Introduo  filosofia, de Maria
Lucia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins.
filme  Ilha das Flores, de Jorge Furtado; msica  Comida,
dos Tits.
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  57
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58  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Geografia Nvel I e II
1. Dividir a turma em grupos. Cada grupo ficar
encarregado de estudar uma regio do Brasil
por meio de uma receita de comida. Grupo 1:
manioba (regio Norte); Grupo 2: acaraj
(regio Nordeste); Grupo 3: pamonhada
(regio Centro-Oeste); Grupo 4: virado  paulista
(regio Sudeste); Grupo 5: siri no bafo
(regio Sul).
2. Levar para a sala de aula, um mapa do Brasil,
dividido em regies e livros didticos de
Geografia. Localizar as regies e os estados
no mapa.
3. Cada grupo dever escolher um texto, ler e interpretar
a receita; procurar o significado das
palavras desconhecidas. Destacar: os produtos
de origem vegetal, agrcolas, usados na receita;
os de origem animal; os produtos in natura
e os industrializados. Procurar saber se os ingredientes
so tpicos da prpria regio ou se
vm de outras.
4. Em seguida, buscar conhecer quais so as principais
produes econmicas da regio: dados
sobre economia, populao, indicadores so-
Descrio da atividade
ciais; origem das comidas analisadas, costumes
e tradies da regio.
5. Montar um painel com imagens, frases, desenhos
e apresentar a regio e a comida tpica.
6. Apresentar oralmente para a turma e afixar o
painel na parede. Se for possvel, apreciar um
dos pratos em sala de aula.
Atividade P As regies do Brasil
14
Te x t o
Objetivos
 Caracterizar os aspectos sociogeogrficos e culturais
das regies brasileiras.
 Reconhecer e respeitar a diversidade cultural
do nosso pas.
Introduo
O estudo da Geografia, durante muito tempo,
privilegiou os aspectos naturais e humanos, descolados
da compreenso scio-histrica e cultural.
Assim, o decoreba de fatos e dados era a
principal metodologia de ensino empregada. As
mudanas operadas na pesquisa acadmica e no
ensino de Geografia, no sculo XX, possibilitam,
hoje, a partir de qualquer tema e material, analisar
diferentes dimenses do espao geogrfico,
reconhecer e caracterizar a paisagem, a populao,
seus costumes e suas relaes, sem determinismos
e ortodoxias. Assim, as receitas de comidas
tpicas de cada regio proporcionam o
desenvolvimento de forma crtica e criativa, de
situaes de ensino e aprendizagem em diferentes
reas do conhecimento. Tambm permitem
desenvolver atitudes de respeito, e valorizao
das diversas manifestaes da nossa cultura.
Resultados esperados:
a) Atravs do estudo de hbitos alimentares, caracterizar
os aspectos sociogeogrficos e culturais
das regies brasileiras.
b) Reconhecer e respeitar a diversidade cultural
do nosso pas. Produo de um painel coletivo.
Dicas do Professor: No site do MEC h uma listagem
dos livros recomendados: www.mec.gov.br. No site do
IBGE encontram-se dados atualizados das regies:
www.ibge.gov.br.
Materiais indicados:
P mapa do Brasil em
regies, livros didticos,
papel, cola, revistas,
fotografias, imagens.
Tempo sugerido: 2 horas
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rea: Geografia Nvel I e II 14
Te x t o
1. Ler as receitas de diferentes lugares do Brasil.
Debater quem conhece uma ou outra, seus ingredientes
e modos de fazer.
2. Questionar os alunos a respeito das comidas
de que mais gostam, das que no comem mais
e sentem saudade, das que marcam suas memrias
por algum motivo.
3. Fazer uma lista dessas comidas, identificando
sua procedncia, de que regio brasileira so
caractersticas e por que fazem parte de suas
memrias. Propor uma pesquisa das receitas
dessas comidas.
4. Pesquisar receitas tpicas de outras regies
brasileiras que no foram contempladas nas
memrias dos alunos.
5. Discutir as receitas, os ingredientes e suas origens,
os modos de fazer.
6. Propor a organizao de um livrinho, no qual
cada regio brasileira esteja representada por
pelo menos uma receita.
7. Essas receitas podem ser acompanhadas das
Descrio da atividade memrias de vida dos alunos, da indicao do
que delas se recordam, do relato dessa lembrana
ou de uma pequena histria do prato
ou de um de seus ingredientes.
Atividade P Identidade alimentar
Objetivos
 O objetivo  refletir como a alimentao estabelece
vnculos de identidade regional.
Introduo
Quem no tem na memria um alimento e sua
relao com o lugar, a casa, a ocasio, a famlia,
a regio e mesmo o pas? Os cariocas comem feijo-
preto e os paulistas feijo-carioca. Os gachos
aconchegam-se com o chimarro, enquanto
os nordestinos saboreiam seus sorvetes de fruta
(graviola, mangaba, umbu, caj...). As comidas
so culturais e refletem elementos repletos de
histrias de muito tempo. Enquanto a tapioca
conta das tradies indgenas dos beijus, a predominncia
do po francs, feito de trigo, expressa
hbitos herdados dos europeus desde a
dominao colonial. Estudar comida e trocar receitas
pode assumir uma dimenso de estudos
culturais e geogrficos.
Resultados esperados: Refletir sobre como a
alimentao estabelece vnculos de identidade
regional.
Dicas do Professor: livro  Histria da alimentao no
Brasil, de Lus da Cmara Cascudo (Itatiaia/EDUSP).
Tempo sugerido: 4 horas
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  59
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60  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II 14
Te x t o
1. Comece pedindo aos alunos que montem um
cardpio tpico de um brasileiro (caf-da-manh,
almoo e jantar). Fale dos tipos de comida
que os brasileiros de um modo geral consomem.
Apresente o estilo norte-americano de
se alimentar. Caf-da-manh: panquecas (doces,
massa diferente da panqueca no Brasil),
ovos mexidos com pedaos de bacon, torradas,
cereais com leite e achocolatados.  considerada
a refeio mais importante do dia. Almoo:
um sanduche. Restaurantes fast-food e bancas
de cachorro quente costumam fazer muito
sucesso, principalmente em cidades grandes.
Jantar: janta-se fora ou compra-se comida
pronta. No  comum cozinhar, a no ser em
pocas de corte de gastos e, mesmo assim, a
tendncia  a compra de congelados para microondas.
Comidas tpicas americanas incluem:
Cole-slaw  salada de repolho com um molho especial
 base de mostarda; Caesar Salad  salada
de alface americana e alface romana com molho
 base de maionese, com queijo parmeso
ralado e croutons (cubinhos torrados de po);
Macaroni with cheese  macarro tipo noodles
(pequenas trouxinhas) com queijo derretido;
Fried chicken  pedaos de frango empanados;
Peanut Butter  pasta de amendoim; Apple Pie 
torta de ma com canela (deve ser servida
quente); Brownies  bolo de chocolate recheado
com calda de chocolate e nozes; Cookies 
biscoitos de nozes e gordura vegetal com gotas
Descrio da atividade de chocolate. Receita: Panquecas americanas:
500 ml de farinha de trigo (use um medidor de
lquidos para medir), 250 ml de leite, 70 ml de
acar, 2 ovos, 1/2 colher de sopa de sal, 3 colheres
de sopa de fermento instantneo, leo de
soja para fritar. Misture todos os ingredientes.
Misture bem, mas sem bater. Coloque leo numa
frigideira (o suficiente para molhar o
fundo). Coloque um pouco da massa na
frigideira, formando um crculo. Quando as
bordas comearem a dourar e houver bolhas
na superfcie da massa, pode virar a panqueca.
Doure o outro lado e passe para um prato. No
prato, coloque um pouco de manteiga, canela
e mel, ou gelia. Est pronta para servir.
2. Solicite aos alunos que pesquisem outras receitas
dos Estados Unidos e da Inglaterra.
Atividade P Typical food
Objetivos
 Familiarizar os alunos com alguns pratos tpicos
e hbitos alimentares dos norte-americanos.
Introduo
O texto traz receitas de pratos tpicos da cultura
brasileira. Trata-se de uma boa oportunidade
para discutir com os alunos as diferenas culturais
expressas na culinria de cada pas.
Resultado esperado: Aumentar a conscincia
dos alunos sobre as diferenas culturais que se
refletem na alimentao.
Dicas do Professor: Se possvel, combine com os alunos
para fazer as panquecas e com-las em grupo.
Tempo sugerido: 60 a 70 minutos
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rea: Matemtica Nvel I
Proponha aos alunos as seguintes questes:
1. Calculem quantos siris so necessrios para
servir uma dzia e meia de pessoas, sendo que
1/3 consome 3 pores e as demais consomem
2 pores. Como referncia, usem a receita
indicada no texto.
2. Encontrem a metade dos ingredientes da pamonhada,
exceto o sal.
3. Determinem o aumento da quantidade de ingredientes
de virado  paulista, para 3 dzias
de pores.
4. Divida a turma em 5 ou 10 grupos. Solicite que
cada grupo trabalhe com a receita de uma regio
e elabore uma tabela conforme o modelo:
Receita: Acaraj
5. Solicite que troquem as tabelas e corrijam entre
si.
6. Conferir os resultados, aproveitando para revisar
conceitos e operaes com fraes.
Descrio da atividade
Atividade P Cultura e alimentao
14
Te x t o
Objetivos
 Abordar aspectos culturais relacionados a receitas
tpicas.
 Realizar clculos que envolvam conceitos matemticos
em uma receita.
Introduo
Alm da necessidade biolgica, comum a todos os
seres humanos, a alimentao mostra a variedade
cultural dos povos. Muito da alimentao de
diferentes povos tem a ver com valores simblicos
que so produzidos por suas culturas em determinados
tempos e espaos. O aspecto nutricional,
muitas vezes, no  o fator preponderante da escolha
alimentar, por exemplo, o leite de vaca,
Contexto no mundo do trabalho: A necessidade de alimentao
e de abrigo est na origem do trabalho humano
e, portanto, de toda a construo cultural e social. Saber
interpretar e calcular receitas conforme a necessidade 
habilidade cultural importante.
Resultados esperados:
a) Identificar aspectos culturais relacionados  alimentao
humana.
b) Efetuar operaes matemticas que envolvam:
dzia, meia dzia, multiplicao, diviso, frao
e regra de trs.
Dicas do Professor: filme  O tempero da vida, de Tasso
Boulmetis.
Tempo sugerido: 2 horas
considerado um alimento com alto teor nutritivo,
em alguns povos,  desprezado. Outro aspecto a
destacar  que h um padro de cultura no servir
a comida, e no uso dos utenslios, na forma de
preparar uma refeio e uma receita, por pessoas
de diferentes nacionalidades. A religiosidade 
outro aspecto cultural que influencia os hbitos
alimentares.
INGREDIENTE
feijo
cebola
alho
leo
sal
QUANTIDADE
ORIGINAL
1/2 quilo
1 unidade
3 dentes
suficiente
para fritar
a gosto
MEIA RECEITA
250 g
1/2 unidade
1/2 dentes
suficiente
para fritar
a gosto
RECEITA
DOBRADA
1 quilo
2 unidade
6 dentes
suficiente
para fritar
a gosto
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  61
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62  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I
Divida a turma em cinco grupos. Cada grupo representar
uma das regies cuja receita compe
o texto. O grupo deve:
a) Localizar a regio correspondente no mapa.
b) Calcular a quantidade de ingredientes que seria
suficiente para preparar a receita selecionada
para toda a turma. Destaque e oriente o uso
dos conceitos de razo e proporo (atravs
da regra de trs), para calcular as quantidades
de ingredientes necessrios para elaborar a receita
para todos os alunos. Poder ser elaborada
uma tabela com a seguinte estrutura:
Descrio da atividade c) Calcular o custo total da receita para a turma.
(Se algum ingrediente no existir na regio ou
no for conhecido pelo grupo, os alunos podem
fazer uma estimativa do seu preo no local
de origem).
Atividade P Receita na medida certa
Resultados esperados: Adaptar receitas s
quantidades proporcionais ao nmero de alunos
da turma.
14
Te x t o
Objetivos
 Aplicar o conceito de razo e proporo na elaborao
de uma receita.
Introduo
A culinria brasileira, fruto do trabalho e da cultura
de diferentes povos,  variada e rica. Preparar
um alimento seguindo uma receita exige
alguns saberes: razo e proporo, medidas de
massa e lquidos, alm,  claro, das ervas e temperos.
So saberes que permeiam um trabalho
corriqueiro que as cozinheiras aplicam, na maioria
das vezes, sem saber que sabem.
INGREDIENTE
feijo
cebola
alho
leo
sal
QUANTIDADE
ORIGINAL
1/2 quilo
1 unidade
3 dentes
suficiente
para fritar
a gosto
NOVA
QUANTIDADE
suficiente
para fritar
a gosto
Total
CUSTO
Tempo sugerido: 2 horas
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rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler as receitas com os alunos. Verificar quais
conhecem e quais desconhecem. Quem j saboreou
as receitas pode comentar o que achou.
Se algum souber fazer uma delas, pode-se solicitar
 classe os ingredientes e, num dia especial,
prov-la, num jantar coletivo.
2. Mostrar que as receitas so textos instrucionais,
que precisam ser cuidadosamente ordenados,
para evitar erros na execuo da
tarefa.
3. Ler com os alunos, na ntegra, o texto Feijoada
 minha moda, de Vincius de Moraes (facilmente
encontrado na Internet). Estes so alguns
fragmentos: Feijoada  Minha Moda
(Melhor do que nunca!) este poeta/ Segundo
manda a boa tica/ Envia-lhe a receita (potica)/
De sua feijoada completa. Em ateno ao
adiantado/ Da hora em que abrimos o olho/
O feijo deve, j catado/ Nos esperar, feliz, de
molho/ E a cozinheira, por respeito/  nossa
mestria na arte/ J deve ter tacado peito E
preparado e posto  parte/ Os elementos componentes/
De um saboroso refogado/ Tais: cebolas,
tomates, dentes/ De alho  e o que
mais for azado.
4. Ler, tambm, a receita de Vatap, criada por
Dorival Caymmy: Quem quiser vatap, que
procure fazer. Primeiro o fub, depois o dend,
procure uma nega baiana. Que saiba mexer
(tambm facilmente encontrvel na Internet).
Descrio da atividade 5. Pedir aos alunos que, como fizeram Vincius e
Caymmi, criem uma receita potica a partir
das receitas lidas ou outras,  vontade.
6. Num segundo momento, pedir que criem receitas
para formar um bom cidado, um excelente
presidente de empresa, etc.
Atividade P Receita potica
Resultados esperados: Ampliao da capacidade
de escrever textos em diversos registros e
gneros.
14
Te x t o
Objetivos
 Transformar texto instrucional em poema.
Introduo
Voc sabe a receita para formar um pssimo
cidado? Quantas xcaras de desrespeito so
necessrias? Quantos gramas de preconceito?
Quantas colheres de m educao?
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  63
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64  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
1. Formar grupos de 4 pessoas.
2. Ler e analisar o texto tentando responder s
perguntas feitas pelo autor.
3. De acordo com as caractersticas de seu
teatro, o grupo dever dar vida ao texto, escolhendo
pelo menos dois elementos para
criar uma cena de teatro pico.
4. Apresentar a cena.
5. Discutir o exerccio, levando em considerao
o impacto causado no pblico.
Descrio da atividade
Atividade P Cena pica
15
Te x t o
Objetivos
 Criar uma cena de teatro pico.
Introduo
Bertolt Brecht, um dos maiores autores do sculo
XX, no  conhecido apenas pelos textos que escreveu,
mas por ter criado um outro jeito de interpretar
e de se comunicar com o pblico. O incio do
sculo XX  marcado por grandes avanos na cena
teatral. Antes de Brecht e de Stanislavski, o teatro
levava em considerao muito mais as interpretaes
isoladas do que o espetculo como um todo
e as relaes entre as personagens ou entre essas e
o pblico. Stanislavski props um trabalho de ator
voltado  pesquisa de objetivos e motivaes pessoais
da personagem ao dizer ou fazer qualquer
coisa em cena. Volta os olhos do ator para a cena e
para tudo o que acontece dentro dela. Ele quer um
ator envolvido com a sua ao, com as outras personagens
e no vido para expor suas habilidades
artsticas para o pblico de maneira independente.
O espetculo para ele deve se assemelhar  realidade
de tal forma que o pblico acredite naquilo
que v na cena. Brecht, por sua vez, estar preocupado
com a perspectiva histrica e social e no
com os aspectos individuais. O indivduo ser apenas
uma pea de uma engrenagem maior. Ele quer
um ator crtico, capaz de trazer em sua interpretao
tambm o seu posicionamento quanto  personagem
e ao autor. Ele no quer um pblico envolvido
na iluso do teatro. Suas encenaes
buscam despertar o esprito crtico e o posicionamento
poltico do pblico. Para isso, ele buscar
criar na estrutura dos textos, na encenao e na interpretao
mecanismos que quebrem a iluso,
provocando estranhamento, atravs da utilizao
de: narrativa (da ser o seu teatro pico), msicas
como parte constitutiva do prprio texto (como
uma pera), maquiagem branca, gestos que caracterizam
estratos ou aes sociais em vez de caractersticas
individuais, direcionamento de trechos
diretamente ao pblico, coro e fbulas. Seus textos
tratam basicamente da explorao do homem pelo
homem.
Dicas do Professor: sites 
cliquemusic.uol.com.br/artistas/artistas.asp?Status=DISCO&
Nu_Disco=976
www.culturabrasil.pro.br/brecht.htm
pessoal.onda.com.br/charlesb/citacao/Bertold_Brecht.htm
www.apropucsp.org.br/revista/rcc01_r09.htm
educaterra.terra.com.br/voltaire/cultura/2006/09/07/000.htm Tempo sugerido: 2 horas
Resultados esperados:
a) Perceber que, alm de arte e lazer, o teatro
tambm possui uma funo social.
b) Considerar a possibilidade de o teatro tambm
provocar transformaes sociais.
c) Perceber diferenas entre vrios tipos de teatro.
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rea: Educao e Trabalho Nvel I e II
1. Em grupos, proponha que os alunos faam a
leitura do texto, identificando palavras ou
frases que desconheam. Com ajuda de dicionrios
e por meio de um debate, estimuleos
a construir seus significados.
2. Para uma melhor compreenso do texto, proponha
uma leitura em voz alta e, em seguida,
solicite que faam o exerccio de identificar
quem, de fato, construiu as grandes realizaes
citadas no texto:
a) Quem construiu a Tebas de sete portas, a
Babilnia vrias vezes destruda, a Muralha
da China, etc.?
b) Essas realizaes foram obras individuais
ou coletivas?
3. Em seguida, abra o debate perguntando o que
os alunos compreendem por produo cultural?
Solicite que cada aluno use a imaginao
Descrio da atividade e lembre-se de algo que tenha feito individual
e/ou coletivamente e que identifique como
um trabalho de produo cultural.
4. Pea que anotem em seu caderno e, em seguida,
leiam em voz alta para os demais.
Atividade P Trabalho e produo cultural
15
Te x t o
Objetivos
 Problematizar o conceito de cultura articulando-
o s diferentes concepes de mundo e s
formas pelas quais os seres humanos, por meio
do trabalho, estabelecem relaes com a natureza
e com outros seres humanos.
Introduo
Os meios de comunicao tentam cristalizar a
idia de que a cultura  apenas a indstria do
entretenimento, desassociando o papel do trabalho
humano como forma de expresso cultural.
Assim, de um lado, temos a indstria cultural
voltada para o mercado capitalista, e de
outro, a cultura que manifesta as formas como
um grupo transforma a natureza para produzir
seus meios de subsistncia, a forma como se d
a sua organizao social e produo artstica,
bem como as linguagens que utiliza para simbolizar
e se comunicar. Como nos diz Gramsci,
criar uma nova cultura no significa fazer individualmente
descobertas originais; significa
tambm, e sobretudo, difundir criticamente verdades
j descobertas, socializ-las por assim dizer;
transform-las, portanto, em base de aes
vitais, em elemento de coordenao e de ordem
intelectual e moral. O texto de Bertold Brecht
tambm suscita a necessidade de construir uma
histria em que os trabalhadores, com seu modo
de vida, sejam produtores da cultura e, ao mesmo
tempo, processo e produto de relaes polticas,
econmicas e sociais.
Resultados esperados: Perceber-se como produtor
de cultura.
Dicas do Professor: livro  Poltica educacional e indstria
cultural, de Brbara Freitag (Cortez). Sobre a srie Escola e
produo cultural, do programa Salto para o Futuro, da TV
Escola, veja
www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2001/epc/epc0.htm
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  65
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66  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Geografia Nvel I e II
1. Realizar a leitura coletiva do poema.
2. Destacar os casos em que a glria recai sobre
os lderes, e os liderados no so lembrados
no texto:
a. Tebas  pedreiros
b. Babilnia  pedreiros
c. Muralha da China  pedreiros
d. Roma  pedreiros
e. Bizncio  pedreiros
f. Atlntida  escravos
g. Derrota da ndia  soldados
h. Derrota dos Gauleses  soldados / cozinheiro
i. Guerra dos Sete Anos  soldados.
3. Questionar os alunos sobre a existncia real
dos trabalhadores nos casos acima.
4. Solicitar aos alunos que procurem resgatar outros
casos nas mesmas condies, mais especificamente,
aqui no Brasil.
5. Questionar ainda sobre quem so os verdadeiros
produtores das riquezas: so os reis,
Descrio da atividade rainhas, generais, chefes, presidentes, entre
outros, ou so os trabalhadores produzindo
coletivamente.
6. Anotar a sntese das concluses em cartazes
que sero expostos na sala de aula.
Atividade P A riqueza produzida por todos
15
Te x t o
Objetivos
 Possibilitar a reflexo sobre quem so os produtores
que geram as riquezas no mundo.
 Analisar o contar da histria sempre sob a tica
dos lderes e comandantes.
Introduo
Normalmente, conta-se a histria das glrias, dos
chefes, reis, imperadores, generais e presidentes.
Parece que os trabalhadores, escravos, serviais
no existem e nem participaram dela. A atividade
procura resgatar o valor daqueles annimos
que estiveram no front da guerra, nas construes,
no abastecimento de alimentos, nos
servios de sade e muitos outros que deram suporte
para que a histria realmente acontecesse.
Estes trabalhadores silenciosos so os que efetivamente
operaram os feitos histricos, que produziram
as bases, os bens necessrios ao desenvolvimento,
que deram seu suor e, muitas vezes,
sua vida, para que o motor da histria funcionasse.
Resultados esperados: Levar o aluno  reflexo
sobre a origem dos bens produzidos e
necessrios ao desenvolvimento social. Compreender
que a histria  o produto da ao de
um sem-nmero de agentes, normalmente ignorados
e tornados invisveis diante da glorificao
de seus lderes.
Dicas do Professor: Uma nova linha de pesquisa identifica
as pessoas invisveis na sociedade, ou seja, aquelas
que passam despercebidas pela funo que exercem, normalmente,
de baixa qualificao e renda, em trabalhos
desvalorizados socialmente. O site da Radiobrs aborda o
assunto em www.radiobras.gov.br/especiais/pessoasinvisiveis/
pessoasinvisiveis_capa.htm.
Tempo sugerido: 3 horas
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rea: Histria Nvel I
1. Ler o poema com o grupo de alunos. Reler em
voz alta. Situar os fatos e os personagens citados
no texto. Discutir o texto, focalizando as
questes: quem faz a Histria? Apenas os
grandes homens? E os trabalhadores?
2. A partir da discusso anterior, encaminhar a
seguinte proposio: Se todos ns fazemos
histria, por que nossa histria no  registrada?
Quem  voc? Qual o seu nome? Qual  a
sua histria? Quem somos ns? Para escrever
a Histria utilizamos diferentes registros?
Quais? (Textos, imagens, mapas, cartas, fotografias
etc.).
3. Motive os alunos a reunirem os registros de
sua histria de vida, suas lembranas, imagens,
fotos, objetos e documentos pessoais como
certido de nascimento e documento de
identidade (RG).
4. Histria de vida. Aps reunir os documentos,
motivar os alunos a escreverem sua autobiografia.
Ressalte a importncia de registrar o
Descrio da atividade nome, a data e o local de nascimento, sua
descendncia, o jeito de ser e viver de cada um,
as mudanas e as permanncias, os acontecimentos
que mais marcaram sua vida. Aps a
produo escrita, aqueles que quiserem, podero
ler e divulgar seus textos, podendo fixlos
na sala em um varal com o ttulo: Tantas
Histrias!
Materiais indicados:
P materiais diversos
trazidos pelos alunos.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Quem so os sujeitos da Histria?
Resultados esperados: Refletir sobre o que 
Histria, quem a faz e se reconhecer como sujeito
dessa Histria. Produo de textos a partir
da histria de vida de cada um.
15
Te x t o
Objetivos
 Discutir o que  Histria, quem faz a Histria e
a importncia da Histria para a nossa vida.
Introduo
Todos ns fazemos histria, mas nem todos pensam
assim, nem todos se consideram sujeitos da
Histria. Quantas vezes ouvimos dos nossos alunos
que ns no fazemos Histria e, sim, personagens
como Princesa Isabel, D. Pedro, etc. Esta noo de
Histria que privilegia datas, fatos e heris foi amplamente
difundida entre ns, e marca nossas
concepes. O poema de Bertold Brecht nos instiga
a questionar quem so os sujeitos, o que  histria,
como ela  escrita, por quem ela  produzida? Assim,
o texto constitui excelente material para, a
partir dele, estimular o auto-conhecimento, a expresso
oral e escrita da histria individual e coletiva,
a compreenso da histria como uma construo
e no uma verdade absoluta. A Histria,
como sabemos, estuda aquilo que os homens, mulheres
e crianas fazem durante sua vida, nos diferentes
lugares e tempos. Por meio de diversos registros
 possvel escrever a nossa prpria histria,
do nosso grupo, do Brasil e do mundo. A Histria
nos ajuda a compreender quem somos, o nosso
mundo, para que possamos viver melhor e transform-
lo!
Dicas do Professor: canes  Futuros Amantes, de Chico
Buarque e O quereres, de Caetano Veloso. Consultar outras
atividades na Revista de Histria da Biblioteca Nacional,
site: www.revistadehistoria.com.br.
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  67
15CP09 TX15P3.qxd 18.01.07 19:25 Page 67
68  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
1. Escreva no quadro as seguintes frases: Isso 
mamo com acar/ Dar com os burros
ngua/ Ele  p frio/ Ela  burra como
uma porta.
2. Pea aos alunos para explicarem o significado
dessas expresses. Diga a eles que todas as lnguas
possuem expresses idiomticas que no
podem ser entendidas literalmente. Isso significa
que, quando falamos outra lngua, no
podemos fazer uma traduo ao p da letra,
porque ela no far o menor sentido para a
pessoa de outra cultura. Por exemplo: mamo
com acar significa muito fcil. Essa expresso
em ingls  piece of cake, que em
portugus literal seria pedao de bolo.
3. Veja a seguir algumas expresses em ingls:
24/7 (twenty four seven)  24 horas por dia. Airhead
 cabea de vento. Big mouth  linguarudo.
Couch potato  pessoa preguiosa que no
se exercita, s v TV. Nerd  pessoa muito estudiosa,
normalmente sem muitos amigos. Surf
the web  acessar a Internet. Go bananas  enlouquecer.
Chick  garota bonita, gata. Butterflies
in the stomach  ansioso(a), nervoso(a).
Egghead  pessoa intelectual, inteligente, que
pensa bastante. Apple polisher  puxa-saco.
Junk food  comida sem valor nutricional (do-
Descrio da atividade ces, frituras, etc.). Fall in love  apaixonar-se.
To rain cats and dogs  chover muito. To learn by
heart  decorar, memorizar. Hard up  duro,
sem dinheiro. Sweet tooth  pessoa que gosta
muito de doces.
4. Separe as expresses de seus significados e
pea aos alunos que formem duplas. Cada dupla
deve receber um kit com todas as expresses
e todos os significados.
5. As duplas devero discutir e formar os pares
corretos.
6. Depois que todos terminarem, confira as respostas
corretas e pea aos alunos que copiem
a lista (ou distribua cpias do vocabulrio
para cada um).
Atividade P Chat
16
Te x t o
Objetivos
 Ensinar algumas grias e expresses em ingls.
Introduo
O texto fala da febre por dicionrios e seu nvel
de especificidade, principalmente no tocante s
figuras de expresso, grias, etc. Disso resulta a
necessidade de apresentar algumas expresses
idiomticas para o aluno.
Resultado esperado: Memorizar algumas expresses
idiomticas em ingls.
Tempo sugerido: 1 hora
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Caderno do professor / Cultura e Trabalho  69
rea: Artes Nvel I e II
1. Individualmente, o aluno dever sublinhar no
texto os trechos que mais chamaram a sua
ateno.
2. Escolher dentre os trechos sublinhados um
para transform-lo em uma cena.
3. O trecho escolhido ser analisado segundo as
aes e sentimentos que o compem.
4. Elaborar uma lista segundo a ordem de movimentos
necessrios para realizar cada uma
das aes presentes no trecho.
5. Escolher uma palavra ou pequena frase para
articular com a movimentao de cena.
6. Ensaiar a cena, levando em considerao a
possibilidade de repetio de alguma das
aes.
7. Apresentar.
8. Discusso final tendo por foco a pesquisa de
movimentos.
Descrio da atividade
Atividade P Dana-Teatro
17
Te x t o
Objetivos
 Pesquisar movimentos para a criao de cena.
 Criar uma cena de dana-teatro.
Introduo
Se a dana, convencionalmente,  caracterizada pelo
movimento acompanhado de msica e o teatro,
pela palavra e pela narrativa, a dana-teatro 
uma forma de arte baseada na combinao entre
eles. Ela utiliza desde o movimento cotidiano
(abrir uma porta, acender o fogo), at o abstrato,
em uma construo narrativa que pode ou no
ser acompanhada de msica. A repetio de um
movimento cotidiano, por exemplo, pode transformar
esse movimento em algo abstrato. O
bailarino de dana-teatro  algum que pensasente-
faz.  algum que sublinha uma combinao
de aes corporais com palavras, de forma
expressiva, porm no ilustrativa. Pina Bausch,
bailarina e coregrafa alem,  a grande representante
deste movimento.
Resultados esperados: Experimentar uma
nova forma de expresso artstica.
Dicas do Professor: sites 
www.unirio.br/opercevejoonline/7/artigos/4/
artigo4.htm
www.cianefernandes.pro.br/pinab.htm
www.conexaodanca.art.br/
Tempo sugerido: 1 hora e 30 min
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70  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Cincias Nvel I e II
Nem todos os tipos de terreno so apropriados
para a construo de audes. Terrenos cristalinos
possuem um impermeabilizante natural, que impede
a infiltrao da gua no solo. Este impermeabilizante
ser representado nesta atividade
pelo saco plstico.
1. Pea aos alunos que construam um aude artificial
em dois tipos de terrenos.
2. O primeiro terreno ser do tipo cristalino. Em
uma bacia, ser colocado um saco plstico, cobrindo
as bordas. Sobre o saco devem ser adicionadas
pedras grandes, mdias e pequenas e
uma pequena camada de areia.
3. O segundo terreno, do tipo sedimentar, ser
representado na segunda bacia. Repita nela a
montagem descrita no item 2, SEM a colocao
inicial do saco plstico.
4. Pea aos alunos que adicionem o mesmo volume
de gua s duas bacias.
Descrio da atividade 5. Solicite aos alunos que faam observaes sobre
o volume aparente de gua represado pelos
dois tipos de terreno, fazendo comparaes
com a construo de um aude no terreno semi-
rido nordestino.
Materiais indicados:
P bacias, areia, pedras, saco
plstico, gua.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P O aude
Resultados esperados: Reconhecer da importncia
dos audes para a populao do semirido.
Identificar de condies fsicas necessrias
para a construo de audes.
17
Te x t o
Objetivos
 Reconhecer a importncia dos audes para a
populao do semi-rido.
 Identificar condies fsicas necessrias para a
construo de audes.
Introduo
A dura realidade da seca nordestina, retratada
em Vidas Secas, em algumas regies pode ser
atenuada atravs da construo de audes. Na
regio semi-rida nordestina existem caractersticas
climticas e de solo, alm da presena de
um escudo cristalino, que favorecem a construo
de audes. Eles tm o objetivo de armazenar
gua no perodo chuvoso para que seja
utilizada posteriormente no perodo da seca.
Este armazenamento  possvel devido  presena
de solos rasos, isto , a rocha me est
praticamente  superfcie, propiciando que ocorra
um maior armazenamento de gua do que infiltrao
no solo. A gua acumulada nos audes 
utilizada para a produo de alimentos por meio
de irrigao, da agricultura de vazante e da piscicultura.
Os grandes audes geralmente so construdos
pelo governo, com o objetivo de fornecer
gua para uma regio, permitindo ainda o desenvolvimento
de atividades de produo de alimentos
pela populao. Como so muito grandes e
acumulam um enorme volume de gua, geralmente
no secam, mesmo com o uso contnuo de
suas guas.
Dicas do Professor: Especialistas acreditam que os custos
e benefcios da construo de audes precisam ser
melhor avaliados. As respostas que se buscam so aquelas
relacionadas ao uso das guas: devem ser utilizadas
para produzir alimentos, mesmo podendo ser antecipada
a falta desse recurso em uma prxima estao seca ou
deve-se buscar a manuteno do aude pela preservao
de seu uso?
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rea: Geografia Nvel I e II
1. Promover a leitura do texto em sala de aula.
2. Identificar qual  o eixo central da histria.
3. Solicitar que os alunos destaquem no texto elementos
da paisagem que identifiquem em
qual lugar do Brasil se passa a histria.
4. Solicitar a associao desses elementos como
sendo parte de uma paisagem tpica do serto
do Nordeste.
5. A partir da caracterizao do local, descrever
as condies sociais em que a cena se passa.
Buscar no texto elementos que justifiquem a
resposta.
Descrio da atividade
Atividade P Cabra marcado para viver
17
Te x t o
Objetivos
 Identificar onde se passa a histria narrada no
texto a partir das caractersticas do local e das
pessoas.
 Estudar as condies de vida do povo do serto
do Nordeste marcadas pela fome e misria.
Introduo
Termos como cabras para se referir a pessoas,
deitar em rede, sol escaldante, audes, juazeiro,
farinha, dentre outros so caractersticas do
serto do Nordeste brasileiro. A partir da apresentao
dos elementos da paisagem no decorrer
da narrativa,  possvel identificar o local.
Contexto no mundo do trabalho: Os retirantes que
vagam pelo meio do serto em busca de gua e comida
so marcantes no espao do serto nordestino. O latifndio
e as dificuldades em produzir e escoar a produo
acabam por expulsar grandes levas de camponeses de
suas terras, gerando o xodo rural e agravando o desemprego
urbano.
Resultados esperados:
a) Identificar o local onde se passa a trama a partir
dos elementos da paisagem, associando-os
ao domnio morfo-climtico do serto do
Nordeste.
b) Refletir sobre a questo da fome e sua influncia
na atitude das pessoas.
Dicas do Professor: sites  IBGE
(http://www.ibge.gov.br/home/default.php)  Dados estatsticos
esto disponveis e servem de referncia para
uma melhor compreenso dos problemas que afligem o
serto do Nordeste.
Tempo sugerido: 2 horas
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  71
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72  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Portugus Nvel II
Ler o texto com os alunos e acentuar as caractersticas
dramticas obtidas pela descrio e
narrao das cenas. Discutir o texto: quem  o
autor, em que poca o texto foi escrito, quando
foi editado e por quem, quem so as personagens
principais, que problemas enfrentam, como se
desenvolve o enredo, que temas abordam, entre
outras questes.
1. D noes gerais de teatro: pergunte aos
alunos como seria o cenrio em que as aes se
do. Como fariam para reproduzi-la em um espao
como a sala de aula? Informar que essa 
uma atribuio do cenografista. Haveria msica
de fundo? De que tipo? Haveria rudos? Essa
seria a funo do sonoplasta. Como os
atores se vestiriam? Essa seria a ao do figurinista.
A luz seria normal ou ganharia tons
diferenciados para cada personagem? Essa  a
atribuio do iluminador. Como ficariam os
atores no espao cnico? De p? Em semicrculo?
Ressaltar que esse  o papel do diretor.
2. Escolha alunos para representarem as diversas
personagens. Pea aos alunos que leiam o texto
e, durante a leitura, imaginem como as cenas
se realizariam num palco (cenrio, luz, figurino,
msica...).
Descrio da atividade 3. Verificar se h interesse da sala em montar
o texto. Em caso positivo, escolha os atores e
os auxiliares tcnicos. Designe um diretor
para conduzir os ensaios.
4. Pea a um grupo que confeccione os convites
para a pea, com ilustraes ligadas ao tema
da encenao. Pea-lhes que faam rigorosa
reviso do texto.
5. Pea a outro grupo que confeccione cartazes
para serem espalhados na escola. O importante
 aguar a curiosidade do eventual pblico.
Atividade P Teatro em sala de aula
17
Te x t o
Objetivos
 Estimular a criatividade, o interesse e o esprito
crtico; incentivar a leitura, a expresso oral
e a integrao da classe.
Introduo
Voc j pensou em representar? Ou prefere criar
cenrios ou figurinos para uma pea de teatro?
Gostaria de dirigir atores? Iluminar? H espao
para esses trabalhadores no mundo mgico do
teatro.
Resultados esperados: Ampliar a capacidade
de exprimir-se oralmente e por escrito.
Dicas do Professor: livro  Dicionrio de Teatro, de Luiz
Paulo Vasconcelos.
Tempo sugerido: 10 horas
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Caderno do professor / Cultura e Trabalho  73
rea: Artes Nvel I e II
1. Reler o texto e discutir a diferena entre cultura
popular e cultura popularizada.
2. Cada aluno dever propor um tipo de programa
que gostaria de assistir na TV ou ouvir no
rdio, mas que nunca foi realizado.
3. A classe dever escolher trs programas diferentes
e dividir-se em trs grupos para a produo
dos programas escolhidos (um por
grupo).
4. Cada programa dever ter um editorial que
defina a escolha e a proposta apresentada.
5. Os grupos devero apresentar programas de
15 minutos no mximo.
6. Discusso da atividade.
Descrio da atividade
Atividade P Cultura de massa: cultura popular?
18
Te x t o
Objetivos
 Criar um programa de TV ideal.
 Discutir sobre a participao ou no da cultura
popular nos veculos de comunicao de massa.
 Discutir a diferena entre o popular e o popularizado.
 Refletir sobre o que seria uma programao de
qualidade nas emissoras de TV.
Introduo
O texto selecionado nos fala da diferena entre a
cultura popular e a cultura popularizada. Apresenta
um quadro em que a deciso do que pode ou
deve ser visto e ouvido no parte daquele que
consome o produto apresentado, mas daquele
que detm o mercado cultural. Muito se ouve dizer
que a TV e o rdio so veculos democrticos e que
nos do opes bastante variadas, incluindo desligar.
No entanto, a qualidade do produto apresentado
 determinada pelo mercado, deixando de
levar em conta, muitas vezes, a questo cultural,
educacional e de informao. Por lei, as emissoras
deveriam oferecer mais de 30% de sua programao
para produes independentes e regionais.
Todavia, a TV aberta, por exemplo,  formada por
redes que produzem quase toda a programao.
No mximo, abrem espao para o jornalismo local
que dispe de tempo reduzido. Por que tornar homognea
uma programao sem levar em conta
trabalhos artsticos e culturais de uma regio? Por
que o movimento cultural do hip-hop, por exemplo,
est fora dos veculos de comunicao? Quais
os interesses das emissoras de comunicao de
massas? A quem representam?
Dicas do Professor: sites 
www.crmariocovas.sp.gov.br/com_a.php?t=002
www.bibliomed.com.br
Tempo sugerido: 2 horas
Resultados esperados:
a) Reconhecer a importncia do veculo de comunicao
de massa na formao cultural de
um povo.
b) Discutir e reconhecer a responsabilidade tica,
educacional e de informao dos veculos
de comunicao de massa.
c) Pensar nas opes oferecidas pelos veculos
e como o espectador pode interferir na continuidade
da programao.
d) Discutir a sua responsabilidade na transformao
da indstria cultural.
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74  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Pea aos alunos, individualmente, que escrevam
qual  o conceito que tm sobre cultura,
cultura popular e cultura de massas e em
seguida leiam o texto.
2. Aps a leitura, elabore com eles, os conceitos
de cultura. Pea que comparem os conceitos
construdos pela turma com os que elaboraram
individualmente.
3. Proponha aos alunos os seguintes temas para
um debate:
a) Cultura como mola propulsora da economia.
b) Cultura como fator de atrao de mo-deobra
qualificada.
c) Cultura como geradora de emprego e renda.
4. Pea aos alunos que, em grupos, escolham formas
artsticas de representar os temas debatidos
em uma exposio.
Descrio da atividade
Atividade P Cultura popular e de massas
18
Te x t o
Objetivos
 Conceituar cultura, cultura popular e de massas,
e compreender a cultura como fator gerador
de emprego e renda.
Introduo
No tabuleiro da baiana tem/Vatap, caruru,
mungunz, tem umbu. O que mais podemos encontrar
no tabuleiro da baiana? Cultura. Mas o
que  cultura? Cultura consiste nos valores de
um dado grupo de pessoas, nas normas que
seguem e nos bens materiais que criam. E cultura
popular? So as manifestaes festivas, as
tradies orais e religiosas de um povo, suas criaes,
a maneira como se organiza e se expressa,
o jeito de trabalhar, a maneira de falar, a msica,
as misturas que faz na religio, na culinria, nos
folguedos. A cultura popular tem suas razes nas
tradies, nos princpios, nos costumes, no modo
de ser de um determinado povo. Cultura de massa
, em nossos dias, conceito dos mais amplos,
abrangendo, muitas vezes, toda e qualquer manifestao
de atividades ditas populares. Do samba
 banda de rock, das telenovelas s revistas
em quadrinhos. Que relaes so possveis entre
cultura popular e cultura de massa? Que encontros
e combinaes de to distintas tradies so
praticados pelos brasileiros? Que criaes resultam
das tantas misturas culturais que o povo
brasileiro  capaz de fazer? Como a cultura popular
e de massa convivem? O trabalho como
cultura tambm pode ser considerado como popular
e de massa?
Resultado esperado: Realizar uma exposio
com os produtos dos trabalhos a partir dos temas
do debate.
Dicas do Professor: sites 
Brasil Cultura  www.brasilcultura.com.br 
www.forumculturalmundial.org
Projeto Cultura d Trabalho  www.reperiferia.com.br/datrabalho.
php;
msica  No tabuleiro da baiana, de Ari Barroso 
www.mpbnet.com.br/canto.brasileiro/bons.tempos/letras/
no_tabuleiro_da_baiana.htm
Tempo sugerido: 3 horas
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rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Aps a leitura do texto, pea aos alunos que
construam dois quadros, um com exemplos do
que eles apreenderam como cultura popular e
outro sobre cultura de massas.
2. Em seguida, pea que identifiquem expresses
culturais em sua cidade, seu estado, sua
regio, que definem como cultura popular ou
cultura de massa. Essas identificaes devem
gerar debate com alunos que podem divergir
dessas classificaes. A partir das argumentaes,
procure chegar a consenso, junto com
a classe.
3. H alunos ligados  produo de alguma expresso
cultural? Caso positivo, pea para
alguns deles contar sua experincia, identificando-
a como cultura de massas ou cultura
popular. E voc, professor, procure contribuir
Descrio da atividade relacionando essas experincias com outras
que antes no concebamos como cultura, ou
seja, cultura como fruto do trabalho.
Atividade P Cultura do povo ou cultura para o povo?
18
Te x t o
Objetivos
 Apreender os conceitos de cultura popular e
cultura de massa, identificando seus elementos
de reproduo e resistncia.
Introduo
A concepo de trabalho como mera reproduo
mecnica da vida humana contm a mesma
perspectiva ideolgica da concepo de cultura
da classe dominante. No capitalismo contemporneo,
configura-se uma realidade em que a
humanidade nunca disps de tanto avano das
foras produtivas, ao mesmo tempo que as relaes
sociais de excluso condenam a maioria
ao desemprego e ao subemprego. O texto que
voc acaba de ler apresenta conceitos construdos
por alguns autores que definem cultura popular
e cultura de massas, sendo esta ltima
apresentada como dirigida s maiorias, independentemente
de diferenas sociais, tnicas,
etrias, sexuais ou psicolgicas , e veiculada
pelos meios de comunicao de massa. Como
nos lembra Marilena Chau, no caso da cultura
popular, no foram os produtores dessa cultura
que a designaram como popular, mas sim os
membros da classe dominante para definir as
manifestaes das classes ditas subalternas.
Nossa tarefa  explorar esses conceitos centrais
e os contedos histricos dessas construes
conceituais, buscando compreender como em
nosso cotidiano nos relacionamos com esses
conceitos ora nos conformando, ora resistindo,
ora os modificando.
Resultados esperados: Identificar expresses
da cultura popular e cultura de massa,
existentes em sua cidade, seu estado e regio.
Dicas do Professor: livros  a) Conformismo e resistncia:
aspectos da cultura no Brasil, de Marilena Chau
(Brasiliense); b) O que  cultura popular, de Antonio Augusto
Arantes (Brasiliense); d) Aviso de incndio: uma leitura
das teses sobre o conceito de histria, de Michael Lwy
(Bontempo). Filme  Tapete vermelho, de Luis Alberto
Pereira; site: www.almanaquebrasil.com.br
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  75
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76  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Cincias Nvel I e II
1. Mostre como o ar fica menos denso ao ser
aquecido. Para isso, voc precisar de um copo,
uma vela (com menor altura que o copo),
fsforo, um prato fundo e gua.
a) Coloque a vela no prato fundo com gua.
b) Acenda a vela e depois de alguns instantes
cubra-a com o copo, de forma que o copo
atinja a parte com gua.
c) Passados alguns instantes a vela se apaga
(devido a total transformao do oxignio
em gs carbnico), a gua do prato  ento
sugada para dentro do copo.
d) No incio, a chama da vela expandiu o ar que
se encontrava no copo. Quando se apaga, o
ar esfria e volta a seu volume original (contrai-
se) e a gua ocupa a parcela do copo que
o ar expandido ocupava. Com isso, ilustra-se
que o ar se expande com o aquecimento,
Descrio da atividade
dentro do copo (e do corpo do balo).
e) Pea aos alunos que produzam um pequeno
texto relatando a experincia e expressando
com suas palavras o que concluram com ela.
Atividade P Por que os bales sobem?
19
Te x t o
Objetivos
 Discutir o funcionamento do balo de ar quente
das festas juninas.
 Discutir o efeito de aquecimento nos gases (expanso
trmica).
Introduo
Os bales de ar quente antigamente utilizados
nas festas juninas so aparatos muito simples e
fazem parte da cultura popular, mas so proibidos
por lei. Sua utilizao  muito perigosa pelo
fato de o fogo da mecha poder causar incndios.
O funcionamento do balo junino e de
esporte  semelhante. A mecha aquece o ar
apriosionado no corpo do balo, com isso, o ar
interno do balo se expande, tornando-se menos
denso que o ar externo ao balo. O resultado 
uma fora ascendente, que permite ao balo
subir. Esse efeito em que algo menos denso sofre
uma fora ascendente pode ser observado quando
tentamos misturar substncias como gua e
leo ou ao tentar afundar um pedao de isopor
na gua. Essa fora ascendente  chamada de
empuxo e age no sentido contrrio ao peso. A
diferena entre as situaes isopor/gua e
leo/gua e o balo  que, no caso do balo, a
mudana surge com o aquecimento e expanso
do ar.
Resultados esperados:
a) Entender o princpio de funcionamento do balo
junino.
b) Entender que o ar se expande ao ser aquecido.
c) Expressar suas concluses por escrito.
Dicas do Professor: Pesquisa sobre balonismo. Quem
so os profissionais que atuam nessa atividade? Quantos
so no Brasil? Quanto custa um balo utilizado nesse esporte?
Quem fabrica, etc.
Contexto no mundo do trabalho: O balo  um brinquedo
que, ao longo do tempo, teve aplicaes como objeto
religioso em algumas culturas e como aparato tecnolgico
em outras (como os dirigveis, bales utilizados
no transporte de pessoas e hoje na filmagem de eventos
esportivos).
Materiais indicados:
P vela, copo de vidro, fsforo,
prato e gua.
Tempo sugerido: 4 horas
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rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. Sugira aos alunos a realizao de uma feira
cultural, com abordagem de alguns temas
que possam retratar a cultura do Nordeste,
suas potencialidades tursticas e a gerao de
trabalho e renda que ocorre por meio da sua
economia e da sua cultura. A turma poder
ser dividida em grupos. Cada grupo ficar
responsvel por um tema. Esse tema dever
ser pesquisado e estudado pelos alunos durante
um perodo de 30 dias. O(a) professor(
a) acompanhar o desenvolvimento do
trabalho dos grupos esclarecendo as dvidas,
dando sugestes etc.
2. Sugestes de temas: a) Nordeste: setores da
economia de maior expresso; b) Nordeste:
principais manifestaes culturais; c) O Nordeste
e sua culinria; d) O artesanato nordestino;
e) O Nordeste e as festas juninas;
f) Potencialidades tursticas do Nordeste;
g) Empreendimentos econmicos solidrios
(cooperativas, grupos de produo, associaes
de produtores) envolvidos na preservao da
cultura do Nordeste e na sua economia.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P jornais com suplementos
de turismo sobre o
nordeste, prospectos
de agncias de turismo.
Tempo sugerido: 1 ms
Atividade P Cultura, turismo, economia e festas juninas
Resultados esperados: Ter, ao final da atividade,
mais elementos para conhecer melhor a
cultura do Nordeste, suas potencialidades tursticas
e a existncia de empreendimentos econmicos
solidrios que tm contribudo para a
economia da regio.
19
Te x t o
Objetivos
 Proporcionar aos alunos a oportunidade de
conhecer melhor a cultura do nordeste, sua potencialidade
turstica e alguns empreendimentos
econmicos solidrios que tm contribudo
para a economia da regio.
Introduo
O turismo tem sido uma atividade importante
para a gerao de trabalho e renda em todo pas.
No caso do Nordeste, no ms de junho, milhares
de pessoas visitam as cidades da regio, participam
das festas juninas e conhecendo a alegria e
cultura desse povo. So vrias as formas de manifestao
cultural: quadrilhas, comidas tpicas, o
forr p de serra, os fogos de artifcios, etc. Juntase
a participao popular, a preservao da cultura
e a gerao de renda. Percebendo o potencial
turstico da regio alguns empreendimentos tm
sido criados no somente para atender a essa demanda
do ms de junho, mas para incentivar o
turismo da regio que possui 1,6 milho de km2
de encantos naturais, cheios de marcos histricos,
culinria variada, rico folclore e muito artesanato.
Alguns empreendimentos econmicos solidrios
esto sendo criados para atender ao turismo
no Nordeste no mbito das agncias de viagens,
alimentao, artesanato, entre outros.
Dicas do Professor: H inmeros sites que podem ser
consultados sobre economia, cultura e turismo da regio.
3. Ao final de 30 dias ser organizada a feira que
poder durar de um a dois dias.
4. O (a) professor(a) dever estimular cada grupo
no sentido de que use a criatividade para
organizao e apresentao das informaes
obtidas em cada tema pesquisado. Por exemplo:
o tema Nordeste e sua culinria poder
ser apresentado com a degustao de comidas
tpicas da regio, distribuio de receitas, entre
outros.
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  77
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78  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Histria Nvel I e II
1. Conversar com os alunos sobre as festas juninas.
Problematize com os alunos: Como so
comemoradas as festas juninas na comunidade,
na regio? O que a turma considera mais
interessante? Vocs sabem a histria das festas
juninas?
2. Se for possvel, entrevistar na escola ou fora
dela uma pessoa com mais de 60 anos que
sempre viveu na comunidade. Pea aos alunos
para investigar, perguntar a essa pessoa, como
eram comemoradas as festas juninas antigamente.
Procure identificar com a turma as mudanas
e as permanncias.
3. Ler o texto com a turma e solicitar que os
alunos destaquem no texto como os historiadores
explicam a origem da festa.
4. O texto nos fala das principais caractersticas
da festa, relacione com a realidade vivida por
eles e construa um cartaz, destacando o que faz
parte da festa e da comunidade, como e quais:
por exemplo danas: quadrilhas, cantigas, brincadeiras,
rezas, fogueiras e fogos, comidas e bebidas,
correio elegante, entre outros elementos.
Descrio da atividade 5. Leve um calendrio para a sala e pea para os
alunos identificarem as datas, dias/ms da
comemorao.
6. Motiv-los a montar alguma apresentao cultural
que faa parte das festas juninas, por
exemplo: uma quadrilha ou um correio elegante.
No se esquea de, nesse dia, propor
que turma saboreie alguma comida tpica das
festas, como um p-de-moleque ou pipoca. E
que tal enfeitar a sala de aula com bandeirinhas
e bales?
Materiais indicados:
P papel colorido, cola,
cordo, calendrio.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Festas juninas: uma fogueira de alegrias
Resultados esperados: Conhecer a diversidade
dos costumes e tradies culturais das diferentes
regies do Brasil atravs do estudo de uma manifestao
cultural. Produo de cartaz e uma apresentao
cultural relacionada s festas juninas.
19
Te x t o
Objetivos
 Reconhecer e analisar as festas juninas como
uma manifestao cultural popular, ressaltando
a diversidade dos costumes e tradies culturais
nas diferentes regies do Brasil.
Introduo
Como todos ns estamos acostumados, durante o
ms de junho as festas juninas tomam conta do
Brasil. De Norte a Sul, no meio rural e nas
cidades, nas escolas, nas praas, sindicatos, empresas,
ruas as festas so realizadas com muitos
fogos, comidas, bebidas, fogueiras, danas, trajes
tpicos, rezas e muita animao. Em cada regio
as comemoraes tm suas prprias caractersticas.
Mas algumas perguntas so comuns entre
alunos e professores: como as festas chegaram ao
Brasil? Qual a origem dessas festas? Quais os significados
para a cultura popular brasileira? Tudo
isso  muito rico de ser trabalhado, entretanto
lembramos o cuidado que devemos ter para evitar
propaganda ou doutrinao religiosa, difuso
de preconceitos e discriminaes.
Dicas do Professor: Almanaque Brasil de Cultura Popular.
So Paulo. Vrios nmeros trazem informaes interessantes
sobre as festas. Site: www.almanaquebrasil.com.br
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Caderno do professor / Cultura e trabalho  79
rea: Lngua estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Dialogue com os alunos sobre los puestos de
trabajo directos e indirectos que genera el ftbol
brasileo:
a) Por ejemplo: los jugadores, el entrenador, el
preparador fsico, el masajista, el fisioterapeuta,
el rbitro, el juez de lnea/ asistente etc.
2. Pea aos alunos que respondam s perguntas:
a) Cules son los jugadores brasileos que
actan en Espaa?
b) Cules son sus equipos?
3. Explique la diferencia de gnero en el lxico
espaol y portugus:
el partido = a partida;
el equipo = a equipe;
los cuartos de final= as quartas de final.
4. Proponha que os alunos elaborem frases
utilizando o lxico espaol.
5. Corrija todas as atividades no quadro.
Descrio da atividade
Atividade P En Brasil, el ftbol genera muchos puestos de trabajo
20
Te x t o
Objetivos
 Familiarizar-se com o lxico espanhol do futebol
e analisar a relao do esporte com a gerao de
empregos.
Introduo
O futebol brasileiro vive realidades paralelas: uma
interna  prtica desse esporte de massa, considerado
a paixo nacional, com um nmero de
postos de trabalho que depende de um rduo
caminho a ser percorrido; e outra que est relacionada
 conquista da mobilidade social por
aqueles que sonham com carreiras no exterior
sendo poucos os que a conquistam. Vale lembrar
que somente 2000 atletas atuam fora do pas e,
desse contingente, quantos nomes podemos contar
na lista dos que conquistaram fama e uma vida
milionria? Estaria o futebol deixando de ser arte,
a paixo nacional, para se transformar num verdadeiro
balco de negcios entre atletas, clubes,
times e empresas multinacionais? O que realmente
contribui para a gerao de postos de trabalho
no mbito futebolstico interno?
Resultado esperado: Manifestar-se sobre o
futebol arte e o futebol negcio, utilizando-se do
lxico especfico.
Dicas do Professor: Sitio  www.idiomaydeporte.com
Tempo sugerido: 1 hora
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80  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Geografia Nvel I e II
1. Realizar uma leitura do texto em grupo na
sala, retirando do mesmo as idias principais.
2. Apresentar para a sala quais so esta idias
principais e construir um quadro com a sntese
das mesmas.
3. Destacar como o futebol pode ensinar disciplina,
regras de civilidade e conduta social s
massas.
4. Na seleo brasileira de 2006, na Copa do
Mundo da Alemanha, o time fez alguns jogos
at ser desclassificado pela Frana. Levantar
quantos jogadores atuaram no time titular
nesta jornada, quais so os clubes em que
atuam e em que pas.
5. Apontar para a classe que apesar das exportaes
de jogadores e da entrada de capitais
volumosos, parte dos recursos so investidos
na formao de novos craques.
6. Levantar alguns casos de jogadores famosos
pesquisando qual foi o valor de venda e quanto
valem hoje.
Descrio da atividade
Atividade P Futebol: matria prima de exportao
Resultados esperados:
a) Refletir sobre o gosto do brasileiro pelo futebol
e os negcios decorrentes desta preferncia.
b) Avaliar as possibilidades de ascenso social
dadas pela prtica do esporte, em funo do
emprego e da renda obtida.
20
Te x t o
Objetivos
 Associar a gerao de jogadores de futebol em
gramados brasileiros e a sua exportao
com os que conseguem realmente se destacar.
Introduo
O Brasil  normalmente associado ao pas do
futebol, em funo dos ttulos mundiais conquistados
e da proliferao de jogadores de qualidade.
A ateno dedicada pela populao e o
comrcio em torno do esporte acabam por lhe
dar ares de grande e lucrativo negcio.
Contexto no mundo do trabalho: Para muitos brasileiros
a prtica do futebol  fator de obteno de emprego
e renda, bem como conquistar glrias e ser reconhecido
em sua importncia. Em casos mais extremos
pode-se inclusive conseguir uma transferncia para o exterior
e obter uma remunerao mais vultosa.
Materiais indicados:
P material referente 
Seleo Brasileira que
aponte os jogadores
convocados e os clubes
onde atuam, bem como
os jogos realizados pelo
Brasil e os jogadores que
atuaram.
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do Professor: sites  Museu do Futebol
http://www.museudosesportes.com.br/noticia.php?id=1362
livro  Historia Do Futebol de Jose Almeida De Castro, publicado
pela Editora EDIPROMO.
7. Refletir sobre a relao entre a quantidade de
jogadores que existem no pas e o nmero daqueles
que alcanam prestgio e posio financeira
elevada.
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rea: Histria Nvel I e II
1. Propor  turma a realizao de uma mesa redonda
sobre futebol, semelhante quelas
realizadas na TV. Dever haver um mediador,
um ou mais representantes de vrios times do
Brasil. Faa um levantamento sobre os torcedores
da sala e monte uma ou mais mesas, dependendo
do nmero de alunos. Alm dos
representantes dos times, a mesa dever ter
comentaristas/jornalistas esportivos e tambm
um representante da CBF.
2. Organize os temas que sero debatidos a partir
da leitura coletiva do texto. Sugestes:
a) A importncia da seleo brasileira e da Copa
do Mundo para os brasileiros.
b) O futebol como forma de ascenso social.
c) A capacidade de ensinar disciplina, regras
de civilidade e conduta social s massas.
d)A importncia do futebol para a economia.
e) A relao entre futebol e poltica.
f) As torcidas organizadas e a violncia.
g) O futebol e a educao.
Descrio da atividade h)Futebol e cultura.
3. Ao final, a turma dever escrever uma notcia
relatando o tema que foi discutido na mesa.
4. Se for possvel, grave em vdeo ou em fitacassete
a mesa redonda. Escolham um bonito
ttulo para a mesa, sugestes: Passe livre 
Apito final  Paixo Nacional.
Atividade P Futebol: uma paixo nacional
Resultados esperados: Analisar os diversos
significados e influncias do futebol para a sociedade
brasileira. Produzir uma notcia jornalstica.
20
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre diversos significados do futebol
para a sociedade brasileira.
Introduo
O futebol  uma paixo nacional que faz parte da
nossa cultura, da nossa histria, e de acordo com
o texto, movimenta a economia nacional, gera
empregos, renda e  visto, por muitos, como possibilidade
de ascenso social. O futebol comeou
oficialmente a ser praticado no Brasil no sculo
XIX, vindo da Inglaterra, na bagagem do jovem
Charles Miller, que fundou o So Paulo Atletic
Club. De l para c, vrios clubes foram criados
por diferentes segmentos da sociedade, como o
Corinthians, fundado por operrios paulistas e o
Palestra Itlia, hoje Palmeiras, por imigrantes
italianos. Na dcada de 1930, durante o governo
Vargas, o futebol tornou-se um esporte profissional
no Brasil. Ao longo da histria do nosso
pas, esse esporte foi usado politicamente por setores
dominantes da sociedade, para manipular
as massas e mascarar conflitos e desigualdades
sociais. Por outro lado, o futebol no se restringe
a isso, tratando-se de uma questo complexa,
que tem inmeras implicaes e significados na
sociedade brasileira. A reflexo sobre futebol
pode levar a muitos trabalhos em sala de aula.
Materiais indicados:
P fitas de vdeo, gravador,
fita cassete.
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do Professor: site  cbfnews.uol.com.br; livro 
Futebol: Uma paixo nacional (Jorge Zahar).
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  81
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82  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I
1. Faa uma leitura comentada do texto e pergunte
aos seus alunos quantos sabem onde
existe um campo de futebol na cidade.
2. Convide-os a localizar no mapa da cidade esses
espaos.
3. Verifique com os alunos a escala do mapa e
pea que faam uma estimativa da rea que
tal campo ocupa, respeitando a escala.
4. Pea que localizem tambm espaos onde j
existiu um campo de futebol. Problematize a
situao mediando uma discusso sobre as
causas e conseqncias do desaparecimento
do futebol enquanto atividade comunitria socializadora
e o fortalecimento do futebol de
mercado.
Descrio da atividade
Atividade P Procurando o futebol na cidade
Resultados esperados: Mapa da cidade com
indicao de espaos ocupados pelo futebol. Reflexo
sobre as conseqncias da mercantilizao
do futebol.
20
Te x t o
Objetivos
 Identificar espaos ocupados com futebol, localizando-
os no mapa da cidade, observando
a escala.
Introduo
O futebol  uma paixo nacional. Ele est distribudo
pelo territrio brasileiro e parece ser algo
que une a nao. Diz-se at que somos o pas
do carnaval e do futebol. Em que medida isto 
verdade? O futebol gera empregos e movimenta
a economia, como mostra o texto. Mas, ambos, o
carnaval e o futebol, vm perdendo espao enquanto
cultura popular para se tornar cada vez
mais um produto de mercado. Desaparecem os
campinhos de bairro e surgem os fetiches dos
salrios altos. Como os alunos e alunas da EJA
percebem isto? Quantos ainda tm no futebol
uma atividade de comunidade? Quantos campos
de futebol de vrzea ainda existem na sua
cidade? Quem tem oportunidade de jogar futebol
sem pagar as taxas do clube, da quadra? Esta
situao certamente  diferente nas cidades
grandes e nas pequenas. Mas a reduo de espaos
para atividades de lazer comunitrias
acontece em ambas.
Materiais indicados:
P mapa da cidade
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do Professor: Organize com os alunos uma observao
mais apurada sobre os espaos da cidade, buscando
locais de encontro que sejam pblicos e gratuitos, como
o campo de futebol e/ou parques que permitem a
prtica de esportes.
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rea: Matemtica Nvel I e II
1. Pea aos seus alunos para fazerem uma leitura
silenciosa do texto, sublinhando todos os dados
numricos que ele contm.
2. Organize-os em grupos e pea que escrevam
problemas usando os dados do texto. Por
exemplo:
a)Quantos por cento da populao brasileira
pratica futebol? (Somos cerca de 170 milhes
e, segundo o texto, 30 milhes praticam
futebol.) Aqui  preciso considerar os
nmeros de mulheres e de homens, visto
que a imensa maioria destes 30 milhes so
homens.
b)Se so fabricadas mais de 6 milhes de bolas
de futebol, qual o montante de dinheiro
que gira no mercado, se uma bola custa em
torno de R$ 70 reais?
3.  importante que voc oriente a elaborao
dos textos dos problemas, que devem conter
uma pergunta clara e dados suficientes para
respond-la, atravs de clculos matemticos.
Ajude-os a reformular os textos, se for preciso,
antes do prximo passo.
Descrio da atividade 4. Cada grupo deve passar seus problemas escritos
para um outro grupo resolver.
5. Faa com os alunos a correo de todos os
problemas no quadro.
Atividade P Problematizando os nmeros do futebol
20
Te x t o
Objetivos
 Formular e resolver situaes-problema usando
dados numricos do futebol.
Introduo
O futebol, alm de ser uma paixo nacional, segundo
o texto,  tambm fator econmico, movimentando
milhes de reais. Gera empregos, esperanas,
mas tambm desiluso e explorao.
Enquanto alguns ganham milhes, a maioria dos
jogadores ganha pouco. A riqueza que o trabalho
produz no futebol se concentra nas mos
dos donos dos times famosos.  possvel que
entre os jovens alunos da EJA existam muitos
que desejariam ser jogadores de futebol, pela expectativa
de ganhar muito dinheiro. Quantos
alunos sabem o salrio de um jogador de um
time de sua regio? Que saberes possuem sobre
os nmeros do futebol? Que perguntas o texto
suscita?
Resultado esperado: Lista de situaes-problema
formuladas e resolvidas.
Dicas do Professor: Encaminhe uma pesquisa para descobrir
dados do futebol da sua regio como: nmero de
times, salrios, lugares nos estdios locais, etc. e repita esta
atividade com tais dados.
Tempo sugerido: 4 horas
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  83
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84  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
1. Aps a leitura, relacionar o texto  realidade
dos alunos. Levantar formas de manifestao
cultural vivenciadas pelos alunos em sua comunidade
(dana, msica, artesanato, etc.).
2. Propor uma pesquisa no bairro, comunidade,
visando encontrar grupos ou artistas que participem
de manifestaes culturais na localidade.
3. Contatar essas pessoas e convid-las para uma
apresentao na escola.
4. Os alunos organizaro uma programao com
os artistas locais em um Encontro Cultural.
5. Relacionar todas as funes, etapas e detalhes
necessrios  organizao e realizao do evento
(agendamento com a direo da escola, convite
aos artistas, organizao das apresentaes,
conversas com artistas, mostras de trabalhos,
etc.), levantamento dos equipamentos e materiais,
decorao do ambiente onde o evento ser
realizado, divulgao, etc.
Descrio da atividade 6. Distribuir as tarefas e checar o seu cumprimento,
estabelecendo uma equipe de coordenao.
7. Realizar o evento e registr-lo em fotos ou
vdeo. Avali-lo.
Atividade P Encontro cultural
21
Te x t o
Objetivos
 Organizar um encontro cultural com os artistas
locais.
Introduo
O estado de arte  parte constitutiva do homem. O
artista diferencia-se de outros profissionais por
possuir conhecimentos e domnio de tcnicas de
um determinado fazer artstico  de uma linguagem
artstica. O artista  aquele que expressa
seus pensamentos e idias atravs de uma obra
artstica. O artista no  uma figura rara, existente
apenas nas galerias e museus, na mdia, nas telas
ou nos palcos. Ele est bem prximo de ns.  do
seu contato com o mundo e com os outros que ele
tira a inspirao para suas obras. Como diz Milton
Nascimento em sua msica Nos bailes da vida  todo
artista tem que ir aonde o povo est. No texto,
o fotgrafo, com sua arte, registra formas de manifestao
da cultura popular. Ele fotografa artistas
annimos que mantm viva uma tradio. H um
contingente imenso de artistas annimos, prximos
a todos ns, que no s encontra na arte o seu
lazer, mas luta por uma chance, ou simplesmente
luta para manter viva uma tradio.
Resultados esperados:
a) Conhecer a sua localidade do ponto de vista
da arte.
b) Criar oportunidade para que o artista encontre
espao para mostrar sua arte.
c) Problematizar as razes de existncia de uma
arte reconhecida e uma anmina.
d) Reconhecer nas formas de registro histrico
tambm uma arte.
Materiais indicados:
P os necessrios para a
realizao do evento.
Tempo sugerido:
de 4 a 6 h para o encontro
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rea: Artes Nvel I e II
1. Os alunos devero, individualmente, pesquisar
a origem, a estrutura, os personagens e o
ritmo do maracatu.
2. Apresentar e discutir os resultados da pesquisa.
3. Dividir a classe em grupos para a elaborao
de figurinos para um maracatu.
4. Cada grupo dever escolher pelo menos duas
figuras representativas da manifestao.
5. Apresentar o figurino e o significado da personagem
no folguedo.
6. Discusso do exerccio tendo por foco os
personagens e seus significados, o ritmo e a
relao com outras manifestaes como a
congada, o frevo ou o carnaval.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P a critrio do grupo. O
figurino poder ser feito
de papel crepom e/ou
plstico.
Tempo sugerido:
etapas 2 a 6  3 horas
Atividade P Maracatu
Resultados esperados:
a) Conhecer essa manifestao popular.
b) Refletir sobre a importncia da preservao de
festas, danas e manifestaes populares como
modo de preservao da cultura brasileira.
21
Te x t o
Objetivos
 Criar figurinos para um maracatu.
Introduo
O maracatu  uma manifestao cultural que
mistura as culturas afro-brasileiras e  tpica de
Pernambuco. Nasceu com a decadncia dos
folguedos do Auto dos Congos no sculo XIX.
Possui personagens fixos e uma sonoridade particular
marcada pela percusso. Segundo Mrio
de Andrade, a origem da palavra maracatu seria
tupi: marac (instrumento amerndio de percusso),
catu (bom, bonito em tupi), mar (guerra,
confuso).
Dicas do Professor: sites  www.terrabrasileira.net/
folclore/regioes/5ritmos/maracatu.html
www1.uol.com.br/diversao/science.htm
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  85
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86  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Histria Nvel I e II
1. Motiv-los ao trabalho de observao das imagens.
2. Levantar a seguinte questo: As fotografias
so representaes da realidade, logo so fontes
histricas. Questionar:
a)Quem as produziu? Fotografou?
b)O que retratam? (o fato, o acontecimento,
os personagens, a situao).
c) Quando? (tempo: dia, ano, ms, dcada,
sculo se for o caso).
d)Onde? (lugar: pas, cidade, estado, regio).
e)Por qu? (causas da produo das fotos, as
motivaes do autor).
f) Os desdobramentos dos acontecimentos retratados
(as conseqncias, os impactos, os
significados).
g)A relao das representaes fotogrficas
dos maracatus com a vida da sua comunidade,
da cidade ou do Brasil, mais especificamente,
com as manifestaes culturais
vivenciadas pelos alunos no cotidiano.
Descrio da atividade 3. Discutir a importncia das imagens fotogrficas
para a preservao e transmisso da memria.
4. Cada dupla de alunos dever escolher uma
das imagens e produzir um texto explicitando
o modo como vem o real representado, o que
a imagem lhes sugere.
Atividade P Pluralidade cultural no Brasil: imagens de maracatus
21
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre a pluralidade cultural do nosso pas
por meio de diferentes imagens de maracatus.
Introduo
O maracatu  conhecido como uma manifestao
cultural, dana e msica, que tem suas razes no
Nordeste brasileiro, mais precisamente do estado
de Pernambuco. Segundo registra a histria,
nasceu com a decadncia dos folguedos do Auto
dos Congos, no sculo XIX, de onde foi herdada a
tradio do cortejo. Durante a festa, eram emitidos
sons dos tambores para avisar que a polcia
estava a caminho para reprimir a brincadeira. Um
dos poucos grupos que mantm vivas a tradio e
a religiosidade do maracatu de baque virado no
estado de Pernambuco, o Nao Leo Coroado,
considera como data oficial de sua criao o dia 8
de dezembro de 1863, que figura no seu estandarte,
embora haja a hiptese de que ele j existisse
em 1852. Pouco prestigiados no sculo XIX,
os maracatus hoje, no entanto, assumem grande
destaque e prestgio na cultura pernambucana. O
texto traz interessante ensaio fotogrfico, no qual
a idia do autor  documentar o que acontece
antes das apresentaes. As fotos ampliam nosso
olhar e possibilitam captar os movimentos, a diversidade,
enfim muitos elementos que podem
nos ajudar a compreender melhor a riqueza, a
complexidade da cultura brasileira.
Dicas do Professor: sites 
www.fundaj.gov.br
www.entrecantos.com
www.leaocoroado.org.br; http://pt.wikipedia.org
www. fundaj.gov.br e pt.wikipedia.org
Tempo sugerido: 1 hora
Resultados esperados:
a) Ampliar seus conhecimentos sobre a pluralidade
cultural do nosso pas por meio de diferentes
imagens de maracatus.
b) Produo de texto a partir das impresses pessoais
sobre as imagens.
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rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
1. Diga  turma qual  o seu feriado favorito. Explique
por qu.
2. Pea a cada um que escolha seu feriado favorito
e escreva um pequeno pargrafo (em
ingls) explicando o que se comemora neste
dia. Duas ou trs linhas so suficientes.
3. Escreva no quadro: New Years Day, January
1st (Its when we celebrate peace and friendship)
Birthday of Martin Luther King, third
Monday in January. (Its when we celebrate
the life and work of Luther King, an Afro-
American leader). Valentines Day, February
14th (Its when boyfriends and girlfriends exchange
presents) St Patricks Day, March 17th
(Its when people go out wearing green
clothes) Easter, the day changes (Its when we
eat chocolate eggs) April Fools Day, April 1st
(Its when people tell lies to joke with others)
Mothers Day, second Sunday in May (Its
when we give presents to our mothers) Memorial
Day, last Monday in May since 1971.
Flag Day, June 14th. Fathers Day, third Sunday
in June (Its when we give presents to our
fathers) USA Independence Day, July 4 (Its
when we have a traditional barbecue at home)
Labor Day, first Monday in September
(Its when we celebrate the workers rights)
Descrio da atividade Halloween, October 31st (Its when we dress
costumes and visit homes to get candies and
say TRICK OR TREAT) Election Day, Tuesday
on or after November 2 (Its when we vote
for our representatives) Thanksgiving Day,
fourth Thursday in November (Its when we
prepare a turkey and have a special dinner
with our family, thanking God for the good
year) Christmas Day, December 25th (Its
when we celebrate Jesus birth. People give
presents and eat in family).
4. Escreva os nomes dos feriados em ingls em
pedaos de papel e pea aos alunos que formem
grupos de 5 pessoas. Cada grupo dever
receber um conjunto de papis com todos os
feriados.
5. Eles devero fazer mmicas para os colegas de
grupo e estes devero adivinhar o feriado.
Quem adivinhar, dever dizer o que se faz
nesse dia.
Atividade P American Holidays
Resultado esperado: Memorizar os nomes de
alguns feriados em ingls.
21
Te x t o
Objetivos
 Familiarizar os alunos com alguns feriados do
calendrio americano, em ingls.
Introduo
O texto fala do carnaval, do maracatu e dos
folguedos, festas tipicamente brasileiras, sinnimos
de feriado. Podemos ento apresentar os
nomes dos feriados e como explicamos a festa
em ingls.
Tempo sugerido: 60 a 70 minutos
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  87
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88  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Lngua estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Leia o texto em voz alta para os alunos.
2. Em seguida, pea que cada aluno leia um trecho
da carta, de modo que todos possam tomar
o lugar do cliente que se dirige ao sapateiro.
3. Analise com os alunos o glossrio, verifique se
ainda h dificuldade sobre o significado de
palavras e expresses. Esclarea as dvidas,
ou oferea dicionrios aos alunos, se houver.
4. Escreva no quadro as seguintes perguntas em
espanhol sobre o texto. Os alunos devem respond-
las por escrito no caderno:
a) Quin escribi la carta?
b) A quin est dirigida?
c) Cundo, o en que poca, ha sido escrita?
d) Qu hechos o sentimientos describe?
Descrio da atividade e) Cmo empieza la carta y la despedida cmo es?
f) Cul es el registro del lenguaje, formal o
informal?
g) Qu opinas del oficio o la profesin de zapatero?
5. Comente e corrija cada pergunta na lousa.
Atividade P El oficio de zapatero
22
Te x t o
Objetivos
 Analisar as causas do desaparecimento de algumas
profisses consideradas histricas e os
motivos que ocasionam essas mudanas.
Introduo
O texto em espanhol nos transporta para um
tiempo muy lejano. A escritura da missiva, numa
linguagem formal, respeitosa e educada,  raridade.
A relao entre cliente e prestador de
servio, impecvel. Bem, passemos ao presente.
Hoje em dia, j no  comum encontrar uma sapataria
em nosso trajeto. Quando falamos em sapataria
podemos nos referir tanto ao lugar onde
se confecciona sapatos, como ao lugar onde se
conserta sapatos. A figura do sapateiro do bairro
est desaparecendo. Encomendar um sapato sob
medida ento, parece coisa do passado, bem passado.
Ou no? Por que isso acontece? Continuamos
calando sapatos, mas qual foi a mudana?
Onde so fabricados os sapatos, nas grandes
fbricas? E o conserto? Os sapatos so descartveis?
 O avano chins no setor de calados,
preocupa o Brasil, Fbricas de calados
brasileiras fecham suas portas, desemprego 
vista, O calado produzido na China chega mais
barato ao Brasil. Essas manchetes so comuns
nos jornais atuais. Assim como temos notcias de
profissionais brasileiros especializados nesse setor
que emigram para a China, pois l o emprego
est garantido para eles. O Brasil estuda aumentar
a taxa de importao do produto a pedido dos
caladistas brasileiros, que reclamam da concorrncia
chinesa e do real muito valorizado. Voltemos
a falar do sapateiro que fabrica e conserta
calados, qual ser o futuro dessa profisso?
Resultados esperados: Identificar as causas
das mudanas ocorridas no setor produtivo de
calados no Brasil e familiarizar-se com o uso da
escrita em espanhol.
Tempo sugerido: 2 horas
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Caderno do professor / Cultura e Trabalho  89
rea: Lngua estrangeira  Espanhol Nvel II
Aps a leitura e discusso do texto proponha
a seguinte atividade de verso ao espanhol:
El Carnaval genera muchos puestos de trabajo
a) Cules seran estos puestos?
R. Ejs. Modista, carpintero, serrajero, administrador,
electricista, coregrafo, msico, etc.
b) En que ciudades brasileas se celebran las
grandes fiestas de Carnaval?
R. En Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Olinda,
So Paulo.
c) Segn el texto, qu debe hacer una persona que
tenga inters en trabajar en los carnavales?
R. Lo importante es buscar las organizaciones,
pues la divulgacin, el reclutamiento y la seleccin
de personal se hace all mismo en su interior.
Descrio da atividade
Atividade P El carnaval brasileo ofrece buenas oportunidades de trabajo
23
Te x t o
Objetivos
 Analisar as possibilidades de emprego que o
mercado cultural oferece e os requisitos exigidos.
Introduo
O Carnaval emprega mo-de-obra especializada.
A grande festa da cultura popular no  organizada
dias antes. No Rio de Janeiro, por exemplo,
envolve um nmero muito grande de pessoas que
trabalham o ano todo sem parar at o dia do desfile.
Os carnavalescos so profissionais preparados,
extremamente criativos e bem-remunerados.
So os responsveis por tudo o que se v na
avenida. Eles trabalham com desenhistas, coregrafos,
letristas e muitos outros profissionais que
os assessoram no desenvolvimento do enredo
que a escola escolheu para apresentar no sambdromo.
A cidade do samba foi criada para
abrigar os barraces das 14 escolas de samba do
grupo especial. Essa iniciativa gerou muitos empregos
diretamente vinculados com a preparao
dos carros alegricos e de fantasias, entre eles esto:
costureiras, marceneiros, serralheiros, carpinteiros,
etc. As escolas confeccionam fantasias e
vendem, principalmente, aos estrangeiros que desejam
desfilar na avenida. O texto nos informa
sobre outras oportunidades de trabalho temporrio
no carnaval mas so exigidas formao e
experincia, do ensino fundamental ao curso superior
e, geralmente, fluncia em idiomas estrangeiros.
Vale reforar: qualificao profissional
 imprescindvel?
Resultado esperado: Identificar possibilidades
de emprego nas organizaes carnavalescas.
Materiais indicados:
P imagens e reportagens
sobre o tema.
Tempo sugerido: 1 hora
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90  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Geografia Nvel I e II
1. Em crculo, converse com os alunos, pergunte,
motive, oua o relato, registre as impresses e
preferncias, enriquea a conversa com perguntas
tais como: Voc gosta de brincar carnaval?
Como  o carnaval na sua cidade? Voc
assiste a desfiles de carnaval pela televiso? O
que mais chama sua ateno? Que diferenas
voc observa nas msicas de carnaval das
vrias regies do Brasil? Quais os significados
do carnaval para a sociedade brasileira: na
cultura, na poltica e na economia? Vocs conhecem
algum que trabalha ou j trabalhou
em atividades ligadas ao carnaval?
2. Aps a discusso ler e discutir o texto.
3. Analisar a importncia do carnaval para o mercado
de trabalho e emprego, compare as informaes
sobre o carnaval do Rio de Janeiro
e o da sua regio.
4. Fazer, em grupo, um levantamento dos tipos
de trabalho que so gerados pelo carnaval na
sua cidade ou regio.
Descrio da atividade 5. Produzir um pequeno texto coletivo sobre os
significados do carnaval para a cultura e o trabalho.
Incentive a turma a produzi-lo em forma
de letra de cano de carnaval. Motive-os
a apresentar cantando em diferentes ritmos:
samba-enredo, pagode, ax, marchinha etc.,
de acordo com as caractersticas das regies
do Brasil.
Atividade P Carnaval: samba, alegria e trabalho
23
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre os significados do carnaval como
manifestao da cultura popular nas diferentes
regies do Brasil e como oportunidade de trabalho
e renda.
Introduo
O carnaval, festa milenar trazida pelos portugueses
no perodo da colonizao, constitui uma das
mais importantes manifestaes da cultura popular
que nos identifica, pois nele  possvel localizar
heranas culturais de diferentes povos
que habitam o nosso pas. Em cada regio, a festa
possui caractersticas prprias reveladas nos ritmos,
nas roupas, nos sons e instrumentos musicais,
na maneira de festejar. De Norte a Sul do
Brasil, percebemos, no carnaval, que a cultura
brasileira  formada de diferentes culturas. Pessoas
de diferentes origens tnicas e sociais participam
da festa. Para muitas pessoas o carnaval
significa diverso e folia. J para outros, uma
boa oportunidade de descansar e sair da rotina
de trabalho. Representa tambm oportunidades
de trabalho e renda para muitas pessoas, sobretudo
as desempregadas. Sugerimos trabalhar essa
atividade articulando os temas do trabalho, da
cultura e da geografia das diferentes regies de
forma criativa, para que os alunos sejam motivados
a pensar sobre os mltiplos significados do
carnaval para a sociedade brasileira.
Resultados esperados:
a) Compreender os significados do carnaval, como
manifestao da cultura popular, nas
diferentes regies do Brasil e, tambm, como
oportunidade de trabalho e renda.
b) Produo de texto/letra de cano.
Dicas do Professor: Consultar o Almanaque Brasil de
Cultura Popular. Site www.almanaquebrasil.com.br.
Tempo sugerido: 2 horas
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rea: Portugus Nvel I e II
1. Estudo do contexto de produo: Pedir aos
alunos que, depois da leitura do texto, respondam:
a) Quem  o autor do texto? Qual  seu objetivo
ao escrever o texto? Qual  seu papel social?
b) Para quem o autor escreveu o texto?
c) Com que propsitos o autor escreveu o texto?
d) Este  um texto literrio? Um texto de opinio?
Um texto de informao?
e) Por onde este texto circula? Poderia estar
numa revista em quadrinhos? Numa narrativa
mtica? Num jornal de grande circulao?
Num livro de poesias? Na Internet?
Por qu?
2. Anlise da organizao interna:
a) Que tipo de informaes o texto apresenta?
b) De que forma as diferentes informaes so
apresentadas para o leitor?
c) Quais so as competncias exigidas para se
conseguir trabalho no carnaval?
d) A forma global como o texto foi organizado
e o tipo de informaes selecionadas
para tratar o assunto esto adequados para
que o texto possa cumprir sua finalidade?
Justifique.
3. Atividades de Produo de Texto:
a) Mostrar aos alunos que o texto de infor-
Descrio da atividade mao responde a questes como: Quem?
Quando? Onde? Como? Por qu?
b) Recortar anncios de jornal que oferecem
empregos. Repetir as questes das partes 1
e 2 e enfatizar que cada gnero exige um
tipo de linguagem, um pblico especfico e
possui um suporte esperado.
c) Pedir que criem anncios para oferta de empregos
no carnaval, descrevendo as exigncias
para admisso e descrevendo os respectivos
cursos e funes.
Atividade P Estudo de texto de informao. Produo de anncio.
Resultado esperado: Ampliao da capacidade
de escrever textos informativos e anncios.
23
Te x t o
Objetivos
 Reconhecer as caractersticas de um texto de
informao.
Introduo
Pergunte se h alunos na salas que j tenham trabalhado
no carnaval, ou em outras festas. Ser
que imaginam quantas pessoas trabalham nesse
perodo?
Materiais indicados:
P anncios de jornais
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  91
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92  Caderno do professor / Cultura e Trabalho
rea: Cincias Nvel I e II
1. Proponha a seus alunos observaes diretas de
materiais usados para registrar imagens. O
filme pode ser obtido em laboratrios fotogrficos
(para observar os fotogramas). Os CDs ou
DVDs quando vistos contra a luz produzem
diferentes cores, indicando a superfcie metlica
onde os bits de informao esto gravados.
2. Pea a seus alunos para obter um projetor de
filmes ou uma foto dele. Indicar o motor que
faz o filme rodar e o sistema de lentes.
3. Para estudar a tela digital, pea  seus alunos
para observarem a tela da televiso com uma
lente de aumento, no ultrapassando 1 minuto.
4. Ensine seus alunos a construrem um pequeno
livro animado:
a) papel (aproximadamente 10 cm x 5 cm).
Sero necessrios pelo menos 30 pedacinhos
de papel;
Descrio da atividade
Atividade P A iluso visual de imagens em movimento
24
Te x t o
Objetivos
 Reconhecer as duas formas de projeo de imagens
dos projetores de filmes e de DVD.
 Entender o processo de sobreposies de imagem
que cria a iluso visual do movimento.
Introduo
Nesta atividade abordam-se as caractersticas fsicas
das imagens de filmes e DVD. Nos filmes, um
dispositivo ptico (cmera) transforma as imagens
em uma sequncia de fotos (fotogramas) formando
uma fita de extenso variada. Em cada segundo,
so registrados 24 fotogramas de 35mm cada
(varia conforme a filmadora). No DVD  Digital
Video Disk, as imagens so registradas em tabelas
de pontos coloridos (pixels) por meio de arquivos
digitais, em seqncias numricas. Essas seqncias
so gravadas por meio de um feixe de laser no
alumnio que compe o disco ptico (DVD ou CD 
Compact Disk). Para reproduzir a sensao de
movimento utiliza-se um projetor (para filme) ou
um leitor (para DVD). No caso do filme, quando
so projetadas 24 imagens em um segundo, nossos
olhos e crebro no conseguem distinguir uma
imagem da outra e temos a iluso de ver o movimento
real. No caso do DVD  necessrio uma tela
(monitor) e um canho luminoso, com um raio de
dimenses muito pequenas, que bombardeia a
tela, varrendo-a em sua extenso 60 vezes por segundo.
Tudo isso  muito rpido!
Resultado esperado: Compreender os processos
de formao de imagem como iluses de
ptica.
Materiais indicados:
P pelcula de filmes com
fotogramas, CD-Rom ou
DVD Rom, papel e cola
ou grampo.
Tempo sugerido: 4 horas
b) oriente para que prendam uma das laterais
formando um caderninho;
c) sugerir que faam em cada folha um pequeno
desenho; o desenho precisa ser simples
para facilitar;
d) repetir o desenho mudando sua posio na
folha, como se estivesse se movendo;
e) aps concluir os desenhos, folhear rapidamente
o caderninho;
f) se tudo foi seguido, ser criada uma iluso
de que o objeto est se movendo.
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rea: Educao Fsica Nvel I e II
1. Promova uma discusso com as seguintes
questes: a) Voc j se percebeu respirando?
Como  sua respirao? Descreva todos os
movimentos dela: por onde entra o ar, por
onde sai, etc. Respirar  intencional? Por qu?
Que outros movimentos no nosso corpo no
dependem de nossa vontade? Descreva-os. H
outros tipos de respirao? O que  apnia?
No sono, isso pode acontecer? Voc conhece
algum esporte que utiliza a apnia? (mergulho)
Podemos aumentar o controle sobre ela?
Como?
2. Desenvolva a seguinte atividade com os alunos:
Respirao profunda  a) Deite no cho,
em um cobertor, colchonete, etc. b) Flexione
os joelhos e afaste os ps mais ou menos 20
centmetros, com os dedos voltados ligeiramente
para fora. Certifique-se de que a coluna
est reta. Relaxe. c) Coloque uma das mos
sobre o abdmen e a outra sobre o trax; d)
Inspire lenta e profundamente pelo nariz, ex-
Descrio da atividade pandindo o abdmen e empurrando a mo
para cima, at onde for confortvel. e) A
seguir, inspire pelo nariz e expire pela boca,
emitindo um som suave, relaxante como o
vento, f) Execute inspiraes longas, lentas e
profundas, que faro o abdmen subir e descer.
Concentre-se no som e na sensao de respirar
enquanto vai ficando cada vez mais relaxado;
g) Continue respirando profundamente
durante cinco a dez minutos de cada vez, uma
ou duas vezes por dia. Faa disso um hbito.
3. Ao final, pea aos alunos que produzam um
texto sobre todo o processo.
Atividade P Voc sabe respirar?
Resultados esperados:
a) Reconhecer a importncia da Educao Fsica
no dia-a-dia.
b) Refletir sobre a intencionalidade do movimento.
c) Produo de texto.
24
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre os movimentos de forma intencional
e no-mecnica. Reconhecer a importncia
da Educao Fsica para a vida. Executar
a respirao natural completa.
Introduo
O meio ambiente equilibrado  necessrio ao
bem-estar. O homem inventou estratgias de
dominar a natureza (trabalho) de modo a us-la
em proveito prprio com o menor dispndio possvel
de sua energia fsica. Um produto direto
desse conforto est nas atividades de lazer, por
exemplo, no cinema. Essa tecnologia permite o
contato com novas culturas, amplia os conhecimentos,
desvenda outras realidades e ocasiona a
transnacionalizao da cultura. Fisicamente esse
lazer  o mais indicado? Deve-se procurar apenas
atividades de lazer em que ficamos estticos? S
cinema e TV? Para a quebra desse ciclo podemos
comear com os movimentos que quase nunca
so percebidos por ns e que so os mais importantes
para nosso bem-estar. Voc j se percebeu
respirando?
Contexto no mundo do trabalho: A atividade proporciona
refletir sobre a melhoria da qualidade de vida por
meio da intencionalidade dos movimentos.
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Cultura e Trabalho  93
24CP09 TX24P3.qxd 18.01.07 19:30 Page 93
rea:
Proposta de atividade
Nvel
Nome da atividade P
21
T e x t o
Objetivos:
Descrio:
Lista de materiais:





Coleo Cadernos de EJA
Modelo de atividade.qxd 21.01.07 18:16 Page 3
Anotaes:
Coleo Cadernos de EJA
Modelo de atividade.qxd 21.01.07 18:16 Page 4
Expediente
Comit Gestor do Projeto
Timothy Denis Ireland (Secad  Diretor do Departamento da EJA)
Cludia Veloso Torres Guimares (Secad  Coordenadora Geral da EJA)
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Unitrabalho)  UNESP/Unitrabalho
Diogo Joel Demarco (Unitrabalho)
Coordenao do Projeto
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Coordenador Geral)
Diogo Joel Demarco (Coordenador Executivo)
Luna Kalil (Coordenadora de Produo)
Equipe de Apoio Tcnico
Adan Luca Parisi
Adriana Cristina Schwengber
Andreas Santos de Almeida
Jacqueline Brizida
Kelly Markovic
Solange de Oliveira
Equipe Pedaggica
Cleide Lourdes da Silva Arajo
Douglas Aparecido de Campos
Eunice Rittmeister
Francisco Jos Carvalho Mazzeu
Maria Aparecida Mello
Equipe de Consultores
Ana Maria Roman  SP
Antonia Terra de Calazans Fernandes  PUC-SP
Armando Lrio de Souza  UFPA  PA
Clia Regina Pereira do Nascimento  Unicamp  SP
Eloisa Helena Santos  UFMG  MG
Eugenio Maria de Frana Ramos  UNESP Rio Claro  SP
Giuliete Aymard Ramos Siqueira  SP
Lia Vargas Tiriba  UFF  RJ
Lucillo de Souza Junior  UFES  ES
Luiz Antnio Ferreira  PUC-SP
Maria Aparecida de Mello  UFSCar  SP
Maria Conceio Almeida Vasconcelos  UFS  SP
Maria Mrcia Murta  UNB  DF
Maria Nezilda Culti  UEM  PR
Ocsana Sonia Danylyk  UPF  RS
Osmar S Pontes Jnior  UFC  CE
Ricardo Alvarez  Fundao Santo Andr  SP
Rita de Cssia Pacheco Gonalves  UDESC  SC
Selva Guimares Fonseca  UFU  MG
Vera Cecilia Achatkin  PUC-SP
Equipe editorial
Preparao, edio e adaptao de texto:
Editora Pgina Viva
Reviso:
Ivana Alves Costa, Marilu Tassetto,
Mnica Rodrigues de Lima,
Sandra Regina de Souza e Solange Scattolini
Edio de arte, diagramao e projeto grfico:
A+ Desenho Grfico e Comunicao
Pesquisa iconogrfica e direitos autorais:
Companhia da Memria
Fotografias no creditadas:
iStockphoto.com
Apoio
Editora Casa Amarela
(Cmara Brasileira do Livro. SP, Brasil)
Cultura e Trabalho : caderno do professor /
[coordenao do projeto Francisco Jos Carvalho Mazzeu,
Diogo Joel Demarco, Luna Kalil]. -- So Paulo :
Unitrabalho-Fundao Interuniversitria de Estudos
e Pesquisas sobre o Trabalho ; Braslia, DF : Ministrio
da Educao. SECAD-Secretraria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade,2007, -- (Coleo Cadernos de EJA)
Vrios colaboradores.
Bibliografia.
ISBN 85-296-0067-3 (Unitrabalho)
ISBN 978-85-296-0067- (Unitrabalho)
1. Atividades e exerccios (Ensino Fundamental)
2. Cultura 3. Livros-texto (Ensino Fundamental)
4. Trabalho I. Mazzeu, Francisco Jos Carvalho.
II. Demarco, Diogo Joel. III. Kalil, Luna. IV. Srie.
07-0416 CDD-372.19
ndices para catlogo sistemtico:
1. Ensino integrado : Livros-texto : Ensino
fundamental 372.19
eja_expediente_Cultura_2362.qxd 1/26/07 3:37 PM Page 96

